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O velho continente europeu poderá mergulhar numa situação muito difícil, devido ao fracasso da liderança e da retórica negativa por parte dos principais governos europeus fazendo com que os partidos extremistas estejam em franca ascensão. O ataque perpetrado por Anders Breivik, em Julho de 2011, que resultou na morte de 77 noruegueses constituiu um forte alerta, para o facto de o extremismo e da violência política não estarem confinados aos que agem em nome de qualquer religião.

O grave problema é que apesar de ter sido considerado um ato isolado, o manifesto citado por Breivik contava com a aprovação dos maiores partidos extremistas da Europa. O aumento do número de votantes nestes partidos está a ter um impacto profundo e evidente nas políticas desses países.

Quer seja em coligações, como acontece na Itália e na Suíça, ou surjam na forma de governos minoritários, como sucede na Holanda, a verdade é que a sua influência é evidente. De alguma forma, os partidos normais têm vindo a adotar políticas que não respeitam os direitos humanos, favorecendo os partidos extremistas, nomeadamente nas políticas contra as comunidades migrantes no geral.

Numa altura em que, face às medidas de austeridade, aumenta o descontentamento popular e o desemprego massificado, estas mensagens arriscam-se a ganhar um apoio considerável e perigoso no caminho do racismo e da xenofobia. Estas medidas dão azo a políticas divisórias, reforçam a ideia de que os direitos humanos das maiorias apenas podem prevalecer e serem respeitados se os das minorias forem colocados de lado, o que acaba por legitimar políticas abusivas em terrenos democráticos.

O crescimento dos partidos extremistas constitui um verdadeiro desafio aos direitos humanos na Europa. O declínio dos direitos humanos na Europa é uma questão que deve constar da lista de preocupações prioritárias dos governantes europeus. Se estas ideias perigosas não forem rapidamente contrariadas, as perdas serão incalculáveis.

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publicado às 19:03



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