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Portugal está a passar por uma profunda crise económico-financeira, a qual se junta agora, uma grave crise política. A crise económico-financeira resultou, sobretudo, de uma desgovernaça pública, onde princípios como as relações éticas, a conformidade, a transparência política e a prestação responsável de contas, aos portugueses foram violados. Só o cumprimento escrupuloso, destes princípios pode levar um país ao desenvolvimento e ao progresso. Esta tarefa tem de ser partilhada por todos os actores envolvidos, ou seja, políticos, dirigentes, instituições e a própria sociedade.

A crise política resultou principalmente da falta de transparência, na relação do Estado com os seus administrados. O acesso do cidadão à informação governamental tem de ser efectivo, pois só assim, se consegue mais democracia nas relações entre o Estado e a sociedade civil. Caso contrário, a corrupção alastra, devido as falhas do sistema democrático e as debilidades das instituições, como tem sucedido nos últimos tempos.

Relativamente, as relações entre o poder e a riqueza, verificamos que em Portugal, a velha teoria se aplica na perfeição, isto é, nos casos em que as oportunidades políticas excedem as económicas, os eleitos tendem a usar o poder para enriquecimento próprio e, nos casos em que as oportunidades económicas excedem as políticas, as pessoas são capazes de fazer uso da riqueza para comprar o poder político. Na minha opinião, muitos casos de corrupção surgem destes desequilíbrios, entre o poder e a riqueza.

Espero, muito sinceramente que, com estas duas profundas crises, Portugal se reestruture, para poder responder aos desafios da sociedade global, em que vivemos. Para isso é urgente redefinir a reforma do Estado, da Segurança Social, da Justiça, do Sistema Nacional de Saúde, da Defesa e da Segurança Interna. Mas a principal é sem dúvida a reforma política que terá de ocupar, um lugar de destaque na agenda das mudanças estruturais do nosso país, de forma, a corresponder aos anseios de todos os portugueses. Todos os partidos políticos têm de tomar consciência e fazer esforços, para que a reforma do sistema político, que está esgotado, seja concretizada. Caso contrário, podemos assistir a uma crise político-constitucional, que vai agravar, ainda mais, o risco de ingovernabilidade do país.

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publicado às 20:15



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