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Cuidado com os desastres naturais

por franciscofonseca, em 28.11.11

Estamos a perder demasiadas vidas e recursos económicos em desastres naturais. Os estragos provocados pelos desastres provenientes de fenómenos climáticos extremos rodam os 200 mil milhões de euros anuais. Curioso saber-se que cerca de 95% destas calamidades ocorrem nos países em desenvolvimento.

Todos falam em aquecimento global, mas ninguém toma medidas sérias para reduzir as emissões de carbono, que estão em constante crescimento, resultantes da ação humana. Quem ainda não reparou que as temperaturas estão mais quentes, temos menos dias frios e as ondas de calor são mais intensas. Por outro lado, todos os dias são noticiados casos de cheias provocadas por chuvas intensas, tempestades devastadoras e secas prolongadas.

O prazo para agir dos governos mundiais, no corte de emissões de carbono, para evitar um aquecimento global catastrófico está a esgotar-se. Hoje, o conhecimento científico disponível deveria ser mais do que suficiente para implementar ações climáticas urgentes, mas é muito frustrante saber que a maior parte dos governos não denotam qualquer vontade política para agir. Esperamos que a natureza não se encarregue, ela própria, de agir em direção ao reequilíbrio, com o sacrifício de milhões de vidas humanas.

Neste sentido, seremos apenas meros espetadores de um aquecimento ainda maior, a par de alterações dramáticas dos fenómenos climáticos extremos que, muito provavelmente, irão esmagar as populações humanas que não conseguirão adaptar-se aos seus impactos. Em resultado, teremos que aprender a viver com ondas de calor, com o aumento dos níveis das águas do mar e consequentes inundações, a par de menos quantidades de água disponíveis para consumo e menos recursos alimentares.

Na minha opinião, a única solução passa pelos grandes investidores, os donos do capital financeiro, ou seja, quando chegar a hora de pressionarem os governos, a adotarem com urgência medidas consistentes, de transição para uma economia global que privilegie, na sua essência, políticas de baixo carbono, caso contrário, a autodestruição da humanidade continuará em curso.

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publicado às 18:46


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