Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A ganância levou Portugal à bancarrota

por franciscofonseca, em 09.09.11

O memorando assinado com a Troika traz as vantagens de obrigar os governantes, a retornarem à disciplina e equilíbrio das contas públicas, e reduz
o espaço aos políticos para se exibirem. Os detentores de cargos públicos ostentaram durante muitos anos, um bacoco e parolo riquismo, fundado em clubes de interesses, nomeadamente entre o sector financeiro e o Estado, que atiraram o nosso Portugal para a pré-insolvência.

Os vários apelos feitos pelos nossos governantes ao sacrifício e sofrimento deveriam ser acompanhados pelo julgamento dos verdadeiros culpados, e responsabilizados pela situação a que chegamos. A velha desculpa da punição do julgamento eleitoral é muito pouco, para as atrocidades cometidas na gestão da coisa pública. A desastrosa competência interessada criou avultadas gorduras públicas, para regozijo dos lobies políticos.

No sistema partidário, na governação, no parlamento, a meritocracia deveria ser a regra, onde os mais competentes deveriam ter assento, mas assistimos precisamente ao contrário, isto é, têm assento aquelas figuras de mérito e carreira partidária muito duvidosa. O resultado é a escandalosa infiltração de lugares, ordenados chorudos acima dos praticados nos países mais ricos, regalias e mordomias vergonhosas à custa dos dinheiros públicos.

Vivemos tempos de grande exigência, a situação volátil e de incerteza devido à globalização requer que os mais preparados conduzam os destinos do país e não quaisquer uns, sem qualquer preparação, que nunca geriram coisa alguma, como tem acontecido e temo que continue a acontecer.

A classe política esqueceu-se de forma intencional, que uma sociedade equilibrada e próspera é aquela onde a ética, os valores, o rigor nos estudos e no trabalho, os deveres e os direitos, a família e o bem comum, são na realidade os verdadeiros pilares de uma sociedade saudável, livre da corrupção, do tráfico de influências, da ganância financeira e do consumismo, que só fomentam, cada vez mais, as desigualdades sociais.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:48


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D