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O Ocidente e a guerra assimétrica

por franciscofonseca, em 17.12.08

Em alguns países em desenvolvimento, os exércitos ocidentais têm que se confrontar com a guerra assimétrica.

Durante os últimos três séculos, os estados entravam em conflito de acordo com princípios e métodos baseados em estratégias de guerra clássica, suportadas pelo conceito de compromisso hostil entre dois estados soberanos vistos como únicas entidades. Esta definição está agora obsoleta.

O dealbar deste terceiro milénio continua cheio de incertezas. Num mundo hoje marcado pela volatilidade identitária, as zonas de interesse estratégico fundamentais alteraram-se, e passaram a ser aquelas que são capazes de exportar a sua própria instabilidade.

A actual conjuntura internacional, onde o papel do Estado soberano está em crise, também se caracteriza pela flexibilização do conceito de fronteira e pela aceitação de situações de cidadanias múltiplas e de governança partilhada.

Nos dias de hoje, as guerras desenvolvem-se neste mundo assimétrico, com fortes desequilíbrios qualitativos. A superioridade tecnológica dos meios militares ocidentais, e principalmente americanos, induz qualquer adversário a refugiar-se em respostas assimétricas, socorrendo-se de métodos tradicionais. 

É uma guerra sem frentes nem retaguarda, flexível, e que pode expressar a sua violência através de guerrilha, de terrorismo, de guerra informal, de zonas cinzentas, de crime organizado, etc., depende muito da imaginação e da força de vontade do adversário.

São inúmeros os exemplos, da operação Restore Hope na Somália, das operações da KFOR no Kosovo e mais recentemente as operações Enduring Freedoom, no Afeganistão e Operation Iraqi Freedoom, no Iraque.

Esta quanto a mim é a terceira tendência para o caos mundial…

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publicado às 16:54


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