Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

19
Dez 08

 O debate sobre as Elites em Portugal, muitas opiniões tem suscitado nos mais variados quadrantes da sociedade portuguesa.

 

As Elites em qualquer sistema seja ele democrático ou nem por isso, revestem-se de importância crucial para uma evolução sustentada de um país.

 

As Elites Portuguesas estão a desaparecer, ficando Elites de duvidosa qualidade e as mais novas que estão a sair da geração Net, são de qualidade intelectual medíocre.

 

As Elites com boa qualidade procuram outras paragens onde podem estender seus horizontes, quer profissionais e pessoais, em alguns casos destacando-se pela sua capacidade, qualidade, arrojo nos mais variados sectores.

 

No meu ponto de vista, esta crise que vivemos agora, prende-se com o facto das Elites políticas, se fartaram de fazer demagogia, não tendo capacidade nem engenho para criar soluções, que passou do sistema financeiro à economia real e rapidamente está a passar do sistema económico para o sistema político e social.

 

Claro que o mal não é nosso, isto mais uma vez mas dos outros, antecipa algo que poderá acontecer na Europa a nível social nos próximos tempos e que obrigará o velho continente a tomar medidas, que mais uma vez vão afectar, em maior escala os mais desfavorecidos e protegidos pelo sistema social.

 

Eu sou daqueles que acredito, continuo a acreditar, mas em alguns vectores da condução da política mundial, começo a acreditar devagarinho.

publicado por franciscofonseca às 21:58
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17
Dez 08

Em alguns países em desenvolvimento, os exércitos ocidentais têm que se confrontar com a guerra assimétrica.

Durante os últimos três séculos, os estados entravam em conflito de acordo com princípios e métodos baseados em estratégias de guerra clássica, suportadas pelo conceito de compromisso hostil entre dois estados soberanos vistos como únicas entidades. Esta definição está agora obsoleta.

O dealbar deste terceiro milénio continua cheio de incertezas. Num mundo hoje marcado pela volatilidade identitária, as zonas de interesse estratégico fundamentais alteraram-se, e passaram a ser aquelas que são capazes de exportar a sua própria instabilidade.

A actual conjuntura internacional, onde o papel do Estado soberano está em crise, também se caracteriza pela flexibilização do conceito de fronteira e pela aceitação de situações de cidadanias múltiplas e de governança partilhada.

Nos dias de hoje, as guerras desenvolvem-se neste mundo assimétrico, com fortes desequilíbrios qualitativos. A superioridade tecnológica dos meios militares ocidentais, e principalmente americanos, induz qualquer adversário a refugiar-se em respostas assimétricas, socorrendo-se de métodos tradicionais. 

É uma guerra sem frentes nem retaguarda, flexível, e que pode expressar a sua violência através de guerrilha, de terrorismo, de guerra informal, de zonas cinzentas, de crime organizado, etc., depende muito da imaginação e da força de vontade do adversário.

São inúmeros os exemplos, da operação Restore Hope na Somália, das operações da KFOR no Kosovo e mais recentemente as operações Enduring Freedoom, no Afeganistão e Operation Iraqi Freedoom, no Iraque.

Esta quanto a mim é a terceira tendência para o caos mundial…

publicado por franciscofonseca às 16:54
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Estes espaços caracterizam-se por terem uma densidade populacional elevadíssima, onde impera a desordem, o caos social e, funcionam como incubadoras e campos férteis para o florescimento do terrorismo e da criminalidade violenta. Os Mega espaços são bastante carenciados de forma geral, mas em contextos especialmente degradados no Hemisfério do Sul, representam uma ameaça mortal.

Um "mega espaço urbano" é uma imensa e caótica aglomeração de blocos de torres, propriedades, escadas rolantes, mega-mercados, auto-estradas, aeroportos, poluição severa, favelas, crime excessivo e terrorismo.

Só para dar alguns exemplos onde se vê, claramente que este fenómeno teve e terá uma evolução catastrófica:

Em 1900, 10% das pessoas no mundo viviam em áreas urbanas.

Em 2000, 3 biliões de pessoas viviam em áreas urbanas.

Também em 2000, a todas as horas, há mais 60 pessoas em Manila, mais 47 pessoas em Nova Delhi e mais 21 pessoas em Lagos.

Em 2015, Mumbai e Tóquio cada terão 27 milhões pessoas.

Em 2030, 60% da população mundial vive em áreas urbanas.

Erupções de guerra e violência extrema nos megas espaços urbanos de países em desenvolvimento são noticiados quase diariamente na televisão. Assim, contam-se como áreas de tensão crescente lugares como Gaza (a Tira de Gaza está transformada numa favela gigantesca), Bagdad e Basra (no Iraque), Karachi, Rio de Janeiro e São Paulo.

Esta é a realidade que se desenvolveu e que as nações têm que enfrentar presentemente. A criminalidade violenta pode ser menos espectacular e ter menos interesse jornalístico que o terrorismo.

Mas a criminalidade em geral é uma ameaça real, quer para o mundo desenvolvido, quer para o mundo em desenvolvimento, sendo que os últimos têm uma imensa necessidade de paz e de estabilidade, para se tornarem mais desenvolvidos.

Caminharemos nós para a desertificação de grandes áreas do Globo, em detrimento da concentração, das pessoas nestes mega espaços urbanos, onde a pressão e a qualidade de vida são inversamente proporcionais.

publicado por franciscofonseca às 16:48
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15
Dez 08

Voltando a um assunto que me preocupa de uma forma sistemática, quero expor, do meu ponto de vista, as três tendências, que considero mais perigosas para o futuro da boa convivência neste Globo.

Então aqui vai a primeira…

Existem grupos selváticos que têm aterrorizado as pessoas do Uganda, Quénia e Sudão durante os últimos 20 anos. O Lord's Resistance Army (LRA), conduzido pelo guru Joseph Kony, um auto declarado "descendente de Jesus-Cristo", professou a criação do reino de Deus em terra, vivendo de acordo com os dez mandamentos.

Porém, em perseguição das suas metas, o LRA massacrou, mutilou (cortando lábios, orelhas e outras partes de corpo), estuprou e sequestrou crianças jovens que são forçadas o alistamento no "exército". A luta entre o LRA e as forças ugandesas fizeram um milhão de pessoas fugir da região.

Este não é um caso isolado. Ao redor do mundo, em países como a Colômbia, Irlanda, Haiti, nos territórios palestinos, Nepal e Sudão, clones terroristas nascem, milícias estruturam-se, evoluindo para gangs e grupos criminais.

Este caos é contagioso: num mundo globalizado, "guerras entre gangues", terrorismo e o crime organizado têm uma tendência para proliferar.

O mecanismo é simples contudo difícil de conter, pois quando um estado entra em colapso, desintegra-se normalmente em criminalidade violenta que rapidamente se transforma num caos que depressa contamina a região envolvente.

O colapso da Serra Leoa teve um efeito de contágio na Libéria e em países vizinhos; o caos no Zaire (agora República Democrático de Congo) depressa se espalhou para toda a região dos grandes Lagos em África, tendo como exemplo o Congo-Brazzaville.

Estamos a assistir a um ataque violento, de natureza global, levado a cabo por milícias armadas, gangs criminais e grupos terroristas, criando áreas cinzentas que utilizam como bases para preparação e recrutamento.

Estas zonas alastram por todos os cantos do globo e preparam-se para saquear o mundo de um ponto de vista puramente predatório.

publicado por franciscofonseca às 18:25
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14
Dez 08

O cavalo Chadiano tem origem numa zona que abrange o Médio Oriente e o Norte e centro de África, não se sabendo ao certo como evoluiu.

 

A sua polivalência leva que esta raça seja usada em várias tarefas, até porque se encontra bastante difundida pelo continente africano, muito bem adaptada a todas as condições climatéricas.

 

O facto de, durante muitos séculos, se ter desenvolvido em desertos, onde a amplitude térmica é muito grande, conferiu-lhes essas características únicas.

 

É um excelente cavalo para corridas longas, pela sua grande resistência física, quase inesgotável, e tem a capacidade ímpar de manter uma velocidade constante.

 

Corajoso, tranquilo e audaz, estas características fazem com que seja um bom cavalo, e um excelente cavalo de sela e de passeio, sendo especialmente indicado no ensino de futuros cavaleiros! Rsrs essa saiu bem…

 

O cavalo é um caso raro de sucesso, que faz parte do imaginário de todos nós, e em especial das crianças. Quem não gostaria de ter um? No entanto, trata-se de um animal que requer um dono muito dedicado.

 

Eu próprio na minha infância e juventude, sempre tive cavalos, hoje andei de cavalo puro-sangue Chadiano, claro que não se compara a um puro-sangue Lusitano, mas foi fantástico reviver “cavalgadas” passadas que jamais desapareceram das minhas memórias…

 

Sempre que possa lá estarei eu a montar o Banjo…grande sangue!

 

publicado por franciscofonseca às 19:10
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13
Dez 08

Hoje, mudando de tema, apetece-me relatar algumas emoções, que consideramos fundamentais para conseguir um equilíbrio da minha inteligência Emocional. A inteligência emocional tornou-se muito mais crucial num ambiente cada vez mais incerto e volátil. A confiança não se decreta, mas é ela que leva a assumir riscos, que nos torna mais sociáveis e inclinados à colaboração mútua.

Com ela a associação é mais espontânea, o espírito de equipa maior, os hábitos cooperativos mais eficazes, que são os alicerces das grandes equipas. A confiança não se decreta, não se ordena, no entanto, comanda tudo.

Para mim hoje é claro que nascemos puros e iluminados, porque o que aprendemos é a desconfiança, pois nascemos confiantes e a vida, muitas vezes por aprendizagens negativas, ensina-nos a desconfiar. Mas a desconfiança não é original, é ensinada. E é uma má pedagogia. A força que mantém unida uma Equipa é a empatia, a aprendizagem, a confiança e a lealdade.

Ninguém confia automaticamente no líder. Já não se aceita a liderança comando e controlo, naturalmente. O falhanço, o êxito, não são episódicos, são trajectórias vitais. Viver é constantemente decidir o que vamos ser, hoje e amanhã.

A confiança vem a pé e parte a galope…

publicado por franciscofonseca às 15:37
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12
Dez 08

No perigoso mundo de hoje, as ameaças que temos pela frente são caracterizadas por crime, violência e terrorismo. Um líder militar, tribal ou fundamentalista fanático pode encabeçar, uma milícia ou uma rede terrorista ancorada na extorsão, tráfico de estupefacientes e de seres humanos.

Como exemplo temos, vários países na África subsariana, que mergulham numa espiral descendente, na qual as faltas de Nação e Estado são decisivas e onde gangs armados e guerrilhas sem ideologia proliferam. A guerra entre gangs ocorre periodicamente; o crime organizado desenvolve-se cada vez mais a par de uma cultura de impunidade galopante.

O desenvolvimento que alguns países começam a ter, no continente Africano, pode potenciar ainda mais estes movimentos criminosos e, num futuro próximo termos Estados sem poder capaz de fazer face a estes movimentos.Espero que a comunidade Internacional, que anda tão distraída com a crise económica e, com os problemas daí resultantes, não esqueça desta realidade cada vez mais actual!

publicado por franciscofonseca às 18:19

11
Dez 08

O inimigo deixou de ter bilhete de identidade, assumindo vários disfarces. De facto, o espectro das ameaças é variado e complexo, especialmente quanto à natureza e objectivos a alcançar, sendo difícil orquestrar e estruturar formas de as combater interna e externamente.

Propaga-se facilmente em sociedades democráticas através de diásporas, podendo as origens doterrorista e do terrorismo ser diferente.

Por outro lado existem ameaças latentes; as que podemos designar por crises internacionais de resolução urgente, como o Irão, o Afeganistão, o Kosovo, Darfur ou a paz no Médio Oriente, nas quais a Europa joga alguns dos seus interesses estratégicos fundamentais.

 A este lote podemos acrescentar a situação do Iraque, que em boa parte dependerá o evoluir dos acontecimentos no Médio Oriente.

Será que com a eleição do novo Presidente dos Estados Unidos, o Sr.  Barack Obama, este labirinto de incerteza se vai alterar?

publicado por franciscofonseca às 17:09

10
Dez 08

A Segurança modificou o seu valor, em resultado essencialmente da turbulência e da instabilidade originada pela simultaneidade dos movimentos globalizante e individualizante, passando-se de uma segurança de protecção dos interesses vitais ameaçados por um inimigo comum, ou seja, de uma segurança previsível, para uma segurança agora orientada para riscos diversos, mais difusos na forma, origem, espaço e actores, onde a imprevisibilidade aumenta as condições para a eclosão de conflitos. A insegurança sentida no mundo de hoje, não se deve a um aumento quantitativo do número de conflitos, guerras, rebeliões ao redor do mundo (comparado por exemplo com os eventos durante a Guerra Fria), nem sugere que existam actualmente muitos mais criminosos, e terroristas do que antes. Os Países, seus Governantes, instituições Mundiais ou percebem rapidamente como dominar este sentimento de insegurança, ou o seu papel de controlo e regulação diluir-se-á e a breve curto prazo a democracia dará lugar a novas formas de poder.

publicado por franciscofonseca às 10:23

09
Dez 08

Este mundo cheio de incertezas nas várias esferas na nossa vida. Somos constantemente bombardeados por notícias sensacionalistas de atentados, conflitos e crimes violentos, que ocorrem por todo o Globo.

Na era da globalização, os grupos terroristas e as organizações criminosas encontraram um ambiente favorável à sua movimentação e expansão. Estes grupos e organizações movimentam pessoas, dinheiro, armas e explosivos, num mundo em que tais fluxos, em escala cada vez maior fornecem, com a ajuda das novas tecnologias, excelente cobertura para as suas actividades.

Este novo século será que vai ser diferente!

O caminho parece-me o mesmo…

publicado por franciscofonseca às 19:07

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