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A maior utopia do mundo atual

por franciscofonseca, em 31.07.12

É comum dizer-se que as utopias estão mortas, mas a realidade que as alimentou e justificou durante séculos continua bem viva. As desigualdades em todo o mundo, desde o triunfo do liberalismo desenfreado, nos anos oitenta, são cada vez maiores. As profundas desigualdades na distribuição da riqueza no mundo atingiram atualmente proporções verdadeiramente chocantes. Em cada 3,5 segundos morre um ser humano à fome. Cerca de 1,2 mil milhões de pessoas vivem em condições de pobreza extrema, com menos de um dólar por dia.

Desde 1990, data marcante do início do fenómeno da globalização, o número de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia aumentou para três biliões. Mais, hoje, metade da população vive com menos de dois dólares por dia. Que organização económica é esta que obriga metade da população mundial a viver com menos de dois dólares por dia? Que mundo é este em que vivemos?

O desperdício de recursos nos países mais ricos está a conduzir a humanidade para caminhos muito perigosos, em termos de sustentabilidade do ser humano. Sabe-se que bastava que nestes países, se deixassem de alimentar os animais domésticos à base de cereais e de soja, e estes alimentos fossem distribuídos pelos necessitados, para se pôr fim à fome no mundo.

Nos últimos tempos e presentemente milhões de pessoas afogam-se no consumismo e no desperdício enquanto centenas de milhões de pobres e famintos apelam à solidariedade dos mais afortunados, que é inexistente. Esta é a maior utopia deste nosso mundo, isto é, a grande esmagadora maioria dos homens perdem a saúde para juntarem dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.

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publicado às 16:05



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