Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

16
Mar 14

Os níveis de direitos políticos e liberdades civis em todo o planeta estão a sofrer um declínio. Em 195 países, apenas 88 são considerados como livres. Apesar de tantos progressos, a verdade é que o mundo parece estar a andar para trás devido a uma erosão generalizada no que respeita à liberdade global.

Nações como a República Central Africana, o Mali e, na ordem do dia, a Ucrânia, sofreram reveses devastadores em termos democráticos. A democracia parece estar a ser assombrada por um aumento visível de autoritarismo em várias regiões do globo.

Um autoritarismo moderno está a tocar em quase todas as regiões do mundo, com destaque para a China, na Eurásia e no Médio Oriente. O regime autoritário da Rússia tem cometido atrocidades, perseguindo tanto dissidentes políticos como minorias vulneráveis, para desencorajar alguns países vizinhos a iniciarem acordos com a União Europeia. Os últimos desenvolvimentos na Ucrânia, que em Fevereiro último provocaram dezenas de mortos, ao que se seguiu a atual situação que se vive na Crimeia são um bom exemplo disso mesmo.

A Primavera Árabe de 2011 e que parecia, finalmente, estar a seguir a marcha certa para atingir a democracia, acabou por dar vários passos atrás. As ditaduras e as monarquias da região continuaram a trabalhar para fortalecer as forças da repressão da contrarrevolução e do extremismo. A Síria, por seu turno, continua a descer a pique numa guerra civil multilateral, em conjunto com uma devastadora e vergonhosa crise humanitária.

Na África subsaariana, a qual tem sido, nos últimos anos, uma das mais politicamente voláteis regiões do mundo, assiste-se a golpes de Estado, insurgências e repressões autoritárias. Também na América do Sul, Nicolás Maduro, rapidamente enfraqueceu a imprensa livre e ameaçou vários grupos da sociedade civil que se opunham ao seu regime.

A crise de confiança na democracia ocidental atravessa os Estados Unidos, em particular, e a Europa no geral. Na maioria dos países que compõem o Velho Continente, assistimos ao incremento de sentimentos crescentes de nacionalismos, em particular como resposta ao fluxo crescente de imigração em muitos países europeus. Por outro lado, basta recordar o recente referendo “contra a imigração em massa” aprovado por 50,3% dos eleitores suíços e resultante da iniciativa da direita nacionalista do Partido do Povo Suíço. Mas é o aumento de grupos extremistas xenófobos que maiores preocupações deveriam gerar, na minha opinião, no seio das principais instituições europeias.

publicado por franciscofonseca às 17:40
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09
Mar 14

A maioria das pessoas acredita que são pessoas com um forte sentido de ética, mas a realidade é bem diferente. As pessoas têm tendência para se julgarem a si mesmas de acordo com os seus pensamentos e intenções e não pelo que realmente fazem. Mas, o mais importante é avaliarmos a nossa própria ética da mesma forma que avaliamos as das outras pessoas, ou seja, através do seu comportamento.

A realidade diz-nos saber o que é melhor, mas optar pelo que é pior. Avalie o seu próprio comportamento e pense como iria avaliar ou julgar uma outra pessoa, que fizesse exatamente a mesma coisa. A lealdade é um caso interessante para testar a ética. A maioria das pessoas clama valorizar a lealdade, mas tal como acontece com a ética, as suas ações contam uma história bem diferente. Por exemplo, as pessoas que dizem ser leais podem estar a trabalhar para uma organização que contribuiu para o seu desenvolvimento e crescimento, mas assim que recebem uma oferta ligeiramente melhor, acabam por mudar de ares.

Nas instituições fortemente hierarquizadas, sempre que alguém abre a boca para identificar um problema, o instinto imediato do superior hierárquico é magoar essa pessoa. Não existe uma verdadeira cultura que proteja verdadeiramente os colaboradores que informam de questões significativas. As represálias ainda fazem parte do nosso quotidiano e essas pessoas julgam ter uma forte ética.

Outra prática que deveria ser implementada passa pela criação de um ambiente de trabalho no qual os funcionários se sintam seguros em falarem de assuntos negativos. Quando se diz aos colaboradores para falarem das suas preocupações, tem de se estar preparado para o facto de 99% das mesmas não serem devidamente preocupantes. Mas um por cento que resta pode ser suficiente para alterar o futuro da organização.

Quando existem más notícias ou quando é necessário discutir algum assunto melindroso, a sua disponibilidade para arcar com as consequências consiste num bom indicador da sua ética. Então a sua ética é assim tão forte como julga?

publicado por franciscofonseca às 18:09
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