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A falácia da reforma do Estado

por franciscofonseca, em 19.02.13

Durante anos consecutivos ouvimos falar na reforma do Estado, agora vai fazer-se um roteiro, para servir de guia a mais uma tentativa. Sinceramente, não acredito que se venha a realizar qualquer reforma séria, que corrija os problemas fundamentais, antes vão ser implementadas medidas avulsas, de acordo com os interesses instalados, sem qualquer resultado prático. 

O Estado está acostumado com tarefas repetitivas, onde impera a obediência e onde a criatividade é reprimida. As coisas não funcionam devido à falta de planeamento e de previsibilidade. Na era em que vivemos, as regras e os regulamentos não funcionam mais, porque ficam rapidamente desfasados da realidade, tendo de haver apenas princípios norteadores, que servem de orientação ao modus operandi.

O funcionamento está muito dependente de recursos muito centralizados, armazenados e controlados, em vez de estarem disponíveis em rede, para quem verdadeiramente necessita deles. É fundamental trocar a segurança pelo risco, gerir riscos nos nossos dias fica muito dispendioso. O funcionamento do Estado dá muita importância aos objetos, quando deveria dar muito mais importância aos sistemas e processos, devendo passar a trabalhar com a prática mais do que com a teoria. Temos uma administração demasiado burocratizada, muito teórica que gasta muito tempo, dinheiro e energia, revelando-se ineficiente e improdutiva.

Ainda vivenciamos o espetro do chefe todo-poderoso no topo dos serviços do Estado. Esta definição é completamente errada, sendo necessário gestores autênticos, mais colaborativos e que alinhem as pessoas em trono de valores, independentemente das cores partidárias. O paradigma tem de mudar, ou seja, quanto mais poder se tem, menos ele deve ser utilizado.

O Estado deve escolher servir os cidadãos que necessitam de ser servidos e oferecer serviços que atendam as suas necessidades mais prementes. Necessita também de redefinir a produtividade na sua cadeia de valor, escolhendo parceiros que respeitem os funcionários e as comunidades. As cadeias de fornecimento terão de ser reinventadas e a logística reduzida. O princípio norteador deve passar por proporcionar serviços, que possam melhorar as nossas vidas e da comunidade em geral.

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publicado às 18:22



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