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O dólar segura império americano e afunda euro

por franciscofonseca, em 04.11.11

Em 1971, os EUA tinham uma enorme dívida, resultado da guerra do Vietname. Muitos países exigiram o pagamento das dívidas em ouro, porque não confiavam no dólar, mas Nixon recusou-se a pagar em ouro, pois ele sabia que não tinham essa quantia. Logo de seguida, os EUA fazem um acordo com a Arábia Saudita, instituindo que a OPEP (países exportadores de petróleo) vendessem o petróleo apenas em dólares. De repente, o mundo só pode comprar petróleo com dólares e o dólar torna-se uma moeda muito, muito forte e de implementação mundial.

Atualmente, os EUA, mais uma vez, é um país falido, com dívidas enormes, maiores do que qualquer país alguma vez teve na história do mundo. E se algum desses países pedisse o reembolso dessa dívida, noutra moeda que não seja o dólar, os EUA estariam em grandes apuros. Saddam ameaçou vender petróleo com outras moedas, que não fossem o dólar, teve de ser eliminado. Se ele tivesse cedido, ele ainda estaria à frente do país e os EUA ainda lhe venderiam armas de guerra.

Tenho a certeza que o euro nunca conseguirá destronar o dólar, como moeda de referência, nas transações do petróleo. Isto não pode acontecer, pois seria a queda do império americano. Eles não vão permitir que isso aconteça, doa a quem doer.

Hoje, a grande maioria dos países estão infiltrados pelas "agências americanas”, que influenciam os governos consoante os seus interesses. Quem tem dúvidas basta observar o que está a acontecer com a Europa e com o euro. O modus operandi é sempre o mesmo, ou seja, fazem com determinados países consigam enormes empréstimos a partir do Banco Mundial, ou a partir de uma das suas organizações. Este dinheiro na realidade não vai para os países, mas sim para corporações e multinacionais americanas ai sediadas, que apenas beneficiam os mais ricos desses países.

Aos mais pobres é deixada uma enorme dívida, que eles nunca a vão conseguir pagar. De seguida as “agências” cobram os favores, que podem passar pela venda de petróleo mais barato as companhias americanas, ou condicionar os votos nas Nações Unidas, ou ainda, enviar tropas como foi o caso do Iraque, onde Portugal também teve de participar.

É desta forma que os EUA conseguiram criar o império. São eles que ditam as leis, controlam o Banco Mundial, o FMI, as Nações Unidas, as agências de rating. Como são eles que escrevem as leis, as coisas que as“agências” faz não são ilegais.

Endividar enormemente os países e depois exigir uma troca de favores, isso não é ilegal, deveria de ser mas não é. Uma das características de um império é que força a sua moeda ao resto do mundo e foi isso que fizeram no passado e continuam a fazer presentemente com o dólar.

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publicado às 19:37

Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno

por franciscofonseca, em 01.11.11

Portugal e os portugueses vivem tempos de grande incerteza. A ansiedade cresce a cada dia que passa, os resultados dos sacrifícios impostos pelo governo são inteligíveis. É quando a maré baixa que percebemos quem estava nadando nu e, no caso português estava o próprio Estado, as instituições, as empresas e a maioria dos portugueses.

Em tempos de crise económica, social, sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno. Este já foi o espirito dos portugueses, mas que se foi perdendo ao longo de gerações, assim como se perdeu a memória coletiva. Somos de fato um povo sem memória coletiva. Chegou a altura de voltarmos a sonhar em grande.

Mas temos de ter cuidado, pois imaginação sem execução é alucinação. Este tem sido o grave problema dos nossos governantes, desde há muito tempo. Devido a amplitude das mudanças económicas que estão em curso, a tentação para muitos governantes e estrategistas será a da paralisia diante da crise. Este é o grande erro que está em curso.

Os tempos de dificuldades devem servir para aguçar o apetite do aprendiz e desta forma transformar os problemas em oportunidades. Devemos optar por uma ação baseada em valores compartilhados gerando sentido para o trabalho e alimentar a inovação. Temos de voltar a produzir mais do que consumimos, potenciar e diferenciar os nossos produtos além-fronteiras.

Temos de promover uma cultura única, uma cultura de alto desempenho, uma cultura de honestidade intelectual, uma cultura de encarar e solucionar os problemas e por fim uma cultura de promoção da meritocracia. Não podemos rejeitar o nosso futuro coletivo, com a desculpa e medo do desconhecido. Somos um país com uma longa história e temos de ser capazes de encontrar os melhores pilotos, que demonstrem confiança e clama ao anunciar que o país passará por turbulência nos próximos anos.

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publicado às 15:16

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