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O nosso planeta vive numa era de risco existencial

por franciscofonseca, em 08.04.11

Os relógios em todo o mundo contabilizam o tempo da mesma forma. Acontece, que vivemos numa era, onde o tempo está em aceleração exponencial. Os pressupostos e fundamentos sociais, económicos e políticos da humanidade mudam dramaticamente, normalmente de 50 em 50 anos. A incerteza radical vivenciada actualmente, nada tem a ver com a vivida nos anos 80 do século XX, pois as razões, as dimensões, a complexidade e a simetria do risco são completamente diferentes.

Hoje, o planeta é palco de revoluções sociais inesperadas, repressões contra-revolucionárias, desastres naturais assustadores, fugas nucleares, caos financeiro, escassez de bens essenciais, ataques terroristas em larga escala, disrupções organizadas pelos media sociais, derrames de petróleo, países que emergem, países que caem, tudo num curto espaço de tempo, que conduz à incerteza radical.

Todas as crises latentes são resultado, da impreparação dos líderes mundiais para lidarem, com este novo e complexo estado e incerteza. É urgente que os líderes reformulem as suas percepções relativamente aos problemas e oportunidades, que redefinam as suas organizações estatais e privadas e, acima de tudo, que repensem a forma como pensam. As velhas estruturas de pensamento, baseadas em processos e modelos racionais terão de ser rapidamente substituídas, por uma nova inteligência criativa, baseada na inovação, gestão e configuração de novas respostas viradas para o futuro.

Os acontecimentos, as ameaças e as oportunidades estão a chegar-nos com maior velocidade, interdependência e com menor previsibilidade. Os instrumentos que serviam aos estados, aos gestores para fazer previsões quanto ao futuro, estão obsoletos, deixaram de funcionar. É devido a este factor, que as previsões económicas, sociais e políticas são normalmente erróneas, pois os analistas utilizam estilos de pensamento e utensílios totalmente desajustados da realidade.

O futuro do mundo dependerá da gestão dos riscos complexos e das oportunidades, que estamos a enfrentar de forma crescente. Esta gestão terá de ser baseada na agilidade mental e na flexibilidade organizacional. As organizações governamentais e empresariais terão de possuir os seus centros estratégicos, onde o estilo de pensamento terá de ser vocacionado, para a previsão de cenários com designs multivariados e interdependentes. Esta poderá ser a chave, a ser utilizada pelos líderes, que tem de aprender a lidar, com um mundo cada vez mais caracterizado pela incerteza radical.

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publicado às 12:12


2 comentários

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De Maresia a 08.04.2011 às 13:51

Sinais do tempo. A nossa preocupação com futuro inibe-nos de viver o presente. Desde que esta crise financeira irremediável estoirou, eu e várias pessoas que conheço, optimistas por natureza, viram os seus sonhos serem hipotecados. Esta preocupação tornámos , sérios cinzentos e sem esperança no futuro. Mas olhando para história, porque a vida é um ciclo e tudo se repete, daí achar que deveríamos ter evoluído de forma a evitar a prática dos mesmo erros.
Se olharmos para os loucos anos 20 foi uma altura de loucura , e a seguir veio uma recessão. Todos sabemos que a nossa recessão actual não passará nem nos 5 ou nos dez anos que anunciam, 5 ou dez anos é muito tempo em todo mundo, para viver uma vida de privações, em que ordenado mal dá para pagar as contas e muitos não daram .
Eu apesar de optimista por natureza tempo o que aí vem, temo o que estes 5 ou 10 anos nos vão custar o que vamos abdicar, não só a nivel financeiro , esse menos mas a todos os níveis.
Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão.
O tempo conta muito e não conta nada, um paradoxo real.
Desculpe ter fugido um pouco ao tema, mas a angústia que sentimos presentemente, todos só falamos do mesmo. Queremos uma solução imediata, mas tememos o pior o que está para vir, o que vamos descobrir se vamos descobrir. Por onde vamos escapar, fugir ou resistir eis questão, mas ficar a pagar algo que não fomos nos que contraímos também não parece saída.
Mais uma vez desculpe por ter fugido do tema mas isto inquieta-me a mim e aos que me rodeiam .
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De franciscofonseca a 08.04.2011 às 17:51

Obrigado pelo seu comentário. Sinta-se à vontade para fazer os comentários que entender . Afinal a sua inquietação invade-nos a todos, ou melhor, a maioria dos portugueses, pois existem alguns que lhes convém que o país esteja nesta situação. Esses melhor vão vivendo.

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