Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

06
Ago 12

O tecnocrata e primeiro-ministro italiano Mário Monti lançou uma bomba na discussão europeia, referindo que os preconceitos e os estereótipos criados entre os países do norte da europa, em relação aos países do sul da europa conduzirão à desintegração europeia, devido a existirem países inerentemente virtuosos, enquanto outros são vistos como inerentemente viciados.

O tom do debate europeu entra assim numa fase muito perigosa. A Alemanha também dá sinais de algum nervosismo, pois começa a estar sob pressão financeira devido à exposição potencial e explícita do Bundesbank aos países periféricos europeus. A Alemanha utilizou os países periféricos da Europa para diversificar os seus fluxos de capitais, ou seja, a Alemanha exportou capital na última década, que foi utilizado principalmente pelo mercado imobiliário e governos. Como exemplo, 50% da dívida portuguesa pertence a bancos alemães.

Continuo convencido que o maior erro na construção europeia foi a imposição de uma moeda única, a um conjunto muito heterogéneo de países. Na europa existe pouca mobilidade geográfica e não existem transferências automáticas dos estados mais ricos para os mais pobres. São estes dois fatores que permite aos EUA terem uma moeda única. Mas, neste momento, a dissolução da zona euro é uma opção extremamente onerosa para governos, investidores e cidadãos.

Em termos da sobrevivência da zona euro a única estratégia capaz de criar alguma esperança é a depreciação do euro rapidamente. Com o euro mais fraco os preços das exportações baixam na zona euro e aumentam os custos das importações, reduzindo ou eliminando os défices atuais da balança corrente dos países periféricos europeus. Com o aumento das exportações, o PIB subiria, o que inverteria a recessão provocada pela subida de impostos e pelos cortes na despesa pública. Tecnicamente seria mais fácil alcançar a tão desejada consolidação orçamental. O fim do ciclo recessivo faria crescer o emprego e as receitas das empresas, reduzindo o volume de crédito malparado e o incumprimento no crédito à habitação, que hoje afetam gravemente o sistema bancário. Mas não estou certo que a depreciação do euro interesse a Alemanha, pois a sua economia é baseada nas exportações.

publicado por franciscofonseca às 18:14
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