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Os diferentes valores atribuídos à vida humana

por franciscofonseca, em 03.08.11

As Nações Unidas, nunca no século XXI, tinham declarado qualquer região do Mundo em situação de fome. Duas regiões no sul da Somália enfrentam a pior seca, de que há memória na África Oriental, em mais de 50 anos. Estão a ser afectadas 3,5 milhões de pessoas, que se encontram em risco de vida, devido a não haver comida e água. Nesta parte do Mundo perdem-se diariamente centenas de vidas humanas, como se fosse de morte natural. O foco das atenções mediáticas está centrado na crise da dívida pública da zona euro, na crise da Síria, na guerra na Líbia e na reacção dos mercados financeiros ao acordo alcançado, recentemente, entre democratas e republicanos nos EUA.

Seria expectável, que após as Nações Unidas declararem publicamente esta tragédia humanitária, os governos dos países mais desenvolvidos entrassem em acção para controlar a situação. Todos sabemos que a Somália é um “animal” diferente, sem governo, sem ninguém que se possa responsabilizar. Mas, nestes casos, em que não existem funcionários nem instituições, que possam fazer alguma coisa, é responsabilidade da comunidade internacional fazer com que as pessoas não morram.

A atenção dada pela comunidade internacional tem sido ténue e pouco expressiva. Na minha opinião, enviar milhões de dólares para um Estado sem lei, controlado por insurgentes, não produz qualquer resultado no terreno. Sem uma missão urgente, dotada de fundos de emergência para controlar esta situação, a fome irá disseminar-se a outras regiões da Somália conduzindo milhões de pessoas a morte, a doenças e a deslocações em massa.

Fazem-se guerras para derrubar ditadores e instalar sistemas democráticos, para controlar estrategicamente regiões do globo, para controlar e bloquear o acesso ao petróleo, tudo isto em nome dos direitos humanos e da livre expressão dos povos, onde são gastos muitos milhões de dólares. Mas, enviar uma missão militar para salvar milhões de vidas humanas, nesta região do globo ficaria muito dispendiosa e incomportável para a comunidade internacional, pois não traria qualquer dividendo a posteriori. O Mundo está cada vez mais a caminhar em contra mão, em relação aos valores humanos!

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publicado às 21:06

Poligamia, casamentos e parcerias

por franciscofonseca, em 01.08.11

Podemos pensar que só os políticos têm dificuldades em manter a monogamia, devido a sua apetência para relacionamentos de poligamia, onde são criadas autênticas teias, onde a promiscuidade é a característica principal. Mas, se nos focalizarmos nas grandes organizações veremos que a realidade não é muito diferente. Normalmente as parcerias são fundadas em promessas de fidelidade e exclusividade, mas em muitas situações transformam-se em fontes de tensões, traições e acabam em divórcio.

Assim, no mundo dos negócios, raramente um parceiro preenche todas as necessidades estratégicas, por isso é melhor aceitar situações de poligamia. Nestes casos é fundamental a gestão dos múltiplos parceiros e evitar os relacionamentos confusos.

Por outro lado, deve-se evitar a promiscuidade. A ligação de forma indiscriminada, a vários parceiros pode ser uma estratégia de risco, devido aos nós que são criados e as ligações emaranhadas.

Nestes relacionamentos as partes deverão deixar algum espaço livre para fazer acordos adicionais, mas sem o custo de perder o compromisso necessário por parte dos parceiros. É importante manter os olhos bem abertos no que respeita à forma como se pode capturar valor dos parceiros, o que é uma tarefa muito complexa. Mas, no final, sejam eles políticos, partidos, dirigentes ou empresas, o desejo de todos é serem o jogador principal, ninguém quer ficar no banco, veremos o que vai acontecer ao Presidente Obama.

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publicado às 18:22

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