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A evolução tecnológica e o desemprego massivo

por franciscofonseca, em 11.02.13

As revoluções tecnológicas no passado sempre criaram postos de trabalho, obrigando os trabalhadores a adquirir novas competências. Atualmente, a evolução tecnológica acontece a uma velocidade tão elevada, que impossibilita os trabalhadores de adquirir novas competências no curto prazo, acabando por excluir milhares do mercado de trabalho em definitivo. Toda a evolução tecnológica está focada nos lucros imediatos e na eficiência económica, sem quaisquer preocupações humanísticas.

As disrupções no mercado de trabalho têm sido muitas e raramente compreendidas por aqueles que têm a responsabilidade da sua regulação. Assistimos há algum tempo ao movimento laboral do ocidente para oriente, ou seja, ao “outsourcing” e as políticas europeias para combater esta tendência têm passado pela substituição dos trabalhadores com menos competências e na redução dos salários, aumentando drasticamente o desemprego na maioria dos países. Esta gente ainda não entendeu que estamos na presença de um novo fenómeno.

A globalização económica conduziu a novas formas emergentes de relacionamento com o capital, com o trabalho, com os mercados de consumo, com os próprios governos, que se traduzem num crescimento gigantesco das desigualdades. O capital move-se sem controlo e a grande velocidade por todo o mundo, confluindo cada vez mais para grandes grupos económicos, que investem milhões de euros em tecnologia, por forma a substituir o trabalho manual por robôs mais eficientes. Estamos na era do “robosourcing” que já está a privar uma vasta proporção da população mundial de emprego remunerado.

Por outro lado, mundo está transformado numa mente global, digital e eletrónica, que liga pensamentos, opiniões, sentimentos de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que coloca vulneráveis informações pessoais, informações secretas de organizações, que são aproveitadas por players supranacionais com o intuito de retirar proveito de empresas, governos e organizações, causando efeitos muito nefastos. O desemprego veio para ficar, aumentar, pois não acredito numa mudança de paradigma no desenvolvimento tecnológico e que o capital mude a sua génese, isto é, eficiência económica e lucro no curto prazo.

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publicado às 20:16


1 comentário

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De Luiz Felipe a 17.02.2013 às 18:17

Tenho que discordar pelo seguinte motivo. Se um ser humano é tão pobre culturalmente a ponto de o unico emprego que consegue é tão somente bracal, que qualquer maquina pode fazer, o que essa pessoa faz de util para a humanidade. Ela é tão somente um gado.
Precisamos de pessoas inteligentes e que trabalhem com a mente, porque por mais que tenhamos maquinas, elas são complexas e estupidas, sempre existem grandes mentes por traz delas. E não é isso que todo ser humano sempre desejou, um "escravo" para fazer ser trabalho.
Alias, palavra esta, que nunca teve um sentido bom, sempre teve um sentido de obrigação. Agora, que o ser humano tem a capacidade de ser livre do trabalho chato, para liberar sua mente para descobrir o universo.
Agora, se a pessoa não esta tendo condições de encontrar empregos qualificados, a culpa não é das maquinas por exterminarem os empregos desqualificados, mas sim, das instituições de ensino e da sociedade que é desigualitária.
Colocar a culpa na automatização é uma visão muito simplista, e se um ser humano só serve para fazer serviços bracais, que maquinas podem fazer, a meu ver, ele é inutel como ser humano, já que seres humanos tem potencial para muito mais do que ser mero "robo", ou seja, ele é inutel.
Esse suposto problema existe desde a primeira revolução industrial, o que aconteceu, foi que a maioria das pessoas no mundo onde a industrialização é alta, trabalha no setor de serviços. E o consumidor sempre demanda algo unico, para ele. Ou seja, existe mais serviço do que antes, quando a sociedade não era tão industrializada. Só perceber o deficit de profissionais em areas como TI.
O problema realmente não é da automatização.

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