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Vivemos tempos em que as verdades são ao mesmo tempo certezas absolutas e incertezas constantes. Nunca antes se assistiu a tantas questões, seja, a nível político, económico e até mesmo científico. Cada vez mais ouço pessoas, com responsabilidades ao mais alto nível, dizer que as suas opiniões são perfeitas e incontestáveis, que não existem outras hipóteses, que estão seguros dos modelos de sociedade, de economia que constroem, mas todas estas pessoas estão é a ser pouco sábias, são verdadeiros atropelos ao desenvolvimento.

Ser uma pessoa sabia é aceitar as suas próprias imperfeições, saber e aceitar os seus limites, ter dúvidas, aprender com os seus próprios erros. Sabedoria é um adjetivo cada vez menos utilizado para caracterizar governantes, políticos, empresários e administradores. Temos de ultrapassar esta realidade urgentemente, para conseguirmos reverter os últimos anos da nossa vivência.

Temos de apostar em três vetores essências, para o desenvolvimento de qualquer empresa, sociedade ou país. Conhecimento, capacidades e sabedoria. Na comunidade científica estas palavras são mais conhecidas como knowledge, skills e wisdom. Esta tríade, na minha opinião, é a base para lutar e ultrapassar esta crise económica, social e cultural.

Mas esta luta tem de ser transversal a todos os setores da sociedade; governantes, empresários, trabalhadores, chefes de família, escolas, universidades, jovens e velhos. No nosso modelo de sociedade as pessoas mais velhas são aborrecidas, chatas e dispensadas da tomada de decisões. Na Grécia antiga o filósofo Sócrates disse: “ser velho é ter todas as respostas do mundo, mas já ninguém lhe fazer as perguntas”. Hoje ter 40 anos é sinónimo de velhice na juventude e jovem na velhice. O nosso país está a desperdiçar a sabedoria das gerações mais velhas, isso é um enorme desperdício de capital humano e de clarividência das diferentes visões da mundividência.

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publicado às 12:05



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