Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

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Jul 13

Seja qual for a decisão do Sr. Presidente da República Portuguesa, a situação política em Portugal continuará embrulhada num grave drama político nacional. Esta crise política serviu para termos a certeza da qualidade dos nossos políticos e da sua incapacidade para resolver os graves problemas com que nos confrontamos. Também não tenho qualquer dívida que continuaremos reféns dos nossos carrascos “troikanos”, para podermos continuar a respirar.

Esta crise serviu também para constatar que a economia portuguesa está transformada no orçamento de Estado. Existem dois ou três grupos económicos como o grupo Mota-Engil e o grupo Espírito Santo que iniciaram um processo de destruição de pequenas e médias empresas, que não têm acesso ao crédito, nem conseguem sobreviver, asfixiadas pelos impostos pesados lançados pelo governo de forma deliberada.

O nosso país tem uma economia transformada em rendas fixas, juros da dívida pública, parcerias público-privadas, subcontratualização de serviços, em que estes grupos económicos estão sempre envolvidos. O Orçamento de Estado é cada vez menos social, que não vai de encontro a produção e reprodução da sociedade, mas sim, de encontro aos interesses destes grupos económicos. Assim temos um país que está a empobrecer em detrimento da grande concentração de capital a custa do orçamento de Estado, ou seja, à custa dos impostos de quem trabalha.

A política que está em curso consiste em mercantilizar os serviços públicos, acabar com o direito ao trabalho, isto é, transformar os direitos laborais em trabalho precário, móvel e reduzir o custo unitário do trabalho para aumentar a produtividade. Mas Portugal é um dos países que tem um horário do trabalho mais longo da União Europeia, o que leva a quebra inequívoca da produtividade. É esta a receita dada pela troika e melhorada pelo governo em termos de mais austeridade.

A distribuição de dividendos aos banqueiros em Portugal é vergonhosa, quando metade da população está enquadrada na pobreza. Isto conduz à ruina da segurança social deixando de ser sustentável o próprio sistema. A bandeira da exportação portuguesa é um modelo errado, pois, à semelhança do Brasil, um dos maiores produtores de café do mundo, mas que consome-se o pior café. É este modelo que está a ser implementado em Portugal. A grande reforma do Estado continua a ser adiada constantemente e seja qual for a solução adotada para o governo de Portugal, sem esta reforma, não há desenvolvimento económico e social no nosso país e continuaremos embrulhados em dramas políticos sucessivos.

publicado por franciscofonseca às 19:17
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