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Países de má sorte para se nascer mulher

por franciscofonseca, em 03.07.12

Muitas tradições horrendas, como a escravatura, casamento infantil ou o infanticídio no feminino continuam a ser práticas em muitos países que compõem o G20. O pior país para se nascer mulher é a Índia, onde as mulheres e as raparigas continuam a ser vendidas como objetos, a serem obrigadas a casar-se, em muitos casos, com apenas 10 anos, a serem queimadas vivas devido a disputas relacionadas com o seu dote e, no que respeita às mais jovens, a serem abusadas como escravas do trabalho doméstico.

Tanto ao nível legal como social, as mulheres na Arábia Saudita são cidadãs de segunda classe. Proibidas de conduzir, o que consiste num símbolo de enorme restrição no que respeita à mobilidade das mulheres, não existe qualquer lei que as proteja da violência doméstica e, em tribunal, o testemunho de um homem vale pelo de duas mulheres.

As mulheres indonésias sofrem atos de violência sexual todos os dias, sendo a violação a forma mais frequente dessa violência. Outras formas incluem o tráfico, o assédio e a exploração sexual, em conjunto com a tortura.

Apesar dos progressos inegáveis para as mulheres no que respeita a leis e participação política desde o final do apartheid, a África do Sul possui ainda uma das mais elevadas taxas de violência sexual com base no género do mundo.

No México as taxas de violência contra as mulheres são extremamente elevadas, sendo esta de natureza doméstica, sexual e relacionada com drogas. A china apresenta níveis de descriminação de género extraordinariamente elevados. A preferência pelo filho-homem tem igualmente sérias consequências no desenvolvimento social e económico do país. Milhões de raparigas são dadas como mortas e desparecidas devido a práticas de infanticídio.

A violência doméstica é uma prática disseminada na Rússia, país onde não existem leis de proteção para a mesma, sendo que não existe qualquer tipo de justiça para as vítimas. A prostituição não tem estatuto e as profissionais da área são frequentemente agredidas pela polícia. O tráfico de seres humanos é igualmente uma questão preocupante.

As mulheres e as raparigas na Turquia continuam a ser mortas em nome da honra ou da castidade, a serem forçadas a casamentos precoces ou a escravatura doméstica, sendo sujeitas a todos os tipos de violência. As mulheres são extremamente sub-representadas na força de trabalho e nos órgãos de decisão, ao mesmo tempo que o conservadorismo se torna cada vez mais usual na política, restringindo a liberdade das mulheres e reforçando os papéis de género tradicionais.

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publicado às 22:01


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