Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

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Jul 13

A classe política portuguesa ainda não percebeu que o órgão mais sensível dos portugueses é o bolso. Nos últimos anos este órgão tem sido muito violentado e já 2,3 milhões de portugueses sofrem de doença crónica, ou seja, vivem com menos de 360 euros por mês. Os números são alarmantes e contradizem tudo aquilo que os principais responsáveis políticos deste país têm andado a apregoar.

Mas a doença já afeta um terço da população ativa, não fossem alguns medicamentos que ajudam a aliviar a dor, como as pensões de reforma e as transferências sociais do Estado, mais de 4 milhões de portugueses estariam contaminados pela pobreza.

Mas Portugal padece de outra grave patologia, que é o fosso criado entre pobres e ricos, a doença mais grave entre os países da União Europeia. O rendimento dos dois milhões de portugueses saudáveis é quase 70 vezes maior do que o rendimento dos dois milhões de portugueses que sofrem de doença crónica. Os dois milhões de portugueses saudáveis reúnem 45% do rendimento monetário líquido das famílias a nível nacional.

Depois os responsáveis políticos afirmam que não existe risco de fratura social em Portugal, que os portugueses aguentam ainda mais sacrifícios, quando os números indicam que o índice de desigualdade está a aumentar para níveis insustentáveis. Deixo o alerta e chamo a atenção, para o fato de que, quando o órgão mais sensível dos portugueses é afetado desta forma, a reação pode ser imprevisível e deixar marcas na Nação. Andamos a brincar à política, aos políticos e com o fogo.

publicado por franciscofonseca às 22:09
sinto-me:

2 comentários:
É impressionante a semelhança cada vez maior entre a realidade portuguesa e a realidade brasileira. Apesar de estarmos em regiões geográficas e econômicas tão distintas, as mazelas que a séculos assolam os povos das Américas começa a ser cada vez mais presentes entre os países europeus, principalmente entre aqueles que não fazem parte do centro do poder continental. Destes fatos, só se pode tirar uma única e inevitável conclusão: a infeliz predominância do capitalismo em ambos os continentes.
Toninho Sá Guimarães a 20 de Julho de 2013 às 23:28

Obrigado pelo comentário. Concordo em parte.

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