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Sinto-me angustiado com a situação do meu país

por franciscofonseca, em 17.07.12

Vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tudo é relativo, subjetivo, obscuro e incerto.

O meu país está mergulhado numa grave crise económica e social, mas ao mesmo tempo numa profunda crise de lideranças, que são incapazes de rasgar horizontes, de projetar um país de futuro, desenvolvido, credível, onde todos os cidadãos sintam orgulho em viver.

Hoje, as nossas lideranças seguem a corrente dos mercados da aparência, da imagem, do marketing, ou seja, são espampanantes, pouco racionais, pouco prudentes, clamam por políticas frenéticas, gritam, gesticulam, têm comportamentos espalhafatosos, usam palavras bacocas e não aceitam a contingência do fracasso como homens.

Normalmente são mal-educados, passam a vida a denegrir colegas de profissão, os seus adversários, fazem grandes blefes, provocam, fantasiam, colocam-se em bicos de pés, a culpa é sempre dos outros e não sabem fazer uso da nobreza do silêncio. As tendências ditam as regras, os líderes têm de ser indiscretos, pouco sensatos, pouco afáveis, muito espetaculares nas atitudes, num mundo e numa sociedade que clama por sangue, aldrabões, falcões e abutres.

Nos dias de hoje, a vida pública, económica e social transformaram-se em verdadeiras selvas humanas, de pessoas sobranceiras, sem qualidade, sem competência e sem ética. Ainda acredito num país melhor, mas a esperança é cada vez menor.

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publicado às 22:07


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