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Assim vai a europa e o euro

por franciscofonseca, em 17.11.11

A zona euro continua sobre brasas devido ao possível contágio entre os países do euro. Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os países que se encontram na posição mais delicada, devido a sua atuação indisciplinada com os gastos públicos e com a dívida excessiva. Para piorar as coisas estes países possuem também elevados défices orçamentais, prevendo-se para este ano défice/PIB de 8,5% para Portugal, 19,4% para Irlanda, 5,3% para Itália, 9,4% para Grécia e 11,5% para Espanha, por isso a desconfiança dos investidores.

A Espanha em risco com subida recorde dos juros da sua dívida pública; Itália vai ter de despedir 300 mil funcionários públicos e os juros não param de subir; na Grécia a direita recusa assinar o compromisso com a troika o que vem dificultar as negociações e em Portugal a troika avisa que vão ser necessários mais cortes nos vencimentos dos funcionários públicos e dos privados.

Mas como já referi aqui neste blog, não há uma verdadeira vontade política para resolver esta crise. A chanceler alemã e o presidente francês estão a submeter a democracia aos mercados financeiros. Hoje, a França, Áustria e Bélgica estiveram de novo sob stresse nos mercados da dívida, pode ser que isso os faça arrepiar caminho. Na periferia a situação contínua tensa e agrava-se na Itália, Grécia e Espanha.

A crise da dívida que assola a Europa poderá ser uma oportunidade para desvalorizar o euro, que ontem renovou mínimos de mais de quatro anos. Se o euro cair abaixo da paridade com o dólar, sem dúvida que será uma boa notícia para a Europa. A queda do euro pode vir a dar um impulso que pode salvar a zona euro de resvalar para uma recessão profunda. A minha aposta vai nesse sentido, pois será a única forma de tornar as exportações europeias mais competitivas, em contraponto com as exportações dos EUA, que ficariam mais caras.

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publicado às 19:08


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