Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

30
Dez 12

Eu em 2012 não deixei ninguém para trás. Algumas pessoas é que me perdem um pouco todos os dias e nem perceberam. Um irmão pode não ser um grande amigo, mas um amigo será sempre um irmão. Não me julguem pela metade se não me conhecem por inteiro.

Falta de coragem nas nossas vidas causa perda de momentos incríveis. Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo, não ter medo é ser-se inconsciente. Não atiro a toalha ao chão, nem me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo à frente na minha caminhada.

Quem olha muito para trás na sua vida, esquece que para viver é preciso seguir em frente, sempre. Errar ontem, aprender hoje e superar amanhã é a filosofia a seguir. Preocupo-me com o futuro porque é onde vou passar o resto da minha vida.

A verdadeira liberdade consiste em sermos senhores de nós mesmos. Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança. O segredo da felicidade está na liberdade; o segredo da liberdade está na coragem.

No mundo há riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para alimentar a ganância de cada um. O que o dinheiro faz por nós, na maioria das vezes não compensa o que fazemos por ele. Nada falta nos funerais dos ricos, exceto alguém que sinta sua morte. O homem vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem.

Se queres formar um juízo acerca de um homem, vê quem são os seus amigos. A inveja e o ciúme não são vícios nem virtudes, mas sentimentos penosos, livra-te deles. É sempre mais fácil criticar do que fazer melhor. Usa o teu sorriso para mudar o mundo, mas não deixes o mundo mudar o teu sorriso. Nesta vida não tenho tempo para ser infeliz. Feliz 2013 para todos os leitores deste blog.

publicado por franciscofonseca às 18:11
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28
Dez 12

O nosso país é pobre porque temos um estado falido e os portugueses não conseguem criar suficiente riqueza para desenvolver a economia. Passadas quase 4 décadas depois da revolução, Portugal nunca conseguiu transformar-se num país desenvolvido, apesar de ter tido boas oportunidades para o conseguir, pois teve acesso a novos mercados e capitais em condições vantajosas, mas tudo foi desperdiçado pelos sucessivos governos.

Portugal tem de ser mais competitivo e produtivo. Para aumentar as vendas para o exterior, ou se vende mais barato que os outros, ou se vende mais caro o que os outros não têm, nem podem fornecer, só assim se aumenta a competitividade. Para se vender para o exterior temos de ser altamente produtivos e isso só se consegue com alta incorporação tecnológica, que também não dispomos.

Mas outros problemas têm de ser resolvidos para atrair empresas. Temos de ser possuidores de mão-de-obra altamente qualificada, ainda escassa. Depois aumentar a celeridade e eficácia da justiça, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e limitar a evasão fiscal.

Nas últimas décadas instalou-se uma partidocracia em Portugal que foi irresponsável na condução dos destinos do país. O sistema político português tem partidos a mais, deputados a mais e uma Assembleia da República disfuncional donde nascem as leis que entorpecem e complicam a vida e a economia nacionais. Exemplo, as leis de privatização de grandes empresas que dão milhões de lucro e a nacionalização de outras que dão milhões de prejuízo.

Este caminho em que estamos só vai fazer aumentar a dívida pública, o desemprego e a pobreza do país. É necessário conservar as empresas rentáveis, aumentar a competitividade e a produtividade, aumentar o salário mínimo, taxar mais eficazmente os altos rendimentos, como o dos bancos, diminuir a pressão fiscal sobre os mais pobres, incentivar mais a exportações e o consumo interno, reduzir de forma acentuada os encargos do Estado com as parcerias público-privadas e baixar os impostos para as empresas. Só assim conseguiremos sair da contramão e evitar o desastre.

publicado por franciscofonseca às 09:07
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24
Dez 12

Desejo a todos os leitores deste blog um santo Natal, muita paz, muita saúde e um 2013 cheio de prosperidade. Aqui ficam algumas sugestões para presentes de Natal.

"Sugestões de presente para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito". - Oren Arnold

Para todos os leitores votos ardorosos de que este Natal traga alegria, paz e muita felicidade para todos os dias do Ano Novo. Boas Festas.

publicado por franciscofonseca às 12:07
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23
Dez 12

Este ano revelou-se bastante complexo, com paradoxos a merecer destaque, como a pobreza, a ganância desmedida, a desigualdade crescente e ameaçadora, e a falência das lideranças mundiais. Será que este mundo cada vez mais incerto, disruptivo e caótico está mesmo virado do avesso ou pelo contrário esta complexidade ultrapassa o sistema cognitivo dos políticos mundiais, que impede os consensos desejáveis para o colocar no eixo certo.

As razões mais comuns para a crise económica que vivenciamos passam pelo fracasso geral das últimas gerações de políticos e das políticas públicas, conjuntamente com instituições infiltradas por interesses, que concentram o poder apenas em alguns servindo apenas para explorar o resto da população, perpetuando um ciclo vicioso.

Presentemente, os mercados financeiros invadem e se impregnam nos governos dos países e nas principais instituições, arquitetando a maioria das políticas sobre as questões da vida pública. Hoje vivemos como se a nossa maior liberdade fosse aquilo que consumimos. Sem sombra de dúvidas, quer o mundo, quer a vida social e as relações pessoais são dominadas por formas de pensamento económico.

Na nossa sociedade tudo está à venda, a desigualdade e a corrupção acentuam-se. A vida para aqueles que vivem com menos recursos torna-se mais difícil. Ter poder económico significa hoje comprar mais e mais fazendo com que a desigualdade de rendimentos e de riqueza se acentue, aumentando a tendência corrosiva dos mercados. Estamos a atingir um nível de desigualdade absolutamente intolerável.

A solução passa por encontrar novas lideranças, transformar as instituições de forma a dispersar o poder político de forma pluralista, promover os Estados de Direito, reforçar os direitos de propriedade e investir numa economia de mercado inclusiva, que ponha fim a este ciclo vicioso em que nos encontramos. Já escrevi neste blog, mas volto a escrever; a distribuição desproporcional de poder e de riqueza conduz às insurreições, à guerra e até ao fracasso dos Estados.

publicado por franciscofonseca às 23:22
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19
Dez 12

As Forças Armadas estão obsoletas, despidas em termos orçamentais e de vazias de poder. O grupo de trabalho composto por 25 personalidades, que criou o novo conceito estratégico de segurança e defesa nacional, que visa em primeira linha dar ocupação aos generais da GNR e por essa via atribuir missões de segurança interna aos militares, pois neste momento existe um esvaziamento de competências, de acordo com a sua verdadeira missão.

O trabalho de polícia, as informações policiais e os recursos atribuídos são muito tentadores para os militares. Estou certo que o lobby militar direcionou, condicionou e manipulou o trabalho destas personalidades, na sua grande maioria pró-militares. A última versão, da responsabilidade do governo, feita a partir da proposta desta comissão prevê um esvaziamento de competências da PSP, em detrimento dos militares através do seu braço chamado GNR.

Este executivo não pensou nas consequências operacionais que este novo conceito vai exigir. Os militares estão preparados para intervir num desvio de um avião por um grupo de terroristas? No futuro, em operações antiterroristas quem é que manda em quem entre GNR e Forças Armadas? A formação dos militares está vocacionada para missões de segurança interna?

A formação das polícias é direcionada para servir e proteger pessoas, assegurar a legalidade democrática, a ordem e a tranquilidade pública, através de procedimentos legais e com utilização do uso mínimo da força. Diferentemente, a formação dos militares é vocacionada para a defesa do país de ameaças externas, com o emprego da força máxima e quanto mais letal, mais eficaz. A formação é completamente diferenciada em termos de interação com as populações, nos seus objetivos, no uso da força e nas atribuições. Logo, os militares são profissionais de guerra, impreparados para missões de polícia e com toda a certeza que os cidadãos serão sujeitos a ações desproporcionadas e inadequadas no decorrer das intervenções. Os polícias são profissionais de paz.

A relação com as populações é completamente diferente. A polícia busca a confiança dos cidadãos, do suporte da comunidade em forma de parceria e o seu trabalho exige maior destreza no julgamento e maior capacidade cognitiva. Os militares guiam-se pelo conceito de inimigo e obediência à hierarquia sem necessidade de capacidade cognitiva.

A Crise económica e a rentabilização de recursos não podem servir de pretexto cego para estas alterações profundas no edifício securitário em Portugal. Se este novo modelo vier a ser adotado, será um retrocesso no gozo das liberdades fundamentais, no sistema democrático português, em termos de prestação de segurança às populações. A verdadeira solução para as forças e serviços de segurança em Portugal não é tomada porque o lobby militar bloqueia, as boas práticas já demonstradas e adotadas por muitos países na Europa, ou seja, a criação de uma polícia única e de natureza multifuncional. Mas isto não interessa aos senhores generais. Ainda acredito que o bom senso impere, que a inteligência prevaleça, pois caso contrário teremos uma conflitualidade entre forças de segurança a juntar a conflitualidade social, parece-me muito pouco sensato e prudente.

publicado por franciscofonseca às 19:58
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17
Dez 12

A Europa e o mundo estão a ser governados por gente sem qualquer bom senso. Todos sabem que a Grécia, a Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade. A desregulação dos mercados financeiros faz com que a seguir a um plano de austeridade, se sigam outros planos de austeridade, pois os mercados estão insaciáveis.

Os empréstimos aos países em crise, em troca de programas de ajustamento selvagens, feitos por gente cega, apenas têm potenciado os efeitos negativos nas economias, agravando a recessão, diminuindo a receita fiscal e aumentando exponencialmente o desemprego. Alguém acredita em tais planos, mesmo os governantes? Tenho muitas dúvidas.

A única solução passa por reduzir a dívida, imputar perdões parciais aos credores privados e ajuda das economias mais fortes. Mas países como a Alemanha e Holanda não estão solidários com os restantes. Se isto não vier a acontecer, a erosão das condições de vida será irreversível e não ficará por aqui.

A soberania dos Estados esfumou-se e sujeitou-se aos abutres financeiros, que ganham rios de dinheiro com a crise que passamos. Os próximos tempos serão de uma governação de mercados, que irão regular tudo e enfrentaremos o empobrecimento generalizado da sociedade e o enriquecimento ilegítimo e injusto de uns quantos.

Revisito a minha teoria sobre a crise financeira. O mundo mantem-se bipolar, ou seja, Estados Unidos e agências de notação financeira. Os mercados favorecem os EUA, que não têm nenhum interesse em que o euro seja uma moeda estável, consequentemente, o ataque especulativo à Zona Euro começou pelos países da preferia, mais fragilizados e endividados, mas chegará ao centro da Europa.

Como os mercados estão ávidos de dinheiro, aproveitam-se da necessidade dos países e impõem taxas de juro elevadas, por forma a estrangularem cada vez mais as suas presas, tornando-as dependentes de mais e mais dívidas, funcionando como se fosse uma droga pesada. Mas como isso não bastasse, a austeridade imposta tem por fim último transferir empresas públicas e benefícios para as instituições privadas. Veja-se o que está a suceder em Portugal.

publicado por franciscofonseca às 20:47
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15
Dez 12

Ontem o tiroteio na escola na cidade de Newtown, no estado de Connecticut está entre o mais mortal na história moderna dos EUA. Adam Lanza, 20 anos, matou sua mãe antes de matar 26 pessoas, sendo 20 com idades de 5 a 10 anos. O massacre num cinema em Aurora, no Colorado, a 20 de Jullho deste ano, levado a cabo por James Holmes, de 24 anos,  causou 12 mortos e 58 feridos.

O major Nidal Malik Hasan, que servia o exército dos EUA em Fort Hood, Killeen, Texas, como psiquiatra abriu fogo dentro da base militar matando 13 companheiros e ferindo 29. A 16 de Abril de 2007, Cho Seung-Hui, de 23 anos, realizou o maior massacre ocorrido, nos EUA, na Universidade Virginia Tech matando 32 estudantes e ferindo 17, suicidando-se logo de seguida.

Robert Charles em 02 de Outubro de 2006, na Zona Este da Pensilvânia, mata cinco meninas, entre os sete e 13 anos, e fere outras cinco numa escola da minoria religiosa amish, tendo-se suicidado quando a polícia chegou ao local.

Em 21 de Março de 2005, Red Lake, Minnesota, Jeffrey Weise de 16 anos mata no seu liceu nove pessoas, incluindo cinco alunos, antes de se suicidar. A 29 de Julho de 1999, depois de matar a mulher e os dois filhos, Mark Orrin Barton, especulador bolsista de 44 anos dispara contra duas sociedades de corretagem em Atlanta, Geórgia, matando nove pessoas, suicidando-se depois.

Em Columbine, 20 de Abril de 1999, no Colorado, dois estudantes abrem fogo no liceu, tendo morto doze alunos e um professor, os atiradores suicidam-se.
A 16 de Outubro 1991, um homem mata 22 pessoas num restaurante de Killeen no Texas e deixa feridos mais duas dezenas, antes de se suicidar.

O soldador James Huberty entrou no McDonald’s, San Ysidro, California, em 18 de Julho de 1984 abriu fogo, matando 21 pessoas e ferindo 19 antes de ser baleado por um atirador da polícia. Estudante de engenharia Charles Joseph Whitman, 25 anos, da University of Texas, Austin, a 01 de Agosto de 1966 abriu fogo contra estudantes matando 13 e feriu 32, antes de ser morto por um atirador da polícia.

As sociedades como a dos Estados Unidos, materialmente desenvolvidas estão a perder a sua matriz identitária e os laços e valores essenciais para se viver em comunidade. A nova cultura valoriza o sucesso material, o resto das pessoas são marginalizadas. O maior erro da nossa sociedade é que as pessoas já não valorizam a vida.

publicado por franciscofonseca às 20:02
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10
Dez 12

Na conjuntura atual 18% da população vive abaixo do limiar estatístico da pobreza e 24,4% vive em risco de pobreza ou de exclusão social. A situação de crise desencadeia mais desemprego, redução dos salários e cortes nas prestações do Estado, que faz com estes números continuem a aumentar.

Este fim-de-semana estive no norte do país, no conselho de Felgueiras e um amigo meu mostrou-me a quinta de Vila Fria completamente abandonada. Esta quinta foi em tempos um modelo de produção em Portugal, dava trabalho a dezenas de pessoas, produzia e transformava muitos dos seus produtos, para mais tarde colocar no mercado.

Mas nas últimas décadas o setor primário foi desmantelado completamente, ficando o país com uma enorme dependência externa. Esta dependência em relação à maioria dos produtos agroalimentares tem vindo a aumentar de ano para ano, sendo a balança comercial agrícola altamente deficitária. Isto deve-se principalmente a inadequação dos usos do solo; insuficiências técnico-financeiras; insuficiências ao nível das redes de distribuição e comercialização; baixos níveis de rendimento e produtividade e fraca expressão das indústrias agroalimentares.

Em Portugal governa-se para as próximas eleições e não para a resolução dos graves problemas estruturais que definham as próximas gerações. O nosso país só conseguirá sair deste ciclo vicioso em que se encontra, se conseguirmos ser mais produtivos qualitativamente e quantitativamente. A quinta de Vila Fria e todas as outras quintas deste país sejam elas grandes ou pequenas têm de voltar a ser produtivas.

O país, os governantes, os portugueses têm de aprender a viver com o que é realmente útil e colocar de lado tudo que é inútil e fútil. Não podemos continuar a viver acima das nossas possibilidades, não podemos voltar ao esbanjamento e aprender com a parte boa da austeridade e olhar para a terra como forma de enriquecimento, ou seja, o lema da quinta de Vila fria mantém-se atual "A arte de cultivar a terra é a arte de enriquecer alegremente. Cultivar a terra é engrandecer Portugal".

publicado por franciscofonseca às 19:46
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05
Dez 12

Vivemos num mundo onde reina a ideia de que todos os meios são justificáveis para atingir os fins, mesmo quando esses fins são lesivos para a sociedade em geral. Os resul­ta­dos do Índice de Perceção da Cor­rupção de 2012, agora apresentados, demonstram que a cor­rupção con­tinua a asso­lar as sociedades em todo o mundo.

Normalmente, todos nós somos excelentes professores na ética na terceira pessoa, isto é, dizer aos outros o que devem ou não fazer. O grande problema está na ética na primeira pessoa, ou seja, aquilo que nós devemos fazer. O exercício é muito simples, basta chegar ao fim do dia e refletir se podemos dormir descansados, se fizemos o que deveríamos fazer e se cumprimos as regras que devíamos cumprir. Mas a esmagadora maioria nunca fez este exercício.

A crise por que estamos a passar agrava tendencialmente a corrupção. Mas, começamos a ver alguns sinais contra membros de governos corruptos, onde o abuso de poder, as pressões dos lobbies e as relações secretas são ainda o modus operandi.

O mapa da corrupção mundial mostra que dois terços dos 176 países classificados obtiveram uma pontuação que os coloca como países corruptos. Isto denota, que as instituições públicas, os governos, os órgãos públicos, precisam ser mais transparentes e os seus agentes mais responsáveis.

No topo da classificação estão a Dina­marca, a Fin­lân­dia e a Nova Zelân­dia. Não será por acaso, que estes países têm um ele­vado nível de acesso a sis­temas de infor­mação e a regras claras, que regem o com­por­ta­mento dos agentes em car­gos públicos. No sentido oposto temos o Afe­gan­istão, Cor­eia do Norte e Somália, que con­tin­uam no degrau mais baixo do índice. Por­tu­gal com 63 pontos, ocu­pa a 33ª posição no rank­ing. Em ter­mos de União Europeia, está no 15º lugar, tendo atrás de si Malta, Gré­cia, Itália e países de Leste.

Em termos de lusofonia, Cabo Verde, encontra-se em 39ª posição, com 60 pontos. Já o Brasil situa-se no 69.º lugar, com 43 pontos, e São Tomé e Príncipe figura em 72.º lugar com 42 pontos. Timor-Leste está na 113ª posição da lista com 33 pontos e Moçambique na 123ª com 31 pontos. A Guiné-Bissau figura em 150.º lugar, com 25 pontos, e Angola na 157ª posição, com 22 pontos. Em conclusão, todos estão acima do meio da tabela.

publicado por franciscofonseca às 19:52
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02
Dez 12

Vivemos tempos em que as verdades são ao mesmo tempo certezas absolutas e incertezas constantes. Nunca antes se assistiu a tantas questões, seja, a nível político, económico e até mesmo científico. Cada vez mais ouço pessoas, com responsabilidades ao mais alto nível, dizer que as suas opiniões são perfeitas e incontestáveis, que não existem outras hipóteses, que estão seguros dos modelos de sociedade, de economia que constroem, mas todas estas pessoas estão é a ser pouco sábias, são verdadeiros atropelos ao desenvolvimento.

Ser uma pessoa sabia é aceitar as suas próprias imperfeições, saber e aceitar os seus limites, ter dúvidas, aprender com os seus próprios erros. Sabedoria é um adjetivo cada vez menos utilizado para caracterizar governantes, políticos, empresários e administradores. Temos de ultrapassar esta realidade urgentemente, para conseguirmos reverter os últimos anos da nossa vivência.

Temos de apostar em três vetores essências, para o desenvolvimento de qualquer empresa, sociedade ou país. Conhecimento, capacidades e sabedoria. Na comunidade científica estas palavras são mais conhecidas como knowledge, skills e wisdom. Esta tríade, na minha opinião, é a base para lutar e ultrapassar esta crise económica, social e cultural.

Mas esta luta tem de ser transversal a todos os setores da sociedade; governantes, empresários, trabalhadores, chefes de família, escolas, universidades, jovens e velhos. No nosso modelo de sociedade as pessoas mais velhas são aborrecidas, chatas e dispensadas da tomada de decisões. Na Grécia antiga o filósofo Sócrates disse: “ser velho é ter todas as respostas do mundo, mas já ninguém lhe fazer as perguntas”. Hoje ter 40 anos é sinónimo de velhice na juventude e jovem na velhice. O nosso país está a desperdiçar a sabedoria das gerações mais velhas, isso é um enorme desperdício de capital humano e de clarividência das diferentes visões da mundividência.

publicado por franciscofonseca às 12:05
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