Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

12
Nov 16

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Nos últimos meses, dois assuntos internacionais prenderam a minha atenção. A eleição do novo secretário das Nações Unidas e a eleição do novo presidente dos Estados Unidos da América. Muitos foram os comentários que fui lendo, dos mais variados quadrantes, quer nacionais, quer internacionais. Pensadores muito reconhecidos, comentadores ilustres, figuras com grande experiência em relações internacionais, enfim, quer António Guterres, quer Donald Trump não figuravam nas apostas principais.

Mas a realidade mostrou o contrário e ambos foram eleitos. Será que a realidade do Mundo em que vivemos se tornou impercetível para todo este colégio de sábios? Se assim for são boas notícias. O sinal é muito positivo pois os velhos ditames e matriz de análise associada serão ultrapassados. A probabilidade de acerto no futuro aumentará consideravelmente!

publicado por franciscofonseca às 13:24

04
Nov 11

Em 1971, os EUA tinham uma enorme dívida, resultado da guerra do Vietname. Muitos países exigiram o pagamento das dívidas em ouro, porque não confiavam no dólar, mas Nixon recusou-se a pagar em ouro, pois ele sabia que não tinham essa quantia. Logo de seguida, os EUA fazem um acordo com a Arábia Saudita, instituindo que a OPEP (países exportadores de petróleo) vendessem o petróleo apenas em dólares. De repente, o mundo só pode comprar petróleo com dólares e o dólar torna-se uma moeda muito, muito forte e de implementação mundial.

Atualmente, os EUA, mais uma vez, é um país falido, com dívidas enormes, maiores do que qualquer país alguma vez teve na história do mundo. E se algum desses países pedisse o reembolso dessa dívida, noutra moeda que não seja o dólar, os EUA estariam em grandes apuros. Saddam ameaçou vender petróleo com outras moedas, que não fossem o dólar, teve de ser eliminado. Se ele tivesse cedido, ele ainda estaria à frente do país e os EUA ainda lhe venderiam armas de guerra.

Tenho a certeza que o euro nunca conseguirá destronar o dólar, como moeda de referência, nas transações do petróleo. Isto não pode acontecer, pois seria a queda do império americano. Eles não vão permitir que isso aconteça, doa a quem doer.

Hoje, a grande maioria dos países estão infiltrados pelas "agências americanas”, que influenciam os governos consoante os seus interesses. Quem tem dúvidas basta observar o que está a acontecer com a Europa e com o euro. O modus operandi é sempre o mesmo, ou seja, fazem com determinados países consigam enormes empréstimos a partir do Banco Mundial, ou a partir de uma das suas organizações. Este dinheiro na realidade não vai para os países, mas sim para corporações e multinacionais americanas ai sediadas, que apenas beneficiam os mais ricos desses países.

Aos mais pobres é deixada uma enorme dívida, que eles nunca a vão conseguir pagar. De seguida as “agências” cobram os favores, que podem passar pela venda de petróleo mais barato as companhias americanas, ou condicionar os votos nas Nações Unidas, ou ainda, enviar tropas como foi o caso do Iraque, onde Portugal também teve de participar.

É desta forma que os EUA conseguiram criar o império. São eles que ditam as leis, controlam o Banco Mundial, o FMI, as Nações Unidas, as agências de rating. Como são eles que escrevem as leis, as coisas que as“agências” faz não são ilegais.

Endividar enormemente os países e depois exigir uma troca de favores, isso não é ilegal, deveria de ser mas não é. Uma das características de um império é que força a sua moeda ao resto do mundo e foi isso que fizeram no passado e continuam a fazer presentemente com o dólar.

publicado por franciscofonseca às 19:37
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25
Ago 11

A Líbia esteve durante muito tempo dividida em três partes, que levaram vidas independentes durante a maior parte dos últimos séculos: a Cirenaica no litoral leste, o Fezzan desértico no sudoeste e a Tripolitânia no litoral oeste. A Líbia esteve sob o comando anglofrancês após o fim da 2.ª guerra, até 1951. A história do território líbio é muito conturbada, mas a do seu povo será ainda mais incerta, pois dos fenícios aos italianos, passando pelos judeus, todos deixaram a sua marca, até Khadafi tomar o poder em 1969.

Passados seis meses de guerra civil com os rebeldes, apoiados pela OTAN, o regime de Muammar Khadafi está a desmoronar-se. A festa na praça verde, centro simbólico do poder levou milhares de líbios a festejar nas ruas.

Não me restam dúvidas sobre os abusos da força na intervenção da OTAN. Muitos apoiantes e opositores ao regime já declararam que muitas das operações da OTAN atingiram civis, infra-estruturas, nomeadamente energia eléctrica, telecomunicações e ironicamente tropas insurgentes, que lutam contra as tropas fiéis a Khadafi.

A Líbia era uma sociedade onde a maioria da população gozava de bons níveis de bem-estar, tinha boas políticas públicas de educação, saúde, habitação gratuitas e com o maior rendimento per capita de África.

Levados pela onda dos acontecimentos da Tunísia e Egipto, os líbios começaram a sair às ruas. Milhares de pessoas morreram e multidões fugiram do país. A comunidade internacional mobilizou-se e com a aprovação da ONU, deu luz verde, para os bombardeamentos efectuados pela coligação entre França, Reino Unido e Estados Unidos.

Na minha opinião a situação na Líbia é muito incerta e fluida, pois as várias tribos que compõem a população líbia, muito dificilmente se entenderão no poder. Os 53 membros da União Africana (UA) reúnem-se, nesta quinta-feira, de emergência em Addis Abeba, para analisarem a situação política na Líbia.

Mas o que conta são os números, apesar do petróleo líbio representar apenas 2% da produção mundial, o preço do barril de brent, em Londres desceu hoje até aos 105 dólares e o de crude, mercado norte-americano, aos 81 dólares. Termino este post perguntando se o povo Sírio tem direito à liberdade? Como não tem petróleo poderá somente ter direito à estabilidade.

publicado por franciscofonseca às 00:36
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03
Ago 11

As Nações Unidas, nunca no século XXI, tinham declarado qualquer região do Mundo em situação de fome. Duas regiões no sul da Somália enfrentam a pior seca, de que há memória na África Oriental, em mais de 50 anos. Estão a ser afectadas 3,5 milhões de pessoas, que se encontram em risco de vida, devido a não haver comida e água. Nesta parte do Mundo perdem-se diariamente centenas de vidas humanas, como se fosse de morte natural. O foco das atenções mediáticas está centrado na crise da dívida pública da zona euro, na crise da Síria, na guerra na Líbia e na reacção dos mercados financeiros ao acordo alcançado, recentemente, entre democratas e republicanos nos EUA.

Seria expectável, que após as Nações Unidas declararem publicamente esta tragédia humanitária, os governos dos países mais desenvolvidos entrassem em acção para controlar a situação. Todos sabemos que a Somália é um “animal” diferente, sem governo, sem ninguém que se possa responsabilizar. Mas, nestes casos, em que não existem funcionários nem instituições, que possam fazer alguma coisa, é responsabilidade da comunidade internacional fazer com que as pessoas não morram.

A atenção dada pela comunidade internacional tem sido ténue e pouco expressiva. Na minha opinião, enviar milhões de dólares para um Estado sem lei, controlado por insurgentes, não produz qualquer resultado no terreno. Sem uma missão urgente, dotada de fundos de emergência para controlar esta situação, a fome irá disseminar-se a outras regiões da Somália conduzindo milhões de pessoas a morte, a doenças e a deslocações em massa.

Fazem-se guerras para derrubar ditadores e instalar sistemas democráticos, para controlar estrategicamente regiões do globo, para controlar e bloquear o acesso ao petróleo, tudo isto em nome dos direitos humanos e da livre expressão dos povos, onde são gastos muitos milhões de dólares. Mas, enviar uma missão militar para salvar milhões de vidas humanas, nesta região do globo ficaria muito dispendiosa e incomportável para a comunidade internacional, pois não traria qualquer dividendo a posteriori. O Mundo está cada vez mais a caminhar em contra mão, em relação aos valores humanos!

publicado por franciscofonseca às 21:06
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30
Nov 10

 

Grande embaraço para a diplomacia dos Estados Unidos, o site WikiLeaks, responsável pela divulgação de outros documentos secretos, divulgou cerca 250 mil telegramas enviados pelos representantes diplomáticos de todo o Mundo, para o departamento de Estado dos Estados Unidos.

 

Muitas personalidades e líderes mundiais foram espiados. Até Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, não escapou, apesar de esta organização ser um território neutral onde a espionagem está proibida. Seguiram-se, Sarkosy, Angela Merkel, Putin, David Cameron, Berlusconni, entre outros. Sarkosy é considerado um político birrento, David Cameron um peso leve, Angela Merkel pouco flexível, Putin e Berlusconi gostam de festas selvagens. Até aqui nada de surpreendente, tudo isto é do conhecimento público.

 

Outra revelação explosiva refere, que um alguns estados árabes sunitas, entre os quais, Arábia Saudita, Emirados árabes Unidos e Egipto, pressionaram os Estados Unidos para uma intervenção militar no Irão, o que pode fazer estalar o verniz na situação do Médio Oriente. Num desses documentos o Rei Abdullah exorta os EUA para atacar o Irão.

 

As reacções tem sido prudentes, cautelosas, da maioria dos representantes políticos dos países visados, mas uma coisa é certa, as fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos perderão a confiança nos seus agentes. A secretária de Estado Hillary Clinton disse que este caso constitui um grave ataque contra os Estados Unidos e contra a comunidade internacional. Com certeza, que as relações de confiança entre as nações sai minada. Mas uma coisa é certa, se alguém ainda tinha dúvidas de quem controla o Mundo, economicamente, militarmente, socialmente e culturalmente, hoje ficou bem claro. O Mundo continua a ser unipolar, talvez um dia deixe de ser, mas esse dia está muito longe…pena que assim seja! Novo ataque está a ser preparado, agora contra a banca internacional.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 19:09
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13
Nov 10

Aung San Suu Kyi, prémio Nobel da paz, líder da Liga Nacional para a Democracia (LND), filha do general Aung San, herói da liberdade birmanesa, passou 15 dos últimos 21 anos privada de liberdade. Hoje ocorreu a sua libertação, acontecimento que já deviria ter ocorrido há mais tempo.

 

A heroína birmanesa dirigiu-se hoje aos milhares de apoiantes, que a esperavam no exterior da sua casa, exortando todos ao trabalho conjunto, para o futuro do país.

 

O povo birmanês tem sofrido muito com a ditadura militar brutal. Muitas pessoas perderam as suas vidas, milhares foram presos, outros refugiaram-se.

 

A Comunidade Internacional, pouco fez para que Suu Kyi fosse libertada, a verdade é que em alguns casos a intervenção faz-se de forma rápida e noutros a pressão é inexistente, principalmente no que diz respeito ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 22:47
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07
Jun 09

Nestas eleições europeias que estão a decorrer, espero que as extremas não cresçam muito, pois isso seria um rude golpe para o projecto europeu, a história é cíclica, por isso todos os cuidados são poucos.

Acredito na liberdade de expressão, ainda que implique dar voz a valores absolutamente contrários aos meus.

Acredito também que os resultados, não são reflexo da emergência de valores fascistas na sociedade europeia, mas que reflectem sim, o cansaço das pessoas que defendem valores democráticos, mas que estão fartas de votar num sistema que parece já não conseguir dar resposta à realidade mundial que vivenciamos actualmente.

Será que existe uma solução para esta realidade? Eu acredito, talvez possa passar por procurar e criar novos conceitos que integrem positivamente os avanços tecnológicos, as dinâmicas sociais, a crescente crise de recursos e que apostem na criação de um novos valores e sistemas capazes de responder a estas mudanças da sociedade.

Mas acredito que nunca vamos regredir para ideais racistas e absolutamente limitadas na sua percepção do que pode estar mal no mundo. Mas para evitar esses caminhos perigosos é necessária uma reflexão colectiva e profunda em todas as esferas da nossa vivência.

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 18:12
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música: Vangelis

05
Jun 09

O homem continua a trilhar caminhos, pelos quais jamais chegará ao desenvolvimento integrado, ou seja, ao desenvolvimento humano e tecnológico.

Se não vejamos alguns números arrepiantes. Segundo a UNICEF em 2006, morreram 9,2 milhões de crianças, sendo as principais causas de morte os problemas neonatais, a pneumonia, as doenças diarreicas, a malária, o sarampo, o HIV.

A mesma fonte refere que existem 133 milhões de crianças órfãs em todo o mundo, 15 milhões das quais por causa do vírus da SIDA.

Neste mesmo ano o número de crianças com peso abaixo do normal excedeu os 140 milhões em todo o mundo.

Outro vector essencial é a educação, que é um direito humano básico, fundamental para o desenvolvimento e bem-estar dos indivíduos e das sociedades como um todo. A maior parte da população que abandona a escola encontra-se na África Subsariana, onde cerca de 45,5 milhões de crianças de idade escolar primária não a frequentam. É seguida pelo Sul da Ásia (35 milhões), Médio Oriente e Norte da África (6,7 milhões), Ásia Oriental e Pacífico (4,7 milhões) e pela América Latina e Caraíbas (4,2 milhões).

Proteger as crianças contra a violência, a exploração e abusos diversos, constituem factores essenciais para protecção do seu direito à sobrevivência, crescimento e desenvolvimento. Estima-se que 300 milhões de crianças no mundo inteiro estão sujeitas à violência, exploração e abusos de várias espécies.

Destes 158 milhões de crianças, são obrigadas a trabalhar.

Cerca de dois milhões de crianças, no ano 2007, foram exploradas no negócio multimilionário da indústria sexual, especificamente em prostituição e pornografia.

Estimativas da União Europeia indicam que, no último decénio, os conflitos armados custaram a vida a mais de 2 milhões de crianças, mutilaram 6 milhões, tornaram órfãs 1 milhão e originaram cerca de 20 milhões de crianças deslocadas ou refugiadas.

Perante estes números, como pode o homem, os senhores do desenvolvimento e da prosperidade, acalentar a viver num mundo melhor!

 

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 13:37
sinto-me:
música: Resistência

08
Mai 09

Hoje deixo o Chade, ao fim de seis meses de missão na MINURCAT. Missão excelentemente bem dirigida pelo Dr. Victor Ângelo, pessoa especial, com uma força de vida contagiante, uma assertividade invulgar, com quem foi um prazer colaborar e aprender, aqui deixo a minha homenagem.

Foi sem dúvida alguma uma experiência fantástica, muito enriquecedora em termos pessoais e profissionais.

Foram seis meses curtos, que passaram rápido, intensos em termos de trabalho e de relacionamento interpessoal.

Levo daqui uma aprendizagem de vida, que fui assimilando ao longo do contacto com duríssimas realidades de formas de vida, infelizmente, ainda existentes neste mundo desenvolvido e civilizado. 

Parto com uma boa sensação, o principal objectivo foi alcançado e, quando assim acontece o nosso interior sai fortalecido.

Para todos os que ficam, o desejo sincero de muitas realizações, muita sorte e uma excelente missão.

Arrepiar caminho é urgente, necessário e sinal de vitalidade. Acreditar é o primeiro passo, para tudo que pretendemos fazer na vida!

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 18:03
sinto-me:

02
Mai 09

 

 

Estive há dois dias no leste do Chade, junto a fronteira com o Darfur, em Goz Beida no campo de refugiados de Djabal, local de areias quentes e de gente a viver no fim da linha.

Uma delegação da União Africana foi ouvir as reivindicações dos refugiados do Darfur. Homens e mulheres falaram, num discurso esclarecido e inteligente, mostraram as suas inquietudes e preocupações com o seu futuro.

Os ex-presidentes da África do Sul Thabo Mbeki, da Nigéria Abubacar e do Burundi Buyoya escutaram atentamente, tomaram as suas notas e deixaram uma brisa de esperança nestas gentes.

Mas como acontece em quase todos os conflitos a nível mundial, creio que este não foge a regra, a solução terá de sair dentro das partes beligerantes. Pode haver pressões exteriores, mediação, negociações e acompanhamento internacional, mas a solução só chegara quando as partes tomarem consciência que a violência, descriminação, jamais conduzira os povos ao bem-estar, progresso e desenvolvimento.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 18:40
sinto-me:
música: U2

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