Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Dívidas, mercados e austeridade

por franciscofonseca, em 17.12.12

A Europa e o mundo estão a ser governados por gente sem qualquer bom senso. Todos sabem que a Grécia, a Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade. A desregulação dos mercados financeiros faz com que a seguir a um plano de austeridade, se sigam outros planos de austeridade, pois os mercados estão insaciáveis.

Os empréstimos aos países em crise, em troca de programas de ajustamento selvagens, feitos por gente cega, apenas têm potenciado os efeitos negativos nas economias, agravando a recessão, diminuindo a receita fiscal e aumentando exponencialmente o desemprego. Alguém acredita em tais planos, mesmo os governantes? Tenho muitas dúvidas.

A única solução passa por reduzir a dívida, imputar perdões parciais aos credores privados e ajuda das economias mais fortes. Mas países como a Alemanha e Holanda não estão solidários com os restantes. Se isto não vier a acontecer, a erosão das condições de vida será irreversível e não ficará por aqui.

A soberania dos Estados esfumou-se e sujeitou-se aos abutres financeiros, que ganham rios de dinheiro com a crise que passamos. Os próximos tempos serão de uma governação de mercados, que irão regular tudo e enfrentaremos o empobrecimento generalizado da sociedade e o enriquecimento ilegítimo e injusto de uns quantos.

Revisito a minha teoria sobre a crise financeira. O mundo mantem-se bipolar, ou seja, Estados Unidos e agências de notação financeira. Os mercados favorecem os EUA, que não têm nenhum interesse em que o euro seja uma moeda estável, consequentemente, o ataque especulativo à Zona Euro começou pelos países da preferia, mais fragilizados e endividados, mas chegará ao centro da Europa.

Como os mercados estão ávidos de dinheiro, aproveitam-se da necessidade dos países e impõem taxas de juro elevadas, por forma a estrangularem cada vez mais as suas presas, tornando-as dependentes de mais e mais dívidas, funcionando como se fosse uma droga pesada. Mas como isso não bastasse, a austeridade imposta tem por fim último transferir empresas públicas e benefícios para as instituições privadas. Veja-se o que está a suceder em Portugal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:47


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D