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A tragédia grega ensombra catástrofe portuguesa

por franciscofonseca, em 07.07.11

A especulação continua, os líderes europeus continuam de braços cruzados e sem ideias, enquanto a agência de notação financeira, norte-americana Moody's cortou em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de lixo, ou seja, junk.

Portugal com uma nova maioria governativa, com um memorando de entendimento assinado com troika, demonstrando intenções muito fortes de cumprir tudo o que foi acordado, mas mesmo assim, os mercados percebem, que esta estratégia é a negação da realidade e, que a Grécia e Portugal não serão capazes de pagar o que devem. Os mercados sabem que manter obstinadamente a estratégia delineada, pelos líderes europeus, não vai resolver coisa alguma.

Estamos a entrar numa fase muito perigosa desta crise, com o aproximar das eleições na Alemanha, em França, e na própria Grécia, o risco de uma catástrofe, que pode passar por um incumprimento não planeado ou o colapso da moeda única é cada vez maior.

Os investidores sabem que a Grécia, com uma dívida a rodar os 160% do PIB está insolvente. Portugal com uma situação menos gravosa tem uma dívida a rodar os 95% do PIB. Muito provavelmente, a reestruturação destas dívidas será inevitável e quanto mais tempo demorar, maior vai ser o ónus que vai recair sobre os contribuintes.

A agitação dos últimos dias arrastou a Espanha, a Bélgica e a Itália para a ribalta dos países, que os mercados mantêm sob vigilância. E a crença em que os maiores países da Zona Euro estariam imunes a qualquer ataque pode revelar-se enganosa. A possibilidade de uma declaração de banca rota, por parte da Grécia poderá produzir uma nova devastação, na economia mundial.

Penso que a reestruturação planeada da dívida seria a melhor opção para os gregos, portugueses e para o euro. Mas esta hipótese não estará disponível por muito mais tempo. Os líderes europeus deviam agarrar-se a ela enquanto podem. Os prognósticos destes doentes é muito reservado, tudo vai depender da forma como a doença grega evoluir e das consequências da contaminação na Zona Euro.

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publicado às 16:32


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