Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

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Ago 13

Os sinais de que vivemos num apartheid social não são evidentes para a maioria das pessoas. Mas fazendo uma análise mais cuidada da dura realidade, que é muito mais trágica e escandalosa do que os dados do INE e do EUROSTAT sugerem, conseguimos vislumbrar sinais muito fortes, de que o apartheid social está-se a implementar na sociedade portuguesa e em muitos países europeus.

Muitos exemplos poderia aqui enumerar. Se olharmos para os hipermercados, cada vez mais vemos zonas diferenciadas, ou seja, espaços com produtos low cost para clientes pobres e espaços com produtos gourmet para clientes com elevado poder de compra. Nos centros das cidades, onde outrora habitava a esmagadora maioria da população, hoje, florescem guetos luxuosos onde só os mais afortunados têm o direito de entrar. 

Vejo cada vez mais pessoas despejadas e abandonadas nas ruas, sem saúde, sem medicação, sem assistência social, esgravatando o lixo à procura de alimentos. Por outro lado, assistimos ao florescimento de clinicas e hospitais de luxo, onde trabalham os melhores médicos, onde está instalada a melhor tecnologia de diagnóstico, enquanto isso, a rede hospitalar pública degrada-se e os cuidados prestados são cada vez mais paupérrimos.

Outro contraste, enquanto as desigualdades se acentuam, Portugal continua a ser o país que mais carros e casas de luxo se vendem, comparativamente à média dos países da União Europeia. As vendas de carros de gama baixa caíram abruptamente e os seus proprietários prolongam a sua vida útil recorrendo as oficinas de reparações rápidas.

Os governantes acenam com o crescimento económico para a resolução de todos os males, de que a nossa sociedade padece. Nada mais errado, pois o crescimento económico não diminui automaticamente a pobreza, nem resolve os graves problemas estruturais, nem a desordem e o caos social.

Necessitamos de uma educação centrada na dignidade humana, assente em valores estruturantes de uma sociedade próspera, desenvolvida e corporativa, completamente diferenciados daqueles que apenas servem os mercados financeiros, desregulados e gananciosos. É urgente que seja definida uma agenda de médio e longo prazo, fora do controlo das agendas partidárias, onde estejam inscritas as políticas públicas regeneradoras, para por termo ao apartheid social e que respeitem a Constituição.

publicado por franciscofonseca às 12:08
sinto-me:

15 comentários:
É cultural meu Tio! E está-nos enraizado como doença crónica. Julgar o outro pelo grau de consumismo, pela aparência, pelo carro que tem. Já conduzi um avensis e agora conduzo um golf com 20 anos. Ou seja, já fui Doutora e agora sou Técnica... A mudança da qual estamos carentes tem que ser profunda e atingir a raiz, não apenas uma "póda" estratégica. Bjs
Rosa a 24 de Agosto de 2013 às 12:39

Concordo. Daí a mudança nos valores da educação e a definição de uma agenda de médio e longo prazo, onde estejam inscritas as políticas públicas regeneradoras. Bjs

Desculpe lá mas está trocada... Um Golf, com 2, 12 ou 20 anos não se compara a um Avensis... Aliás o que é um Avensis?...
Rodrigo Tejana a 25 de Agosto de 2013 às 18:03

Boa tarde, Referia-me a um Toyota Avensis. Foi apenas um exemplo que usei para sublinhar a ideia. Estava a tentar explicitar um exemplo pessoal, que traduz a ideia de estarmos habituados a estereotipar. Obrigada Att
Rosa a 25 de Agosto de 2013 às 18:13

Não tenho nada contra o post.
Mas deixo-lhe uma pergunta, se no supermercado só houvesse produtos "gourmet" acha que os supermercados ainda estariam abertos?
Mais, se uma pessoa gosta de produtos gourmet é crime poder compra-los?
ou ainda, que acho mais gravoso não pensar numa situação de como eu faço, socorrer-me de alguns produtos "low cost", para, tendo em conta as actuais reduções salariais, poder continuar a comprar alguns produtos "gourmet"?
a isto se chama economia, e ou se vive numa, ou se vive no comunismo. e este, não é salvação, pois se ler o "livro vermelho" ou algo do género, as mulheres por exemplo, são consideradas "uma coisa" a qual cada homem deve caber a sua livre fruição.
Gonçalo a 25 de Agosto de 2013 às 17:01

Obrigado pelo comentário. Já existem supermercados com produtos exclusivos gourmet " para a carteira de pessoas com alto poder de compra. Também não tenho nada contra os produtos gourmet ". O problema é que vemos cada vez mais situações que espelham bem a expansão do apartheid social e económico nas sociedades atuais .

Se não houvesse ricos, os pobres não sonhavam nem lutavam para deixar de ser pobres. Viva a diferença! Viva a possibilidade de deixar de ser pobre! Boa sorte a todos!
Pedro Andrade a 25 de Agosto de 2013 às 22:19

Pois claro! É aliás por isso que, países com menor desigualdade social como os escandinavos, são reconhecidamente países em acelerada decadência. Já no sul europeu regista-se evidente dinamismo.
:P a 25 de Agosto de 2013 às 23:47

Isso é demagogia barata! As desigualdades não têm a ver com cultura, mas apenas com as condições de mercado. Lá para o norte, os gestores só não ganham muito mais porque existem muito mais. Por outro lado, por exemplo aqui em Portugal, se limitássemos o salário a 3000€ para toda a gente, o excedente que sobrava dos grandes salários não daria mais do que alguns cêntimos a cada pobre. A desigualdade não é a causa da pobreza, mas pode muito bem ser um motor para a reduzir!
Pedro Andrade a 25 de Agosto de 2013 às 23:58

Muitos parabéns pelas suas sábias palavras, que descrevem muito bem a realidade social e política em mpoucas palavras.

Seria importantíssimo uma mobieização a nível nacional, junto do eleitorado para que nas urnas "travassem" a continuidade dos partidos que históricamente estão ligados aos interesses económicos e elites, instalados em Portugal, cujos interesses são anti-sociais!

Se me permite, irei utilizar as suas sábias palavras, para influênciar a quem possa fazer chegar para compreensão da realidade em Portugal.
Zaze a 26 de Agosto de 2013 às 00:25

Obrigado pelo comentário.

Qual é o problema da economia/Sociedade Portuguesa?

A ÚNICA MANEIRA DE SE TER UMA SOCIEDADE/ECONOMIA FORTE, É TER UMACLASSE MÉDIA FORTE E PARA QUE ISSO ACONTEÇA, É PRECISO MUDAR RADICALMENTE DE POLÍTICAS, QUE OBRIGUE OS SUPER RICOS A REINVESTIR NA ECONOMIA, CRIANDO EMPRESAS E EMPREGO A NÍVEL NACIONAL OU ENTÃO, “OBRIGAR” A DEVOLVER O DINHEIRO OBTIDO DURANTE ANOS DE EXPLORAÇÃO, PRÁTICA DE PREÇOS ALTOS DOS SEUS SERVIÇOS E DE PRÁTICA DE MISERÁVEIS SALÁRIOS AOS TRABALHADORES.
“NUNCA CHEGAREMOS LÁ”, COM OS PARTIDOS TÊM ESTADO NO GOVERNO DESDE HÁ 30 ANOS ATÉ HOJE, INCLUSIVE!
TÊM QUE SER OUTROS PARTIDOS…AQUELES QUE DEFENDEM UMA VERDADEIRA DEMOCRACIA, IGUALDADE, SOBERANIA E COMBATE AOS INTERESSES ECONÓMICOS DE ALGUMAS ELITES RICAS, QUE SÓ TÊM DESTRUIDO A SOCIEDADE PORTUGUESA, CRIANDO DESIGUALDADES SOCIAIS CADA VEZ MAIORES.
zaze a 26 de Agosto de 2013 às 00:35

“Brincar aos ricos”

Eu brinco aos pobrezinhos
Eu aos pobrezinhos brinco
Pr’a não brincarmos sozinhos
Então que venham mais cinco

No carreiro sobrevivemos
Dando as voltas à vida
Em revolto rio cairemos
Como a formiga perdida

Muito sangue sugaremos
Vampiros por convicção
Com o sangue brindaremos

Esta é a nossa revolução
E aos ricos brincaremos
Aos pobrezinhos é que não.
poetazarolho a 26 de Agosto de 2013 às 09:34

Ridículo. Quem ler isto fica a pensar que é só ricos ou só pobres. É dizer mal por dizer, nem nada de concreto a apontar.
MM a 26 de Agosto de 2013 às 09:47

Nossa essa foto é em Portugal? Parece mais o Brasil...
ANDREA GEYER a 1 de Setembro de 2013 às 23:35

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