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Quem pode tirar Portugal da crise?

por franciscofonseca, em 15.04.11

Portugal andou a gastar mais do que tinha, durante muito tempo, por isso chegámos a esta crise económica e social profunda. O processo de reequilíbrio das contas do país vai demorar muito tempo, vai ser muito doloroso para a maioria dos portugueses. O país tem graves deficiências estruturais ao nível do funcionamento do Estado. Muitos governos tentaram fazer reformas, mas quase todas elas ficaram pelo meio do caminho, pois a resistência das chefias intermédias, normalmente cooperativas com interesses instalados impediram a sua concretização.

Por outro lado, os partidos políticos em Portugal foram transformados em corporações de barões, que só pensam nos seus interesses individuais, que influenciam transversalmente toda a sociedade, todas as estruturas do Estado, chegando à justiça. Os cidadãos estão preocupados apenas com os seus direitos, sendo poucos aqueles que percebem que os deveres vem em primeiro lugar, enquanto inseridos na sociedade.

Como já referi anteriormente, a meritocracia não existe, os lugares estão sempre reservados para os detentores dos cartões partidários. Penso que esta crise constitui uma grande oportunidade, para redesenhar uma nova configuração das nossas instituições políticas. Seguidamente, reformular as estruturas mentais dos políticos, de forma, a que a sua actuação seja em prol do interesse público e não do interesse dos lobbies instalados.

Então, só mesmo os portugueses é que podem retirar o país desta crise. É urgente uma revolução nos comportamentos de todos nós, para assim sermos mais produtivos, competitivos, criativos, empreendedores, na nossa vivência diária. As políticas económicas, sociais, têm de ser feitas pelos portugueses. A reacção tem de ser nossa, evitando os erros do passado e olhando para a frente, acreditando no nosso futuro colectivo e demonstrando que não necessitamos do FMI, nem de qualquer outra organização externa.

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publicado às 15:53


1 comentário

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De Paulo Buriti a 07.12.2011 às 18:42

Por tu Gal! Quero saber da luta.
Sabe de uma coisa, doutor Gal! Não sei não...mas preciso saber. O sertão é tão, que os estrangeiros aí nem sabem muito sobre isso que acontece. É!? esse negócio de crise toda que as pessoas do Portugal e da Europa se debatem sem luta. Ah! agora arrumaram uns caras bão! Aqui já houvi alguém falar que é tecnocracia. Que é isso? Meu Deus, sei não! no sertão ainda sei que Deus tem que vir armado. Esse aí, da tecno...cra...cia não deve ser melhor que Deus, não! Das caravelas sei que chegaram aqui por essas bandas de Brasil, mas não tem mais corajoso que enfrenta os desaventos dos mares profundos.
Alguém me explique, por favor! Como é que se ama a própria vida nessa tão crise? Já se disse no livro nosso que "O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam."
Não há desafinação nesse troço de crise? penso que se busca só a afinação. É só um lado. Para deixar tudo certinho outra vez. Sei, mas...sem saber como: o rio sempre corre e não volta. O sertão está em tudo.
http://buriti.blogs.sapo.pt/

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