Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

15
Nov 15

Atentados Paris.jpg

O Estado Islâmico (EI) nasceu no Triângulo Sunita, no centro leste do Iraque, com vértices em Tikrit, Ramadi e Baghdad. Em 2004, o engenheiro jordano Abu Musabal-Zarqawi, militante da Al Qaeda central, cria uma célula do grupo em Tikrit, no Iraque. Denominam-se Al Qaeda da Mesopotâmia e seu crescimento deveu-se, principalmente, ao grave erro cometido pelos americanos ao dispersar o Exército Iraquiano, criando uma massa de especialistas desempregados. Intensificam os ataques contra as tropas americanas e realizam violentos atentados por todo o Iraque. Zarqawi disse nessa altura “A faúlha – abençoada por Alá – foi acesa aqui no Iraque e seu calor é cada vez mais intenso até queimar os exércitos cruzados em Dabiq (localidade na Síria onde será travada a batalha final do Apocalipse, de acordo com os mitos islâmicos). Foi neste período que estive no Iraque e vivenciei de perto esta realidade. No fim de 2005, Zarqawi e dezenas de jihadistas são mortos por um ataque aéreo americano.

Assume a liderança o egípcio Abu Ayyub al-Masri, especialista em explosivos e coordenador do terrorismo sob Zarqawi. Em fins de 2006, o grupo passa a chamar-se AQI (Al Qaeda Iraque ou ISIS - Estado Islâmico do Iraque e al-Sham). Assume a liderança o Emir Abu Omar al-Baghdadi e Al-Masri torna-se o Ministro da Guerra. De 2007 a fins de 2009, as atividades do ISIS reduzem-se drasticamente em razão de ataques de forças americanas, iraquianas, milícias xiitas. Em abril de 2010, perto de Tikrit, tropas especiais americanas e iraquianas matam Al-Baghdadi e Al-Masri juntamente com inúmeros comandantes operacionais. Em Maio, o Imã iraquiano Abu Bakr al-Baghdadi, doutor em filosofia, é apontado como novo líder. Reorganizou o grupo substituindo as lideranças perdidas por militares e oficiais de inteligência do exército de Sadam Hussein; o famoso coronel Samir al-Khlifawi, também conhecido como HajiBakr, torna-se o comandante militar geral. No final de 2011, um grupo de veteranos do grupo é transferido para a fronteira Síria, com a missão de abrir uma nova frente de combate contra o regime de Presidente Assad, aproveitando a situação caótica criada com a guerra civil no país.

Em junho de 2014, Baghdadi promove a integração do ISIS com a Frente Al Nusra, criando o Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL), hoje simplesmente Estado Islâmico (EI). Lideranças da Frente Nusra discordaram da fusão, permanecendo fiéis à Al Qaeda central. Porém, muitos seguidores aderiram ao EI, sobretudo os operacionais – chechenos e outros caucasianos, veteranos jihadistas iraquianos, afegãos e dos Balcãs. Desde então milhares de voluntários da Síria e da península arábica, de muçulmanos europeus e mais de 50 nacionalidades juntaram-se ao EI. Naquela fase estimava-se que o número de militantes do EI rondava os 30.000. Em 4 de julho de 2014, Baghdadi anuncia na mesquita de Al Nuri, em Mosul, Iraque, a implantação do Califado aos moldes daqueles dos séculos 8 e 9, e se autoproclama o Califa Ibrahim, chefe religioso dos muçulmanos de todo o mundo.

A estratégia do EI é a conquista de território e tem como objetivo controlar uma vasta região e com isso obter legitimidade religiosa e política, porquanto a Sharia determina que o Califado só pode subsistir com a permanente conquista e ocupação de territórios. A pretensão do Califado é a de assenhorar-se do Oriente Médio, incluído Israel e Arábia Saudita, da Ásia muçulmana e expandir-se para o norte da África, Egito e Argélia. Hoje, o EI tem sólidas ramificações no Yemen, na Nigéria, Tunísia, Sudão, Daguestão, Turquestão, no Mali e em outros países. Grupos terroristas sob seu comando atuam na Europa, no Cáucaso, Egito, na Arábia Saudita, Faixa de Gaza e Líbano, entre outros. Cerca de 10 milhões de pessoas vivem hoje em zonas controladas pelo EI e segundo algumas fontes o EI conta com 200 mil militantes.

As fontes de financiamento passam pela extração de 30.000 a 50.000 barris de petróleo/dia no Iraque e na Síria, faturando mais de um milhão de dólares diariamente. Outras fontes de renda são a venda de antiguidades, doações do mundo inteiro, taxas diversas, além da extorsão em larga escala, controlo de passagens na fronteira Síria/Iraque, contrabando, narcotráfico, sequestros e outras atividades criminosas.

Estima-se que o EI tenha arrecadado em 2014 cerca de 600 milhões de dólares provenientes de extorsão e cobrança de taxas da população (representando hoje mais de 50 % da receita total) e 500 milhões de dólares em dinheiro roubados de Bancos iraquianos.

Podemos pensar que a força do EI reside na deficiente oposição da comunidade internacional, na ausência de uma forte reação militar local, no suporte internacional angariado e na colaboração e apoio político das tribos sunitas em áreas ocupadas, nada disso desafia a realidade de que – no plano tático – o EI é uma máquina de guerra eficiente e letal, sendo os últimos ataques em Paris a prova disso mesmo.  

Os fatores que imprimem eficiência tática ao EI podem ser resumidos no comando e controlo da máquina descentralizados; novas táticas militares híbridas, misturando guerra convencional com táticas terroristas e guerrilha urbana; dispersão; preservação do momentum a qualquer custo; exploração aprofundada da topografia do terreno; planeamento simples e flexível; e altos níveis de iniciativa e moral elevada na condução dos ataques.

A estrutura de comando do EI é do tipo bottom-up command structure, ou seja, envolve inteiramente os operacionais nas decisões de comando, cria um ambiente favorável à elevação da moral e a um senso de responsabilidade mútua com o resultado das operações militares, que os faz lutar ferozmente para atingir os objetivos traçados. As ordens do EI são breves, estabelecendo a missão em termos simples, deixando o modus operandi a cargo das unidades de combate. O EI privilegia a mobilidade, a surpresa, a manobra e a infiltração por meio de equipas fortemente armadas.

O futuro do El depende em primeiro lugar como os principais países muçulmanos vão intervir, isto é, de uma forma concertada com os países do ocidente, ou de uma forma isolada e sem qualquer concertação com as principais forças do mundo ocidental. Certamente e infelizmente o terror continuará a ser espalhado na Europa nos tempos futuros.

publicado por franciscofonseca às 15:47
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01
Fev 14

A grande esmagadora maioria dos problemas que despiu Portugal passa pela não existência de uma visão e consciencialização intergeracional. Temos que por termo ao eterno problema dos chamados interesses próprios e corporativos e conseguir uma visão verdadeiramente estratégica, para enfrentar os desafios que o país tem pela frente.

Por outro lado, uma parte significativa das instituições continua a trabalhar de acordo com princípios e regras estabelecidas em meados do século passado, que estão obsoletas. É decisivo que se adaptem ao mundo híper conectado da atualidade. A máquina do Estado necessita de uma verdadeira reforma.

Vivemos tempos de complexidade crescente. Os problemas podem atingir uma escala muito maior e a um ritmo muito mais rápido, comparativamente à sua possível resolução e as instituições governativas terão de dar uma resposta célere, que satisfaça a esmagadora maioria dos cidadãos.

O curto prazo que norteia os ciclos políticos e empresariais tem de se reconfigurar para ciclos de medio e longo prazo. São necessários compromissos de visão estratégica, que vão muito para além dos interesses partidários e empresariais do momento, mas que são fundamentais para o futuro de Portugal. São muitos os exemplos que demonstram de que forma grupos, outrora dispersos, se uniram para dar origem a progressos significativos na sociedade.

Os portugueses sentem necessidade de maior envolvimento político e confiança pública. A política não se conseguiu adaptar aos novos métodos, nem aos novos níveis de participação e de cidadania. Temos de ter consciência que a revolução digital chegou para ficar, as redes sociais tornaram-se ubíquas, uma economia da partilha nasceu, avanços científicos mudam as nossas vidas e as vozes das pessoas reinventam mercados e derrubam governos.

Temos de tomar consciência do presente para podermos perspetivar o futuro, relativamente aos progressos na ciência e na tecnologia, aos mercados e as gerações em transformação, ao aumento dos riscos globais, a complexa luta contra o desemprego e, por último, a sobrevivência num mundo cada vez mais incerto e imprevisível. Se continuarmos despidos, a culpa será de todas as gerações.

publicado por franciscofonseca às 20:54
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14
Out 12

O futuro da sociedade poderá estar comprometido e as repercussões, sociais e psicológicas, podem ser esmagadoras. Os jovens nos últimos anos começaram a integrar as fileiras do desemprego, são uma geração que tarda em assumir compromissos e responsabilidades inerentes à idade adulta.

Muitas explicações têm sido dadas quer psicologicamente, quer sociologicamente. Mas, o fato de não tencionarem sair da casa dos pais, não quererem casar, nem ter filhos, será mesmo uma opção? Estou em querer que nos últimos anos, não são os jovens que estão a escolher os seus caminhos, mas sim o poder económico e as suas circunstâncias.

Todos sabemos que o emprego para a vida morreu enquanto garantia, o emprego pós licenciatura ou mestrado está igualmente moribundo. Assim, completar os estudos, sair de casa dos pais, obter independência financeira, casar e ter filhos são colocados, por muitos, na gaveta, à espera de melhores dias.

A nova realidade económica está a alterar a forma como pensamos na idade adulta, pois o caminho da independência financeira, que a define, está cada vez mais longo e com mais obstáculos pela frente. Desta situação emergem dois problemas: o desapontamento, que esta geração em crescimento pode ter relativamente ao contrato quebrado com a sociedade e o outro na manifestação dos efeitos psicológicos da recessão causando descomprometimento, ostracismo e até depressão.

Os níveis de otimismo colapsaram, o stresse a ansiedade aumentaram exponencialmente, devido à incerteza trazida por este mundo global. Podemos imaginar os potenciais problemas que daqui resultarão, para a sociedade enquanto um todo, contudo as verdadeiras repercussões ainda são especulativas, mas a sociedade como hoje a conhecemos será sem dúvida diferente no futuro.

publicado por franciscofonseca às 12:06
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02
Jan 12

Portugal enfrenta um dos seus maiores desafios dos tempos de democracia. A economia portuguesa não cresce há uma década. Sem crescimento económico, a degradação do Estado social e o agravamento do desemprego e da pobreza serão uma inevitabilidade e a capacidade para pagar o empréstimo externo uma perigosa incerteza.

É urgente corrigir desequilíbrios estruturais e voltar a colocar o país numa trajetória de crescimento económico sustentado que possibilite a criação de riqueza, de emprego e de bem-estar social, mas as reformas tardam em ser implementadas, mesmo com uma conjuntura favorável para a sua aplicação.

Por outro lado, dinamizar a economia portuguesa requer novas capacidades de investimento que alicercem estratégias de crescimento orientadas para a inovação e internacionalização, só possíveis de alcançar com a resolução dos problemas de liquidez e da generalização do acesso ao crédito a custos competitivos. Mas a banca portuguesa necessita de reorientar mais o seu crédito para as empresas em detrimento do crédito pessoal.

A atual crise portuguesa coloca uma emergência individual, uma emergência económica, uma emergência social e uma emergência política. O presidente português no seu discurso de ano novo ao país não disse nada de muito significativo, mas também não seria de esperar outra coisa.

Os sacrifícios pedidos pela classe política estão a ser redistribuídos de forma desigual. Esta distribuição desigual é determinada não só pela necessidade mas também por aqueles que detêm o poder e o controlo sobre as instituições nacionais e europeias. Aqui reside o maior perigo da sociedade portuguesa entrar em convulsões, que em nada contribuirá para a resolução da grave situação em que o país mergulhou.

publicado por franciscofonseca às 14:13
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12
Out 11

Jared Diamond, Professor de Geografia na Universidade da Califórnia em Los Angeles, publicou em 2005 o livro Collapse – How societies choose to fail or to survive, onde fala do desaparecimento de uma dúzia de povos. A principal ideia do livro tem a ver com a necessidade de todos ajustarmos o nosso modo de vida, produção e hábitos de consumo de recursos naturais, que temos à nossa disposição, pois disso depende a sobrevivência das sociedades actuais.

Hoje, todas as economias desenvolvidas dependem indiscutivelmente do petróleo, fundamentalmente, do petróleo do Médio Oriente, onde confluem grandes fluxos de capitais. Por outro lado, observamos curiosamente, que todos os países desenvolvidos vêm-se a braços com problemas de endividamento, alguns deles, em plena falência. Provavelmente, alguns destes povos podem extinguirem-se, se vier a existir uma insuficiência no fornecimento energético, que pode muito bem acontecer.

Apesar de termos a ideia de que vivemos tempos difíceis, conturbados, de incerteza, principalmente devido ao processo de globalização, do terrorismo transnacional, da criminalidade organizada e da crise económica mundial, penso que vivemos ainda numa zona de conforto e segurança. Diamond relembra-nos que este mundo é uma excepção e que dificilmente se poderá manter por muito mais tempo, se não fizermos as escolhas certas.

A crise económica mundial, que afecta hoje quase todo o planeta tem a sua origem, nas opções de vivência adoptadas pelas sociedades desenvolvidas. Neste sentido, a grande questão que se coloca a todos os povos é a da escolha, de um modo de vida compatível com a capacidade de produção e seus recursos. Caso contrário, o destino desses povos será o colapso, onde poderá estar incluído Portugal.

publicado por franciscofonseca às 18:55
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15
Set 11

Em nove meses de governação a presidente Dilma Rousseff perde o seu quinto ministro, por alegada corrupção. O ministro brasileiro do Turismo, Pedro Novais, demitiu-se devido à utilização de dinheiros públicos, para pagar a empregados domésticos. Os ministros da Agricultura, Defesa, Transportes e Relações Institucionais, também caíram, por suspeitas de práticas de corrupção.

Hoje, a sociedade brasileira debate se estas demissões constituem uma limpeza no governo, operada por Dilma, ou pelo contrário representam a fragilidade da sua administração.

É com alguma tristeza, que constato que a corrupção no Brasil é endémica, ou seja, ela faz parte do sistema político, da sua arquitectura, da forma como os três poderes se correlacionam. Este é o pecado original do Brasil, isto é, algumas franjas da sociedade servem-se dos dinheiros públicos. Serve-se o ministro, serve-se o governador, serve-se o deputado, serve-se o procurador, serve-se o polícia, serve-se o escrivão, serve-se o cunhado, e quase “todo o mundo” acaba por servir-se da coisa pública.

Dilma tem nas mãos um país que é o maior exportador mundial de ferro, carne, frango, açúcar, café e muito brevemente será um dos principais exportadores de petróleo. Actualmente, o Brasil está a ser invadido rapidamente por fluxos de capitais, que fez do real, uma das moedas mais supervalorizadas do mundo.

O custo de vida, a habitação, o aluguer de escritórios e os ordenados de gestores, em São Paulo e no Rio de Janeiro são mais elevados do que em Nova
York. O real muito valorizado faz temer o pior, ou seja, o Brasil perder mercado no exterior, aumento da inflação, aparecimento de bolhas de especulação financeira, o aparecimento de instabilidade social e o aumento da corrupção.

O capital que invade rapidamente um país, também pode abandoná-lo a mesma velocidade. Temo que o futuro que acaba de chegar seja breve. Está nas mãos dos governantes brasileiros não deixar fugir o futuro, e para isso a luta contra a corrupção deve ser um desígnio nacional.

publicado por franciscofonseca às 18:04
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27
Jun 11

As crises fazem parte das nossas vidas e não podemos ficar assustados, nem demasiadamente ansiosos. Esta crise por que estamos a passar ficou-se a dever, sobretudo, a lideranças negligentes, ignorantes e baseadas na mentira. Os problemas políticos, sociais e económicos são causados pelo homem, devido a sua natureza bipolar, dual, ou seja, apta para o bem e para o mal.

Por outro lado, o Mundo Ocidental é impaciente, as respostas aos problemas são normalmente apressadas, muitas vezes contraditórias e geralmente insuficientes. Einstein dizia que "tudo deve ser feito da forma mais simples possível, mas não mais simples que isso”. Desta forma, os problemas são constantemente adiados, os políticos adiam para quem vem a seguir, as pessoas adiam, pois acreditam que a situação pode melhorar.

A maioria dos líderes revêem-se na posição, mas estão redondamente enganados, a liderança é um processo de cooperação e não de individualismo. Os líderes portugueses têm medo de delegar e partilhar o poder, assim, perdem-se elevadíssimos recursos, meios e talentos. É urgente banir das lideranças os individualismos egoístas e utilitaristas. Em grande parte, esta lógica de lideranças contribuiu para a crise, a todos os níveis.

O tempo de adversidades torna as pessoas mais fortes, aguça as suas competências. Chegou a hora de Portugal se livrar do seu estatismo avassalador, das lideranças individualistas, de pensarmos na nossa autoprotecção e fazer-nos valer de nos próprios. Temos de perder um pouco o espírito de coitadinhos e criar uma liberdade partilhada e responsável. Só desta forma voltaramos a ter esperança no futuro.

publicado por franciscofonseca às 20:19
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19
Jun 11

Portugal está em pré-insolvência, a miséria está nas ruas a níveis impensáveis e as expectativas futuras dos portugueses, dos mais velhos aos mais novos, bateram no fundo, ajoelhando-nos à esmola dos nossos parceiros internacionais. O novo governo foi conhecido quando se deu o eclipse lunar, poderá ser um sinal. Quantas vezes a minha esperança será posta à prova, por quantas provas terá ela que passar?

O nosso país continua com um défice muito grande de responsabilidade criminal, civil e principalmente moral, comparativamente com o défice das contas públicas. Mas os portugueses na sua generalidade não estão preocupados com este défice, apesar do preço elevadíssimo que pagam. Quantas vezes mais a minha confiança vai ser posta à prova, quantas vezes a minha esperança vai ter de esperar mais?

Acabamos por ser todos culpados pelos desvarios cometidos pelos políticos, pelo facto de termos confiado, de nos termos mantido comodamente a aguardar os acontecimentos e por acharmos que tudo é normal, que nada necessita de um ponto final, que não é necessário concluir nada, que nada é definitivo e tudo é temporário, improvisado e desenrascado.

Existe em Portugal uma teia subterrânea de corporações, negociações, segredos, lavagem de dinheiro e injustiças, a que a justiça do copy paste não tem acesso e a verdade nunca vem a tona. Os tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é justo que a mentira dos políticos portugueses venha trazer ainda mais sofrimento, a todos aqueles que mais necessitam.

Vão ser tempos de coragem, para enfrentar tudo e todos, rumo a um Portugal de verdade, de ética e de valores, para que a insolvência programada não aconteça e haja um país com futuro. Vamos pagar limpo a quem devemos, e receber limpo dos nossos fregueses, com o tempo seremos livres, éticos e felizes.

publicado por franciscofonseca às 13:55
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07
Jun 11

A maioria dos portugueses escolheu um novo rumo político para o seu futuro. O novo governo terá um difícil e árduo caminho a percorrer, será obrigado a partilhar muitas das decisões governativas. Mas, os portugueses têm dificuldade em partilhar, seja o poder, as ideias e os riscos, devido à desconfiança que sentem, em relação a tudo e a todos. Todos vivemos dias de desmotivação, descrença e desalento, mas é tempo para todos, de arregaçar as mangas e levar para a frente a nossa missão individual e colectiva. Chegou a hora de deixar de parte os cenários apocalípticos.

Todos sabemos que o FMI vai estar entre nós, que o desemprego vai aumentar, que o poder de compra dos portugueses vai diminuir, que Bin Laden foi morto, que o presidente do FMI está preso, que a banca vai continuar a coleccionar lucros astronómicos, que as catástrofes naturais tendem a aumentar e finalmente, que os planetas se vão alinhar no próximo ano. Tudo isto não deverá contribuir para o afastamento dos objectivos primordiais.

Viver em democracia pressupõe dar voz ao povo e saber aceitar as suas escolhas. Espero que esta mudança rompa com o passado, em termos de rigor, credibilidade, honestidade, criatividade, inovação, humildade, perseverança, audácia, esforço e conquista.

Como somos nós quem pediu emprestado, deveremos honrar os nossos compromissos, cumprir com as nossas obrigações, para podermos alcançar os nossos objectivos. Só desta forma os credores ganharam confiança no país novamente.

A nação portuguesa merece melhor pelo seu passado, pois conseguimos projectar o país no mundo, de forma exemplar e única. A nação lusa precisa de todos nós, dos mais jovens, dos mais experimentados, na construção de um futuro seguro. As futuras gerações sentirão orgulho em Portugal, se conseguirmos transformar este momento trágico, numa nova epopeia.

publicado por franciscofonseca às 20:24
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24
Mai 11

O nosso planeta está em fase de transformação acelerada. Os milhões de jovens vão herdar uma pesada herança, legada por gerações, que tiveram um único pensamento durante décadas, que consistiu no desenvolvimento e crescimento económico a todo o custo, sem qualquer preocupação em relação à sustentabilidade dos recursos naturais e dignidade humana.

Existem neste momento 1,3 mil milhões de jovens que vivem na fronteira entre a infância e a vida adulta. Embora a esmagadora maioria destes adolescentes vivam em países em desenvolvimento, enfrentam riscos elevados, nomeadamente ao nível da saúde, da alimentação, do abuso de substâncias psicotrópicas, da empregabilidade, do clima e da sua própria desestruturação.

Actualmente no mundo existem cerca de 100 milhões de jovens sem trabalho, os países desenvolvidos e em desenvolvimento correm o risco de perder o seu recurso mais valioso, que é a força produtiva de trabalho e talento dos jovens, ou seja, vamos assistir à perda de gerações. Esta força de trabalho poderia contribuir muito significativamente para o crescimento das economias destes países e para o equilíbrio e sustentabilidade dos sistemas de segurança social.

Inevitavelmente, os jovens de hoje têm pela frente enormes desafios mundiais, que terão implicações muito profundas no seu futuro. A começar pelo sistema financeiro arquitectado, a turbulência económica global, as alterações climáticas, a degradação ambiental e a desertificação de grandes áreas, o envelhecimento das sociedades, uma urbanização desregrada e explosiva e por fim, as frequentes calamidades humanitárias.

O homem de hoje perdeu o sentido de responsabilidade individual e colectiva, não assegurando os direitos básicos do futuro dos jovens, principalmente o direito à sobrevivência, ao desenvolvimento sustentado, à protecção e à participação cívica nas comunidades globais. Os jovens de hoje serão muito mais velhos em 2050, independentemente da própria idade.

publicado por franciscofonseca às 20:15
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