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Vemos cada vez mais políticos, dirigentes de instituições nacionais e internacionais a utilizarem a retorica de que é possível ter duas realidades conflituantes, ou seja, um Estado de bem-estar e a uma economia de capital intensivo. Mas, as políticas que estão a ser implementadas nos países mais desenvolvidos e industrializados são completamente contrárias. Assim, a tendência presente é para termos Estados de mal-estar e economias de capital intensivo.

No contexto nacional e europeu dominado por constrangimentos de diversa natureza, mas principalmente de ordem financeira e económica, é feito o apelo à excelência de atuação das autoridades públicas para implementarem políticas públicas em prol da igualdade, justiça social e redução da pobreza através da introdução de critérios sociais no apoio as pessoas mais desfavorecidas. Na realidade o que se tem visto é um agravamento generalizado de pobreza.

Na minha opinião, tudo isto não passa de operações de cosmética, que passam por atirar areia para os olhos dos cidadãos. A realidade é bem mais dura, pois a pobreza emergente, o trabalho precário, o aumento do desemprego, o esgotamento de recursos naturais causado pela pressão industrial induzida pelo consumo desenfreado, a destruição da biodiversidade ou as alterações climáticas são fatores que dominam a nossa realidade.

Todos aqueles que defendem que é possível reverter esta tendência através de práticas de produção industrial e consumo mais sustentáveis, aliadas à utilização racional dos recursos, vivem numa realidade virtual distante do mundo real. Por outro lado, a história tem sofrido ruturas violentas que interrompem os ciclos. Poderemos estar próximos duma dessas ruturas pois os povos começam a tomar consciência que as suas poupanças são usadas pelos gigantes financeiros, para a especulação e servir os interesses dos banqueiros e da economia de capital intensivo. Vale a pena lutar porque um futuro melhor pode começar hoje.

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publicado às 21:50


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