Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

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O fosso crescente entre os que mais qualificações e dinheiro têm e os pobres sem competências constitui uma tendência, que atravessa todos os grupos etários. A inovação acelerada aumentou os rendimentos dos que usufruem de competências elevadas ao mesmo tempo que “apertou” os dos trabalhadores não qualificados.

Os mais abastados estão a trabalhar mais horas anualmente do que os seus congéneres das bases. E os bem qualificados estão a estender as suas vidas profissionais, comparativamente ao que menos qualificações têm. As consequências desta tendência, para os indivíduos e para a sociedade, são profundas.

O mundo está à beira de uma ascensão impressionante do número de idosos, os quais viverão muito mais tempo do que em qualquer outro período da história humana. A população global com mais de 65 anos irá quase duplicar, de 600 milhões para 1, 1 mil milhões, que irão fazer “implodir” os orçamentos dos governos.

Os idosos abastados irão acumular mais poupanças, o que enfraquecerá a procura. A desigualdade irá aumentar e uma quota crescente da riqueza será eventualmente transferida para a geração seguinte, através de heranças, consolidando ainda mais a divisão entre vencedores e vencidos.

O aumento crescente de eleitores idosos e a sua desproporcional propensão ao voto tornaram os políticos mais disponíveis, para ceder à velha ordem das coisas do que para implementarem reformas disruptivas. A Alemanha, apesar de ser o país com o ritmo mais acelerado de envelhecimento da Europa, planeia reduzir a idade de reforma estatutária para algumas pessoas, mas enquanto isso obriga outros países a aumentar essa mesma idade.

Nos tempos vindouros, os políticos precisam de convencer os eleitores mais velhos e menos qualificados de que trabalhar durante mais tempo serve os seus interesses. Conseguir solucionar este problema não será de todo fácil. Mas como alternativa resta-nos a estagnação económica e uma desigualdade cada vez maior, o que a meu ver será muito pior.

publicado por franciscofonseca às 18:10
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