Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

24
Mai 12

A decisão de elaboração do plano de contingência, para preparar o abandono grego foi tomada pelo Grupo de trabalho do Eurogrupo, que integra especialistas designados pelos ministros das Finanças dos países que integram a zona euro. O grupo acordou que cada país da zona euro deve preparar individualmente um plano de contingência, sobre as potenciais consequências de uma saída da Grécia da zona euro.

Um dos medos acerca de uma saída da Grécia do euro é que ninguém sabe mesmo que impacto terá. Aquilo com que a maioria dos líderes europeus está preocupada é com um colapso do sistema bancário, na maioria dos países da europa e principalmente da França e da Alemanha.

A troika previa que a economia grega se contrairia 4,5% este ano. Ora, muitos economistas preveem que chegue aos 7%. Isto significa que no espaço de apenas quatro anos, a economia grega caiu quase 25%. Isto é devastador. E torna difícil alcançar quaisquer metas no rendimento que possam reduzir o défice orçamental. Isto tem de ser reexaminado antes que a economia seja completamente destruída. Não há qualquer forma de cumprir o programa se a capacidade da Grécia pagar a sua dívida está afetada pelo aprofundamento da recessão.

Se um governo anti memorando for formado, a partir de novas eleições, então a possibilidade de abandono é real. Mas a Grécia tem um grande trunfo na manga para se manter no euro. A carta escondida em Atenas vale cerca de 640 mil milhões de euros. Pode provocar um sismo nas contas da troika, do Banco Central Europeu e dos credores privados da dívida grega, que, ainda, agora aceitaram uma reestruturação voluntária.

publicado por franciscofonseca às 17:58
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05
Abr 12

O número de desempregados, na maior parte dos países desenvolvidos continua a engrossar e as perspetivas de inversão são muito débeis. Isto pode ser explicado na forma como o homem desenvolve tecnologia de substituição para a presença humana. Os progressos tecnológicos estão a acontecer a um ritmo alucinante e muitas pessoas perdem a corrida contra as máquinas, pois não conseguem ganhar novas competências, para encontrar novos empregos. Assiste-se a uma crescente desmoralização, principalmente no continente europeu, causada pelo desemprego galopante, que constitui num dos maiores perigos para a nossa sociedade.

As empresas pensam cada vez mais no curto prazo, ou seja, formas rápidas de rentabilizar o negócio. A solução mais fácil e eficaz é cortar nos custos através da utilização de progressos tecnológicos que automatizem processos e eliminem a necessidade de contratar mais trabalhadores para produzir melhores resultados, isto é, não são criados novos postos de trabalho, mas sim eliminados. Em Portugal, milhares de trabalhadores dos hipermercados, dos postos de abastecimento de combustível, das portagens nas autoestradas, dos bancos, da indústria e do comércio de uma forma geral ficaram e continuam a ficar desempregados sem qualquer perspetiva de futuro.

Por outro lado, os sistemas educacionais estão concebidos para criar um vasto número de generalistas, poucos especialistas e muito menos híper-especialistas, quando a realidade atual, cada vez mais complexa exige trabalhadores mais especializados.

O problema agrava-se porque as políticas governamentais estão inquinadas pelo poder financeiro e o desinvestimento presente na educação tornará os países irremediavelmente mais pobres. Esta incapacidade crónica de fornecer uma educação de qualidade e acessível para a maioria da população arrastou-nos para esta situação. Para escaparmos à grande estagnação e ganharmos a corrida contra as máquinas, são necessárias ações urgentes e concretas no plano educacional. Para lutarmos contra a maior ameaça para a sociedade atual, é necessário um investimento direcionado na educação, de uma maior regulação, de mais formação e de programas sociais para os info-excluídos deixados para trás na corrida contra as máquinas e nas inovações que suprimem os empregos.

publicado por franciscofonseca às 19:20
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23
Mar 12

A ambição, cheques chorudos no final do mês, benefícios vários e a aspiração a uma vida de luxo no futuro é o sonho da maior parte do comum dos mortais. Este era o sonho antes de a crise ter eclodido em 2008, para uma grande parte das pessoas. Hoje, a realidade é bem diferente, o poder político esta subjugado ao poder financeiro, os bancos beneficiaram, de forma escandalosa, do trabalho árduo das pessoas, mas, hoje em dia continuam a beneficiar e a pedirem ainda mais esforços aos mesmos, através dos governantes de cada país. Naturalmente, quando as pessoas não gostam da forma como estão a ser tratadas, começam a manifestar-se.

Os decisores políticos têm que urgentemente repensar e reformular a governação económica na Europa e no Mundo, caso contrário, o maior projeto de unificação de povos e culturas desaparecerá. As medidas avulsas de emergência foram necessárias para evitar males maiores. Mas, o caminho a percorrer é tortuoso, ou seja, pensa-se em corrigir os défices, mas tem que se corrigir os superavits. Não podemos ter países com défices de 5% e outros com superavits de 6%. Não há moeda única que resista a estes desequilíbrios. Este é o verdadeiro problema da crise do euro e da zona euro, pois, o endividamento não é um problema só português, não é um problema só europeu, é um problema global.

É chegado tempo de olhar para o mundo tendencialmente mais globalizado, pensar nas mudanças ocorridas, no que essas mudanças exigem, em termos soluções globais e mudar radicalmente a governação económica mundial, caso contrário esta crise poderá durar por longos anos. Os decisores têm de ter consciência de que se os desequilíbrios a nível global, em termos de endividamento, de défices, assim como dos superavits não forem corrigidos, o futuro que nos espera será, tanto a nível político, económico e social, catastrófico. A classe média desaparecerá num curto espaço de tempo e muitas pessoas mergulharão na pobreza.

O risco é elevado, as situações de crise despertam nas pessoas os seus maiores medos. As pessoas sentem-se revoltadas porque não percebem qual é o sentido de lutarem para bens comuns. As pessoas já não sabem para o que estão a contribuir, sendo extremamente castigador e frustrante, pelo que recorrem à dinâmica de sobrevivência de cada um. Aqui reside o grande perigo dos nossos tempos.

publicado por franciscofonseca às 19:19
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18
Fev 12

Muitas têm sido as reuniões e as cimeiras mundiais organizadas por aqueles que criaram a crise e que continuam a clamar que são eles que têm a solução para a crise. E nunca sairemos do mesmo, porque são sempre as mesmas pessoas, não democráticas, que tomam as decisões. Grande parte destes eventos constituem-se como refúgios luxuosos, com grande cobertura dos media, mas com finais vazios de ideias, de como repensar profundamente os sistemas financeiros.

O planeta conta agora com mais de 225 milhões de desempregados, uma em cada três pessoas é pobre, 1% das famílias em todo o mundo carrega no bolso 40% de toda a riqueza existente, os salários, enquanto percentagem do PIB, estão em mínimos históricos e os lucros empresariais, enquanto percentagem do PIB, nos máximos igualmente históricos. Este modelo capitalista terá de ser repensado, enquanto não surgir um novo modelo económico alternativo.

O que é comum ao mundo inteiro na atualidade é a incerteza económica e financeira, o aumento da desigualdade de rendimentos e riqueza, os grandes desafios da pobreza e os efeitos do desemprego provocado pela crise financeira. A crise das dívidas soberanas europeias, em conjunto com os cortes orçamentais, está a piorar sobremaneira a recessão, principalmente na Europa. Estamos a viver um ciclo vicioso e a austeridade fiscal para resolver o problema da dívida só está a tornar tudo pior.

No velho continente europeu a mistura explosiva está a ser cozinhada. Os medos relativos à perda de cultura, competição pelos recursos económicos, desemprego galopante, falência do estado social constituem as principais causas que explicam a intolerância crescente na Europa. E, como seria de esperar, a atual crise económica e financeira, cuja grande consequência é a austeridade irá, muito provavelmente, exacerbar esta intolerância. A globalização corre o sério risco de descarrilar, o que constitui uma ameaça para a economia global.

publicado por franciscofonseca às 12:04
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02
Jan 12

Portugal enfrenta um dos seus maiores desafios dos tempos de democracia. A economia portuguesa não cresce há uma década. Sem crescimento económico, a degradação do Estado social e o agravamento do desemprego e da pobreza serão uma inevitabilidade e a capacidade para pagar o empréstimo externo uma perigosa incerteza.

É urgente corrigir desequilíbrios estruturais e voltar a colocar o país numa trajetória de crescimento económico sustentado que possibilite a criação de riqueza, de emprego e de bem-estar social, mas as reformas tardam em ser implementadas, mesmo com uma conjuntura favorável para a sua aplicação.

Por outro lado, dinamizar a economia portuguesa requer novas capacidades de investimento que alicercem estratégias de crescimento orientadas para a inovação e internacionalização, só possíveis de alcançar com a resolução dos problemas de liquidez e da generalização do acesso ao crédito a custos competitivos. Mas a banca portuguesa necessita de reorientar mais o seu crédito para as empresas em detrimento do crédito pessoal.

A atual crise portuguesa coloca uma emergência individual, uma emergência económica, uma emergência social e uma emergência política. O presidente português no seu discurso de ano novo ao país não disse nada de muito significativo, mas também não seria de esperar outra coisa.

Os sacrifícios pedidos pela classe política estão a ser redistribuídos de forma desigual. Esta distribuição desigual é determinada não só pela necessidade mas também por aqueles que detêm o poder e o controlo sobre as instituições nacionais e europeias. Aqui reside o maior perigo da sociedade portuguesa entrar em convulsões, que em nada contribuirá para a resolução da grave situação em que o país mergulhou.

publicado por franciscofonseca às 14:13
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19
Dez 11

Como escreveu um grande economista “o sistema monetário de um país é o reflexo de tudo o que a nação quer, faz, sofre, é”. A crise que se abateu sobre a União Europeia vai muito mais além do que o euro. À medida que os títulos da dívida, as cotações das ações e dos bancos se afundam, que a probabilidade do mundo vir a enfrentar uma nova recessão se avoluma, a principal preocupação dos dirigentes europeus está centrada, na tentativa de evitar que ocorra um colapso económico e financeiro.

O euro só se pode tornar numa moeda sólida se os europeus conseguirem obter respostas sobre algumas questões fundamentais, das quais tem fugido como o diabo foge da cruz. E na sua essência está a forma como os diferentes países pretendem enfrentar um mundo em mudança contínua e acelerada. Como enfrentar um processo de globalização que tem retirado ao Ocidente a supremacia tecnológica que o tornou rico? Como lidar com o problema de uma Europa envelhecida que cada vez mais se assemelha à península ocidental de uma Ásia pujante?

Os europeus estão envolvidos num debate intenso, do qual resultará o estabelecimento de novos limites para o estado social; um novo balanceamento entre a Alemanha, a França, e a Inglaterra, que estabelecerá o novo rumo da EU e do euro. O receio que alguns países não consigam honrar os compromissos assumidos pela sua dívida está a arruinar os bancos europeus, principais detentores dessas dívidas.

As medidas de austeridade que estão a ser implementadas, que conduzirão necessariamente ao abrandamento da atividade económica, agravam mais o problema. Se os países entrarem em recessão, as dificuldades dos governos em honrarem os seus compromissos aumentarão. E essa possibilidade enfraquece ainda mais a posição dos bancos, com consequências ao nível do investimento e do crédito disponível.

Será que a Europa é capaz de se afastar do abismo? Só se um grupo de países decidir apoiar os outros, desde que estes estejam dispostos a submeter-se a reformas políticas, sociais e económicas radicais. E que ninguém tenha a mínima dúvida sobre quão difícil será levá-las a cabo. Já agora alguém sabe dizer-me que reformas estão a ser feitas em Portugal?

publicado por franciscofonseca às 21:00
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08
Nov 11

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, tem consciência das implicações do resultado da votação de hoje na Câmara, assim, porá o seu mandato à disposição do Presidente da República, Giorgio Napolitano, depois de aprovadas as primeiras reformas económicas exigidas pela União Europeia.

Silvio Berlusconi dominou as políticas italianas durante os últimos 17 anos. Homem polémico, indiscreto, eterno apaixonado por mulheres, onde os escândalos sexuais nunca o demoveram, como as famosas festas “bunga-bunga” (sinónimo de orgia), de continuar à frente do executivo italiano. Deixa um país com graves problemas estruturais na Administração Pública, nas instituições, com índices de corrupção elevados e com um legado muito pesado para as futuras gerações.

Relativamente as festas privadas, Berlusconi tem negado tudo o que tem sido noticiado, afirmando que os encontros serviam apenas para jantar, conversar e cantar.

O comissário europeu para negócios económicos, Olli Rehn, descreveu a situação económica e financeira Itália, terceira economia europeia, como muito preocupante, pois a dívida pública de Itália ronda os 120% do PIB italiano. Veremos os próximos capítulos sobre a Itália e as implicações para a zona euro.

publicado por franciscofonseca às 22:02
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27
Out 11

A cimeira europeia terminou altas horas da madrugada, os países da zona euro acordaram aumentar para um bilião de euros, o fundo europeu de estabilização para ajudar países como Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Outra medida acordada tem a ver com a recapitulação da banca, pois os bancos europeus perderam cerca de 100 mil milhões de euros, devido ao perdão de 50% da dívida grega.

No caso português o BCP e o BPI vão recorrer aos capitais do Estado para fazer a sua recapitulação, passando a ter o Estado como accionista. A CGD não pode recorrer a este fundo, terá o Ministro das finanças de encontrar cerca de 2 mil milhões de euros.

Mas a grande novidade, desta cimeira é que vamos ter de viver em austeridade nos próximos quinze a vinte anos, com os investidores a retraírem-se e a aumentar o risco em futuros empréstimos. A zona euro terá de caminhar para um orçamento comunitário e os mecanismos de controlo terão de ser mais apertados e eficazes, caso contrário tudo será inócuo.

A este respeito, deixo uma pequena história que achei deliciosa e partilho convosco: Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, na sua enorme limousine, quando viu dois homens à beira da estrada a comer relva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saiu, perguntou a um deles: - Por que estão a comer relva? - Não temos dinheiro para comida - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.
- Bem, então venham à minha casa, que  eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro.

E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe: - Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse: - Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também - Respondeu o banqueiro. E entraram todos no enorme e luxuoso carro. Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse: - O senhor é muito bom, muito obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu: - Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20 centímetros de altura!

Moral da história:

Quando tu achares que um banqueiro (ou banco) está a ajudar-te, não te iludas, pensa mais um pouco...pois eles são um dos grandes responsáveis por toda esta crise, mas apesar dos crimes cometidos têm sempre o Estado para lhes dar a mão, ou seja, os próprios contribuintes, que já muito exploram.

publicado por franciscofonseca às 15:14
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25
Out 11

Sangue, suor e lágrimas. A situação em Portugal pode tornar-se insustentável em termos de desagregação social, que pode desembocar numa crise do sistema democrático. O movimento global dos “indignados”, que dia 14 de Outubro ocupou 951 cidades em 82 países, entre as quais se destacam Madrid, Londres e Roma, apontou o sistema financeiro, como a principal causa da crise mundial e reivindicam uma mudança globalizante da democracia.

Todos sabemos que o país está insolvente, falido, a braços com uma grave crise financeira. Parece-me que a eliminação dos subsídios de férias e Natal, dos funcionários públicos constitui uma medida violenta, injusta e discriminatória. A vida de muitos portugueses caminhará para a insolvência económica, que deixarão de cumprir alguns compromissos assumidos, assim como serão afectados na sua dignidade.

Este orçamento de Estado vai indignar, revoltar e deprimir um grande número de portugueses, que ficarão desacreditados de todas e quaisquer políticas que venham a ser tomadas. Existe um sentimento generalizado, de que os sacrifícios não vão ser igualmente repartidos, pois o primeiro sinal deveria de ser dado pelos governantes. A equidade foi muito mal tratada.

Dos vergonhosos salários dos principais gestores, de algumas empresas de capital público, ninguém falou em cortes, como são o caso da TAP, CGD, entre outras. As grandes fortunas usam e abusam dos off-shores, para fugirem aos impostos, com o conhecimento dos senhores das finanças.

Isto e muito mais cria um sentimento de desigualdade, indignação, revolta e inquietação, que pode levar o povo a deixar de ter brandos costumes. Os políticos portugueses e europeus estão completamente errados, no modelo que estão a seguir, mas se as pessoas se indignarem, reclamarem e reagirem, provavelmente ainda se poderá evitar o sangue, suor e lágrimas.

publicado por franciscofonseca às 20:27
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22
Out 11

 

As medidas de austeridade, colocam os portugueses em grandes dificuldades económicas, com muitas interrogações quando ao futuro e com elevados níveis de insegurança na sua vida quotidiana. Portugal chegou à presente crise, principalmente devido à muito pouca transparência com que foi conduzido o Estado durante estes anos. Numa altura em que são pedidos tantos sacrifícios a todos os portugueses, o país não aceita que a corrupção continue a minar os pilares da “democracia”.

A principal fonte de corrupção está identificada, envolve elevadas verbas e, reside sobretudo no financiamento dos partidos por empresas a troco do respectivo favorecimento quando o partido alcançar o poder. É perfeitamente perceptível a estreita conexão entre o sistema económico e o financiamento do sistema político, através do financiamento dos partidos políticos como interlocutores privilegiados de acesso ao poder.

A legislação feita pelos deputados é perfeitamente imperceptível, com muitas regras para ninguém perceber nada, muitas excepções para beneficiar os amigos e um ilimitado poder discricionário para quem aplica a lei. A lei é feita à medida, para poder ser driblada, pelos advogados que a "cozinham". Os representantes do povo estão ao serviço de quem os financiou e não de quem os elegeu, sendo a lei do financiamento dos partidos uma vergonha nacional. Todos vemos a troca constante de cadeiras entre o governo, bancos, empresas com peso na bolsa e as grandes construtoras.

Quantos casos de corrupção envolvendo políticos, empresários com fortes ligações ao sistema político foram noticiados, tornados públicos, mas são muito poucos os que tenha havido acusação, julgamento e condenação. Nunca lhes acontece nada, continuam a multiplicar o património de forma inexplicável, os julgamentos são constantemente adiados, pelo uso de subterfúgios manhosos que a lei consente, até à prescrição dos crimes. A impunidade é a regra.

Esta é uma realidade incontornável, a corrupção existe em todos os sectores da sociedade, sendo um problema do modo como é bem ou mal governada. Os ministérios estão tomados e infiltrados por estes poderes obscuros, que acabam por conduzir os destinos de todos os portugueses. Sinto que os portugueses estão a ficar cada vez mais asfixiados, pois a factura de tudo isto vem parar sempre às mãos dos mesmos. Cuidado que o povo também se cansa e as revoltas acontecem, quando menos se espera.

publicado por franciscofonseca às 11:25
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