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São poucas as empresas que, no ambiente atual, são capazes de atingir um crescimento lucrativo e sustentável. E, nos grandes negócios, o crescimento e a sobrevivência são sinónimos. Incapazes de capitalizar as suas perspetivas de crescimento, os outrora gigantes estão a definhar na teia da complexidade.

O obstáculo que as impede de atingir o seu crescimento não está relacionado com a escassez de oportunidades. O problema reside na complexidade interna, a qual é denominada como o assassino silencioso das organizações. E a estratégia reduz a complexidade. Fornece uma lente com a qual é possível estabelecer prioridades, no que respeita às oportunidades de crescimento e alinha os empregados e os recursos em torno de um objetivo comum.

A gestão estratégica é uma disciplina jovem e muito situacional. E é, pelo menos, tanto arte como ciência. Os líderes percecionam a estratégia de forma diferente. Na maioria das vezes, esta é o resultado de um processo deliberado. Contudo, o ritmo acelerado da inovação, o elevado grau de incerteza e a barreira de ameaças no mercado da atualidade exige uma abordagem mais emergente.

A estratégia não é gestão de crise. É a sua antítese. A gestão de crise ocorre quando não existe estratégia alguma ou quando esta fracassa. Assim, a primeira premissa de uma teoria da estratégia é que a estratégia tem de ser proactiva e antecipatória. A marca distintiva de uma estratégia é fazer uma escolha. Mas isso não significa que não existam ajustamentos. Uma estratégia coesa é flexível o suficiente para responder a condições que se alteram.

É comummente afirmado que a execução é mais importante do que a estratégia. Mas a verdade é que ambas são interdependentes. A estratégia sem execução é inútil e a execução sem estratégia, irresponsável. Os líderes capazes toleram a ambiguidade. Percebem o que é preciso preservar para manter a estabilidade e o que é necessário ser substituído para garantir o progresso. E, por essa razão, os melhores líderes são aqueles que são simultaneamente liberais e conservadores.

Não coloco a minha esperança nos governantes, mas nas empresas. São estas que criam emprego, devolvem a confiança aos trabalhadores, abrem novos mercados, inovam e criam oportunidades. Aos governantes devemos pedir que sejam sensíveis às necessidades dos cidadãos e facilitem as mudanças necessárias nas instituições, nas regulações e nas leis.

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publicado às 20:17



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