Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

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Fev 13

As revoluções tecnológicas no passado sempre criaram postos de trabalho, obrigando os trabalhadores a adquirir novas competências. Atualmente, a evolução tecnológica acontece a uma velocidade tão elevada, que impossibilita os trabalhadores de adquirir novas competências no curto prazo, acabando por excluir milhares do mercado de trabalho em definitivo. Toda a evolução tecnológica está focada nos lucros imediatos e na eficiência económica, sem quaisquer preocupações humanísticas.

As disrupções no mercado de trabalho têm sido muitas e raramente compreendidas por aqueles que têm a responsabilidade da sua regulação. Assistimos há algum tempo ao movimento laboral do ocidente para oriente, ou seja, ao “outsourcing” e as políticas europeias para combater esta tendência têm passado pela substituição dos trabalhadores com menos competências e na redução dos salários, aumentando drasticamente o desemprego na maioria dos países. Esta gente ainda não entendeu que estamos na presença de um novo fenómeno.

A globalização económica conduziu a novas formas emergentes de relacionamento com o capital, com o trabalho, com os mercados de consumo, com os próprios governos, que se traduzem num crescimento gigantesco das desigualdades. O capital move-se sem controlo e a grande velocidade por todo o mundo, confluindo cada vez mais para grandes grupos económicos, que investem milhões de euros em tecnologia, por forma a substituir o trabalho manual por robôs mais eficientes. Estamos na era do “robosourcing” que já está a privar uma vasta proporção da população mundial de emprego remunerado.

Por outro lado, mundo está transformado numa mente global, digital e eletrónica, que liga pensamentos, opiniões, sentimentos de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que coloca vulneráveis informações pessoais, informações secretas de organizações, que são aproveitadas por players supranacionais com o intuito de retirar proveito de empresas, governos e organizações, causando efeitos muito nefastos. O desemprego veio para ficar, aumentar, pois não acredito numa mudança de paradigma no desenvolvimento tecnológico e que o capital mude a sua génese, isto é, eficiência económica e lucro no curto prazo.

publicado por franciscofonseca às 20:16
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