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Uma nova paz chegou

por franciscofonseca, em 15.12.11

Todos os dias dizemos, ouvimos dizer, que o mundo vive um momento de grandes incertezas, tempos de crises profundas, mas penso precisamente o contrário. Senão vejamos, a guerra está em declínio, a humanidade menos violenta, menos racista e menos sexista, o progresso moral tem vindo a registar um significativo aceleramento nas últimas décadas. Por outras palavras, nós, humanos, estamos muito menos bárbaros e muito mais simpáticos. Mas e todos os dias, somos obrigados a duvidar de esta argumentação.

Para quem ouve notícias, a tese é difícil de aceitar. Mas os fatos demonstram que o mundo nunca foi um local tão seguro para se viver e que, olhando para trás, não existem dúvidas que se tornou muito mais benéfico para os humanos terem-se tornado menos violentos.

Mas tal otimismo não deixa de ser um desafio para todos nós que vivemos no século XXI e que todos os dias convivemos com histórias de violência e com os registos de atrocidades recentes. Se pensarmos no Holocausto, nos custos em vidas humanas das duas grandes guerras. Ou recordarmos as guerras do Vietname ou da Coreia ou, mais recentemente, o 11 de Setembro, as guerras no Darfur ou no Iraque.

Acontece que esta visão está errada. A violência no interior e entre as sociedades, tanto no que diz respeito a assassinatos, como em conflitos de guerra sofreu um declínio extremamente significativo, desde a pré-história até aos dias de hoje. Assim, o facto de nos matarmos uns aos outros cada vez com menos frequência consiste numa das maiores mudanças na história da Humanidade.

Não podemos negar que o ser humano, enquanto indivíduo, continue a ser capaz dos mais sórdidos atos de selvajaria. Basta pensarmos no que aconteceu na Noruega. Mas o instinto básico humano de responder à violência com violência tem sofrido significativas e benéficas alterações.

Cuidado, não devemos ser ingénuos o suficiente para afirmar que devemos esperar uma época em que a paz seja total, porque os demónios continuam no interior da espécie humana.

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publicado às 20:56


2 comentários

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De Luiz Felipe a 18.12.2011 às 15:53

A origem desse pensamento é a televisão. Que insiste em focar somente na pior parte do que ocorre no mundo. Supondo que ocorram 1% de coisas ruins e 99% de coisas boas, a televisão faz com que parece 1% de coisas boas e 99% de coisas ruim e que o mundo vai acabar. Por isso eu nem assito mais jornais, de que me importa saber a violencia que ocorreu, melhor gastar o tempo lendo um livro, ou jogando videogame, ou assistindo filmes.
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De franciscofonseca a 19.12.2011 às 10:45

Obrigado pelo comentário. Em parte concordo contigo.

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