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Como derrubar ditaduras sem violência

por franciscofonseca, em 02.03.11

Os últimos acontecimentos na Tunísia e Egipto, onde foram derrubadas ditaduras sem fazer uso de armas, demonstram bem o poder dos jovens. Quando se “luta com violência, está-se a lutar com a melhor arma do inimigo e pode-se vir a ser um herói bravo, mas morto”, como defende Gene Sharp de 83 anos. A violência, mesmo ao serviço de uma causa justa, só resulta em mais problemas do que aqueles que resolve, conduzindo a injustiças e sofrimentos ainda maiores.

Assim, as acções não violentas constituem os melhores meios para se derrubar regimes corruptos, violentos e repressivos, para além de que este tipo de activismo gera um apoio interno e internacional muito mais coeso, abrindo um caminho mais fácil para a democracia e para regimes não militarizados. Ao utilizarem a acção não violenta, as pessoas conseguiram melhores salários, quebraram barreiras sociais, alteraram políticas governamentais, frustraram invasores, paralisaram impérios e derrubaram ditaduras.

A revolução egípcia poderá constituir o mais poderoso exemplo do poder das pessoas na história mundial. Segundo Gandhi, o senhor da não-violência dizia: “se as pessoas não sentirem medo da ditadura, então é porque esta se encontra com muitos problemas”.

Existem muitas estratégias que se podem utilizar, greves de fome, boicotes, greves, grafittis, vigílias, funerais simulados e um sem número de outros actos pacíficos, mas interventivos. Os activistas não violentos têm de saber traçar estratégias, como de uma guerra se tratasse e, tal como os soldados, estar preparados para sacrificar a sua liberdade, bem como as suas vidas. A verdade é que nestes países árabes, ainda há destes soldados que, lutam por uma vida melhor. Em Portugal, os soldados foram todos transformados em soldadinhos de chumbo conformados, inertes e acanhados.

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publicado às 17:49


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