Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

25
Mai 13

O nosso país plantado a beira-mar é fantástico, porque a natureza lhe deu tudo quanto é necessário para que o seu povo possa viver. Pena foi que o criador tivesse colocado nele gente que não se governa nem se deixam governar. Sempre assim foi ao longo da história e fatalmente assim continuará a ser no futuro.

Portugal está intervencionado financeiramente, a maioria da população passa por grandes restrições, privações e dificuldades, os governantes não têm soluções para sair deste buraco, os jovens abandonam todos os dias o país à procura de oportunidades, que a sua pátria não lhes consegue proporcionar. Por outro lado, Portugal está no top 5 europeu na compra de automóveis de luxo.

Se fizermos uma comparação com os restantes países sob resgate financeiro, rapidamente verificamos que Portugal é aquele onde marcas como a Mercedes, BMW, e Audi têm maior quota de mercado, superiores a países como Espanha, Itália, França, Irlanda e Grécia. Curioso que em 2012 foram vendidos seis vezes mais destes automóveis em Portugal do que na Grécia.

Mais, em 2012 Portugal foi um dos países europeus onde se venderam mais carros de luxo, só a Alemanha e o Luxemburgo ficaram á frente. A venda de BMW, Audi e Mercedes, tem maior expressão em Portugal do que em países do norte da Europa, como a Áustria, Suécia e Finlândia, onde o poder de comprar é muito superior. A tendência de crescimento de vendas de carros de luxo está a manter-se em 2013.

Desculpem, mas sou obrigado a concluir que Portugal não está em crise. A crise não é para todos, enquanto uns vivem em condições desumanas, outros ostentam sinais exteriores de riqueza, passeando-se em carros de luxo. Somos um país de extremos, de um lado os muito ricos e do outro os muito pobres. A sociedade está cada vez mais desequilibrada, fraturante, sem valores, pois continuam a ser os que sentem maiores dificuldades a pagar os excessos e as extravagancias dos mais ricos. Penso que este país maravilhoso merecia outra gente.

publicado por franciscofonseca às 11:45
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11
Mai 13

Sou levado a pensar que os nossos governantes são todos daltónicos. Assistimos, todos à degradação governamental, da política e dos políticos, mas todos se agarram ao poder como lapas, pois fora do governo são pessoas impreparadas, sem visão gestionária e sem experiência de vida. O património estatal e genético de Portugal continua a ser delapidado, com uma verborreia insalubre, em que tudo justifica os meios.

Penso que vivemos tempos de reflexão, de procura de respostas verdadeiras como os políticos do arco da governação depauperaram o país. Qual a nossa culpa como cidadãos de uma sociedade estruturada e democrática. As chagas dos nossos tempos como o desemprego, a pobreza, a crise dos valores e descentralização da dignidade da pessoa humana, carecem de uma urgente intervenção cívica de todos os portugueses.

Os lobbies partidários atrofiam os políticos que estão no poder, controlam as políticas e tiram os dividendos dessa pressão. As cadeiras partidárias são ocupadas consoante os interesses dos bancos e das grandes empresas. Fala-se há muito tempo em reformas estruturais, mas todos os políticos fogem delas, pois isso acabaria com os “tachos” que estão sempre reservados, quer na administração pública e nas empresas portuguesas.

É esta a principal razão pela qual não há competitividade interna. Nestes tempos de urgência social é necessário que todos os cidadãos sejam responsáveis, que as políticas e os políticos sejam responsabilizados, que o nosso parlamento e o sistema eleitoral sofram uma refundação, que as fortunas esporádicas sejam descortinadas, a favor de uma sociedade digna, equilibrada e centrada nas pessoas.

publicado por franciscofonseca às 17:48
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05
Mai 13

Em muitos países o emprego escasseia e na sua maioria os jovens estão inativos. É terrível para um país, para uma sociedade deixar os seus jovens no limbo, dependentes de subsídios, que experimentam longos períodos de inatividade, perdendo a oportunidade de adquirir competências e autoconfiança no mercado laboral. Como podem os políticos falar em esperança quando os jovens têm o seu futuro hipotecado.

O sentimento de realização é extremamente importante nas nossas vidas. Ter trabalho oferece significado, traz um propósito pelo qual lutamos e nos dá motivação e força para iniciarmos mais uma jornada da nossa vida.

O mercado laboral está em constante transformação. Muitas pessoas queixam-se do trabalho em excesso, do desrespeito pelos horários cada vez mais extensos, dos chefes arrogantes e insuportáveis, mas nos tempos que correm, aqueles que têm ocupação devem dar graças por ter trabalho. Esta parece ser uma verdade indiscutível.

Todavia, vivemos tempos em que os empregadores tentam explorar cada vez mais os seus empregados, pois existe pouca oferta e muita procura e quando assim é o resultado mais visível é o decréscimo dos salários e a deterioração e precarização das relações laborais. Para melhor ilustrar a modernidade podemos dizer que “Sem trabalho, toda a vida começa a apodrecer, mas quando o trabalho é feito sem alma, a vida asfixia e morre”, escreveu Albert Camus.

Os países com taxas de desemprego jovem alarmantes, como Portugal, Itália e Espanha, o fenómeno do crime violento têm aumentado, em contraponto com o mundo rico. Sinto que os governos estão completamente atordoados com as questões financeiras, mas o futuro destes países depende sobretudo de políticas educacionais que resolvam a incompatibilidade/desadequação entre a educação e o mercado laboral. É necessário acabar com o fosso existente entre o mundo da educação e o mundo do trabalho. É urgente por termo ao processo Bolonha e revolucionar a educação técnica e vocacional, no sentido de aproximar as empresas as escolas. Por último rever os conteúdos educativos e expandir as áreas de estudo da ciência e da tecnologia. Considero ser esta uma revolução necessária e urgente na busca de um futuro melhor.

publicado por franciscofonseca às 20:24
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01
Mai 13

Comemorou-se o Dia Internacional dos trabalhadores por todo o mundo, que foi decretado no 1º de Maio de 1889, no Congresso Operário Internacional, reunido em Paris. Mas, o 1º de Maio teve a sua origem em 1886, quando cerca de 500 mil trabalhadores se manifestaram nas ruas de Chicago, nos EUA, exigindo a redução da jornada de trabalho para oito horas. Os manifestantes foram reprimidos e dispersados pela polícia violentamente, acabando por ferir e matar dezenas de trabalhadores.

Passados 116 anos o 1º de Maio mantém todo o seu significado e atualidade, numa época em que cada vez mais pessoas são atiradas para o desemprego, em nome dos interesses do capital financeiro. O capitalismo tem hoje como característica básica a financeirização, ou seja, uma predominância das finanças em comparação com as atividades substantivas do capital. Karl Marx dizia que "Todas as nações capitalistas são periodicamente acometidas de um desvario: o de procurar fazer dinheiro sem recorrer ao processo de produção." Esta fase trágica que vivemos deve-se ao desvario da especulação, que resultou na crise financeira. Mas a especulação ainda não terminou e o incremento da exploração do trabalho acarretará níveis insustentáveis de exploração para os trabalhadores.

É nesta conjuntura que continuam a existir milhões de adultos e crianças, que são escravizados por grandes multinacionais, pois só dessa forma se consegue uma produção a baixo custo e produtos a preços competitivos.

Por isso assistimos a deslocalização de grandes grupos económicos, para países onde se pratica a mão-de-obra barata, a ganância dos predadores, contínua e com a feroz competitividade económica, os produtos finais têm de chegar aos consumidores aos melhores preços, com os mais baixos custos de produção.

O futuro é demasiado inserto para fazer previsões, mas não vislumbro, no curto e médio prazo, um retorno a um capitalismo menos violento do que aquele que sofremos todos nós atualmente. Por isso penso que a tragédia humana vai continuar a agravar-se e tentar sustentar o contrário é viver no mundo de ilusões.

publicado por franciscofonseca às 13:29
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