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Actualidade e a crise

por franciscofonseca, em 18.06.09

Esta crise importada de facto não o é para o nosso país, a braços anteriormente com uma crise interna de que a adesão à Europa e depois ao Euro, terá adiado a evidência, mas que com a má utilização dos dinheiros da UE e a contínua venda ao desbarato dos activos nacionais, como são exemplo a Galp, EDP e a PT, colocou a descoberto.

Mas quais os factores determinantes da latente e agora exacerbada crise nacional?

 

Primeiro sem dúvida a baixa produtividade da nossa economia. Somos ainda uma economia sem noção da globalização.

 

Em segundo, a maioria de negócios produtivos não são competitivos quando comparados com empresas estrangeiras que actuam em território português ou no estrangeiro.

 

Outra razão consiste no desmantelamento de sectores como a Agricultura e as Pescas. E nós um povo com tradições e com uma forte genética ligada ao mar.

 

Depois, uma estratégia desastrosa no que respeita à energia e aos transportes. Somos um país super dependente do ouro negro e, temos todas as condições de termos dos principais portos da Europa.

 

Finalmente, o vazio de ideias da nossa classe política, acompanhada por um descrédito cada vez maior dos cidadãos, nos partidos e nas principais instituições democráticas em Portugal.

 

E a cereja que falta no cimo do bolo são os pequenos burgueses sedentos de riqueza e de “novo-riquismo” existencial que vão destruir o nosso país se não os travarmos…

 

Francisco Fonseca      

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publicado às 22:32

Queijo suíço em Portugal

por franciscofonseca, em 09.06.09

 

A ilha da Madeira foi descoberta no ano de 1420. Reza a lenda que de Porto Santo se avistavam umas nuvens escuras que os marinheiros pensavam ser o inferno (o fumo das almas penadas a arder...) ou o sítio onde os barcos cairiam num abismo, borda fora do mundo!

Apesar destes temores, João Gonçalves Zarco embarcou com alguns homens num barco e foi andando, apesar do pânico da tripulação, até encontrar terra firme: a Ponta de S. Lourenço, à qual foi dado este nome por ser o do capitão do navio.

De facto, a madeira tem os seus encantos paisagísticos. Em termos de investimento em infraestruturas, principalmente em túneis é impressionante ver onde foram gastos tantos milhões de euros, mas necessários ao desenvolvimento das populações e do turismo, principal fonte de receita da Madeira.

A ilha da Madeira mais parece um queijo Suíço. Espero que no futuro possa haver algum retorno deste esforço, para bem da República!

Este é um dos muitos túneis da ilha. Passei em alguns com aproximadamente 4 Km de comprimento. É obra!

 

Uma bela vista do restaurante "Quinta do Furão" , sabores muito tentadores.

As piscinas naturais de Porto Muniz, são uma deslumbrante vista e, equilíbrio da acção do homem com a natureza.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 16:40

Mesmo nestas circunstâncias as pessoas votam

por franciscofonseca, em 03.06.09

Apesar de todas as razões que tornam as eleições europeias desinteressantes, mesmo assim, quase metade dos eleitores europeus vão votar nestas eleições.

Não deixa de ser um bom sinal para os defensores da integração europeia.

Mas quais os factores que estarão na origem deste distanciamento?

Primeiro, o eleitorado português denota pouco interesse pelo debate dos assuntos europeus, comparativamente com os países da Europa central.

Em segundo, os políticos não são capazes de discutir os verdadeiros assuntos europeus, principalmente por desconhecimento e porque isso não dá votos.

Por último, na boa verdade por não haver uma verdadeira política europeia, que sustente o projecto europeu e que motive os europeus.

Mas porque é que as pessoas vão votar?

Simplesmente porque é um direito cívico, por identificação “clubista” e em sinal de protesto pelas políticas implementadas pelos governos.

De facto, estas eleições europeias cada vez mais perdem interesse, se os políticos não mudarem ou forem mudados e não aparecer um verdadeiro projecto europeu, este acto eleitoral estará condenado no futuro.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 15:05

Liderança precisa-se

por franciscofonseca, em 22.05.09

A liderança tem inspirado milhares de autores, e muitas teorias existem publicadas.

Mas hoje vou-me atrever a resumir alguns passos, na minha opinião, para o sucesso de uma boa liderança.

Primeiro, a liderança é um caminho envolvendo múltiplos actores e intervenientes.

A liderança envolve perigos e tentações, mas coragem, autenticidade e sensatez são fundamentais.

Não há bons líderes sem bons seguidores, e vice-versa. É fundamental para os líderes proporcionarem bom desenvolvimento aos seguidores.

Todos os líderes são incompletos e imperfeitos, pois necessitam do complemento dos outros.

Os bons líderes conhecem-se a si mesmos, esforçando-se para tal. Liderar os outros implica autoconhecimento.

Para se alcançar a paz no exercício de liderança, pode ser necessário a guerra. Quando se perseguem objectivos nobres pode ser necessário ter coragem para guerrear obstáculos.

Nenhum líder é uma ilha. A liderança é um fenómeno de partilha. Quem não perceber isso, mais tarde ou mais cedo vai morrer na praia.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 19:21

Morrer do mal ou da cura!

por franciscofonseca, em 14.05.09

Um sorriso com alguma esperança, que a mudança aconteça!

 

Ontem tive de recorrer a saúde pública, fui ao hospital Francisco Xavier, por apresentar alguns sintomas febris.

Na triagem, o primeiro diagnóstico, resfriado acompanho de febre, mas nada de urgente. Interpelei a enfremeira dizendo-lhe que tinha chegado do Chade fazia 4 dias. Ela, muito admirada, perguntou: “onde fica isso?” e, o meu caso passou a ser muito urgente, tive de colocar uma mascara e ir para uma sala isolada.

De imediato sou chamado e a doutora que me esperava, só de ouvir a história da viagem, sem me fazer qualquer auscultação, começa a ler um protocolo assinado pela respectiva ministra e, diz-me: "o senhor vai ser transferido para o hospital Curri Cabral, pois é um caso suspeito da Gripe A."

Por uns segundos fico perplexo, mudo de cor, fico gelado, a ferver, mas consigo pensar por uns segundos. Perguntei a médica como é que ela fundamentava a suspeita, sem me fazer qualquer exame. Mais, caso ela não explica-se eu sairia de imediato do hospital.

Foi então que chega a chefe do serviço e manda-me fazer uma quantidade de exames. Chegados os exames, a médica faz mais um diagnóstico brilhante e, diz: "o senhor está com uma pneumonia avançada ou tuberculose."

Bem, pensei, a coisa já melhorou. Entretanto chega um outro médico e diz: "isto será melhor encaminhar para o pneumologista."

Nisto tudo já tinham passado 5 horas. Chega finalmente uma especialista na matéria, vê os exames, manda fazer mais um e, passa-me uma mensagem de tranquilidade. Concluído o exame, vem um novo diagnóstico. Infecção pulmonar causada por uma bactéria ou virose.

Eu que procurava a ajuda na saúde pública, quase entrava pelas portas da morte, pois a médica ainda teve o desplante de dizer: “o que mais me custa é que se o senhor não estiver infectado, vai acabar por ficar”. Obrigado senhora pneumologista! Menos pânico, senhora doutora!

Francisco Fonseca

 

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publicado às 18:29

As belas vistas

por franciscofonseca, em 11.05.09

 

De regresso a realidade portuguesa, constato que a criminalidade, a insegurança em cerca de 53 bairros problemáticos é cada vez mais preocupante.

Ainda estamos longe da realidade das favelas do Brasil, mas por este andar, se não forem tomadas medidas urgentes e eficazes no combate a este fenómeno, muito em breve se tornará incontrolável.

O trabalho das polícias é cada vez mais exigente, para além de ser feito, quase sempre, com a cobertura dos meios de comunicação social. Mas desenganem-se aqueles que pensam que as policias são a solução para estes problemas sociais.

Nas últimas décadas em Portugal, a estrutura da família, da economia e do mercado de trabalho sofreu alterações profundas. E se fizermos uma análise mais demorada, somos levados a concluir que a sociedade actual é bem mais complexa que a sociedade dos nossos pais e avós.

Desta forma soluções simples para problemas complexos não dão bom resultado.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 14:02

Complicação ou simplificação

por franciscofonseca, em 09.04.09

Hoje todos nos falamos que a culpa é do sistema. O sistema não funciona, contra o sistema não vale a pena lutar, temos de alterar os paradigmas, os comportamentos, e um cem número de outras palavras complicadas.

 As vezes ponho-me a pensar e surge-me esta pergunta: - somos complicados por natureza? Ou será necessário olhar para as coisas complicadas e torná-las simples. Os momentos por que passamos actualmente, tem muito a ver com a nossa capacidade de complicar aquilo que é simples e, não conseguirmos simplificar aquilo que é complexo.

 

Por exemplo, os princípios económicos que fomos ao longo da história construindo, vão continuar a prevalecer e a dominar a economia mundial. Mas será necessário acrescentar outros de grande importância para o sistema funcionar, como a responsabilidade social, a coerência ética e a capacidade de auto-regulação.

 

Para completar o puzzle é necessário, à sociedade civil deixar o comodismo e fortalecer ao nível dos princípios, passando por uma reforma dos partidos políticos e do sistema eleitoral.

 

Será impossível continuar num sistema da crítica pela crítica, tem de haver um comprometimento daqueles que a fazem e, o sistema de cartel instalado que serve o Estado, tem de sofrer a intervenção de outros agentes que fiscalizem os dirigentes.

 

Muito sinceramente acho que poderíamos  simplificar muito mais a nossa existência!

Francisco Fonseca

 

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publicado às 00:34

A Reforma do Sector Público em Portugal

por franciscofonseca, em 21.03.09

Ontem regressei a minha Faculdade, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, para assistir, na companhia de um grande amigo, a uma conferência que teve como tema, o balanço da reforma do sector público em Portugal.

A conferência teve como oradores principais, o Professor Doutor Christopher Pollit da Universidade de Leuven, editor da International Review of Administrative Sciences e o Professor Catedrático Doutor Oliveira Rocha, Director do Departamento de Relações Internacionais e Administração Pública da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.

Das intervenções destas duas autoridades Internacionais e Nacionais, ficamos a saber que a reforma da Administração Pública Portuguesa se encontra numa fase, em que não é possível avaliar o seu estado, nem quantificar as reformas.

Para Christopher Pollit os impactos da reforma modelada pelo “new public management” na sua generalidade assentam em legislação de pura retórica e, em nada beneficia as reformas de fundo.

Oliveira Rocha vai mais longe e refere que a legislação produzida está em estado de coma profundo, pois em termos das reformas necessárias, nada trouxe de novo, bem pelo contrário, confusão e distorção de funcionalidades.

Vamos ter de esperar, provavelmente mais uns anos para ver os resultados desta reforma iniciada em 2003, se é que vai haver resultados palpáveis, ou se tudo fica na mesma na quintinha dos senhores políticos.

Francisco Fonseca

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publicado às 16:57

Trabalhadores portugueses elogiados

por franciscofonseca, em 07.03.09

Durante a visita de Estado a Alemanha, o Presidente da República, ouviu da boca do presidente da Volkswagen "um grande elogio ao sentido de responsabilidade dos trabalhadores portugueses".

Das palavras proferidas pelo Presidente, "Gostei de ouvir o que ele me disse do ambiente de negócios em Portugal, sobre o sentido de responsabilidade da mão-de-obra portuguesa" pode tirar-se varias elações.

Primeiro, que os trabalhadores portugueses são responsáveis e competentes, comparativamente com os demais parceiros.

Segundo, que os trabalhadores portugueses apresentam níveis de produtividade altos, quando entregados em empresas, quer com recursos humanos, quer tecnologicamente avançados.

Terceiro, que todos os males de que Portugal padece, não se devem só a falta de produtividade do tecido produtivo.

A meu ver as causas para Portugal apresentar atrasos significativos, quer em termos estruturais, quer em termos de desenvolvimento, prende-se com causas, que tem que ver com mentalidade comportamental, dos dirigentes que tem implementado e conduzido politicas públicas erróneas nos sectores chave da nossa sociedade, durante demasiado tempo.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 10:13


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