Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

05
Abr 13

Existem fatores transformadores que estão na origem da decadência do poder político; são eles, a expansão do conhecimento, a mobilidade e a revolução das mentalidades. Por outro lado, os dirigentes partidários da esquerda e da direita sabem que o poder se encontra cada vez mais centralizado. Em muitos países, a crise financeira está a aumentar as desigualdades, com os plutocratas a enriquecerem cada vez mais, a classe média a desaparecer e os pobres a serem esmagados.

Hoje vivemos tempos em que o poder está a sofrer deslocalizações do Ocidente para o Oriente, de Norte para Sul, dos ministérios governamentais para as praças públicas e dos homens para as mulheres. Os governos estáveis começam a ser uma raridade, sendo mais fácil ganhar o poder, mais complexo de o exercer e cada vez mais difícil de o manter.

Em muitos países os partidos tradicionais estão a ser substituídos por novos, como acontece com o Independence Party no Reino Unido ou o Movimento Cinco Estrelas de Beppe Grillo na Itália. Assim, o poder político torna-se mais deslizante, o mundo está a ser governado por políticas de curto prazo, os políticos falham constantemente a resolução dos problemas de longo prazo, como por exemplo no desarmamento e nas alterações climáticas.

Estas dinâmicas de poder podem no futuro aumentar o espaço para ditadores, tiranos e monopólios de poder, ou resultar numa perigosa paralisia e estagnação das sociedades. Para combater estes perigos é necessário que surja uma vaga de inovação política e institucional. A incerteza e a instabilidade política dificultam os consensos entre os principais líderes mundiais, cada vez mais enfraquecidos, incapazes de impor a sua vontade perante o poder financeiro, falhando duramente na prevenção de conflitos fiscais e orçamentais, que resultarão em maior ineficiência e turbulência na governança global. Esta tendência perturbadora do sistema global muito menos resiliente implicará cada vez mais instituições nacionais e internacionais frágeis e enfraquecidas. Será que o poder político conseguirá ganhar novo folgo?

publicado por franciscofonseca às 16:14
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06
Jan 13

A evolução da crise na europa já conheceu vários estados, começou através contágio da crise dos Estados Unidos em 2008, depois seguiu-se a crise financeira do endividamento grego, que rapidamente alastrou à Irlanda, Portugal, Espanha, Itália e levou muitos outros países a adotarem políticas de austeridade na governação.

Presentemente, o continente europeu debate-se com uma crise financeira, económica, política, bancária, institucional e principalmente social. Todas elas estão intrinsecamente ligadas, colocam desafios muito complexos, e por sua vez exigem liderança, políticas e alterações institucionais de fundo, que a Europa neste momento não está capaz de implementar. As negociações entre 27 estados-membros são de grande complexidade.

Muitas ideias existem atualmente para resolver os problemas da Europa, mas não podem ser consideradas isoladamente sem uma perspetiva mais abrangente, do que é exequível ou não, dentro do contexto europeu. A Europa neste momento encontra-se numa encruzilhada: a desintegração que conduzirá ao colapso ou uma maior integração que levará à prosperidade. Só através da segunda opção será possível a Europa ultrapassar esta tempestade, manter o euro, e crescer economicamente de forma sustentável. 

A incerteza atual irá permanecer, pois esta crise não tem uma solução fácil. Os principais políticos europeus estão profundamente divididos quanto ao futuro e caminhos a seguir. Fora da Europa, na Ásia e Estados Unidos, existe a plena convicção que o euro irá colapsar e a desintegração será inevitável. Mas esta perceção poderá ser influenciada pelo desconhecimento histórico e pelo sensacionalismo gerado pelas más notícias.

Estou em querer que as dores vão chegar a todos os países, e quando assim for existirá uma maior união no seio da Europa. Espero que aproveitem os ganhos que resultarão dessas dores, para poderemos abrir um novo caminho de partilha e muito menos entroicado. 

publicado por franciscofonseca às 18:38
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23
Dez 12

Este ano revelou-se bastante complexo, com paradoxos a merecer destaque, como a pobreza, a ganância desmedida, a desigualdade crescente e ameaçadora, e a falência das lideranças mundiais. Será que este mundo cada vez mais incerto, disruptivo e caótico está mesmo virado do avesso ou pelo contrário esta complexidade ultrapassa o sistema cognitivo dos políticos mundiais, que impede os consensos desejáveis para o colocar no eixo certo.

As razões mais comuns para a crise económica que vivenciamos passam pelo fracasso geral das últimas gerações de políticos e das políticas públicas, conjuntamente com instituições infiltradas por interesses, que concentram o poder apenas em alguns servindo apenas para explorar o resto da população, perpetuando um ciclo vicioso.

Presentemente, os mercados financeiros invadem e se impregnam nos governos dos países e nas principais instituições, arquitetando a maioria das políticas sobre as questões da vida pública. Hoje vivemos como se a nossa maior liberdade fosse aquilo que consumimos. Sem sombra de dúvidas, quer o mundo, quer a vida social e as relações pessoais são dominadas por formas de pensamento económico.

Na nossa sociedade tudo está à venda, a desigualdade e a corrupção acentuam-se. A vida para aqueles que vivem com menos recursos torna-se mais difícil. Ter poder económico significa hoje comprar mais e mais fazendo com que a desigualdade de rendimentos e de riqueza se acentue, aumentando a tendência corrosiva dos mercados. Estamos a atingir um nível de desigualdade absolutamente intolerável.

A solução passa por encontrar novas lideranças, transformar as instituições de forma a dispersar o poder político de forma pluralista, promover os Estados de Direito, reforçar os direitos de propriedade e investir numa economia de mercado inclusiva, que ponha fim a este ciclo vicioso em que nos encontramos. Já escrevi neste blog, mas volto a escrever; a distribuição desproporcional de poder e de riqueza conduz às insurreições, à guerra e até ao fracasso dos Estados.

publicado por franciscofonseca às 23:22
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26
Ago 12

No ano em que nasci o homem chegou a Lua. Aprendi na escola como tantos outros milhões de pessoas, por todo o mundo, que o primeiro homem a pisar na Lua foi Neil Armstrong, que comandou a Apollo 11, missão que chegou ao satélite da Terra em 20 de julho de 1969. Ao ser o primeiro ser humano a pisar em outro corpo celeste, Armstrong proferiu a frase, que se tornou celebre: “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.”

Mas segundo especialistas a NASA, agência espacial americana, não tinha tecnologia para colocar o homem na Lua em 1969. Mas precisava fazer isso de qualquer maneira, pois estávamos no auge da Guerra Fria. Tudo porque, em abril de 1961, o cosmonauta soviético Yuri Gagarin conseguira entrar para a história como o primeiro homem a viajar pelo espaço. Para não ficar atrás, o presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, fez uma promessa: até o final da década, os EUA mandariam astronautas para a Lua.

Existem perguntas que ainda hoje não têm resposta e que são alguns indícios do maior embuste do século XXI. Não se viam estrelas no céu. Ora, se não existe atmosfera na Lua, as estrelas deveriam ser visíveis. Não apareceu nenhuma cratera, e todo mundo sabe que a Lua está cheia delas. As sombras dos astronautas no chão não eram paralelas, como se existissem duas fontes de luz – mas é sabido que só existe uma, o Sol.

Bem, mas não quero aqui desenvolver nenhuma teoria da conspiração. Mas passados 42 anos quase todos continuamos a acreditar que efetivamente Neil Armstrong esteve na Lua, que descanse em paz e talvez consiga, agora viajar bem mais longe.

publicado por franciscofonseca às 22:02
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17
Jul 12

Vivemos numa época que aceita como um dado adquirido que os valores estão em crise. Em todas as épocas sempre surgiram vozes manifestando idênticas impressões. A nossa, neste ponto, parece ter assumido que se terá atingido uma crise generalizada. Não existem atualmente critérios seguros para distinguir o justo do injusto, o bem do mal, o belo do feio; tudo é relativo, subjetivo, obscuro e incerto.

O meu país está mergulhado numa grave crise económica e social, mas ao mesmo tempo numa profunda crise de lideranças, que são incapazes de rasgar horizontes, de projetar um país de futuro, desenvolvido, credível, onde todos os cidadãos sintam orgulho em viver.

Hoje, as nossas lideranças seguem a corrente dos mercados da aparência, da imagem, do marketing, ou seja, são espampanantes, pouco racionais, pouco prudentes, clamam por políticas frenéticas, gritam, gesticulam, têm comportamentos espalhafatosos, usam palavras bacocas e não aceitam a contingência do fracasso como homens.

Normalmente são mal-educados, passam a vida a denegrir colegas de profissão, os seus adversários, fazem grandes blefes, provocam, fantasiam, colocam-se em bicos de pés, a culpa é sempre dos outros e não sabem fazer uso da nobreza do silêncio. As tendências ditam as regras, os líderes têm de ser indiscretos, pouco sensatos, pouco afáveis, muito espetaculares nas atitudes, num mundo e numa sociedade que clama por sangue, aldrabões, falcões e abutres.

Nos dias de hoje, a vida pública, económica e social transformaram-se em verdadeiras selvas humanas, de pessoas sobranceiras, sem qualidade, sem competência e sem ética. Ainda acredito num país melhor, mas a esperança é cada vez menor.

publicado por franciscofonseca às 22:07
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12
Jul 12

Ao longo de tantas décadas, não é pequena a quantidade de bandas fabulosas que surgiram. Em contrapartida, o advento de artistas com qualidade duvidosa é igualmente proporcional. Mas no final das contas, os Stones são alguns dos poucos que conseguiram envelhecer com dignidade e competência o suficiente a ponto de ter sua arte perpetuada de geração a geração.

Foi a 12 de julho de 1962 que a banda, então oficialmente apresentada como "Mick Jagger e os Rollin'Stones", estreou-se ao vivo no clube-cave londrino Marquee, num concerto que durou cerca de 50 minutos.

Ao sucesso inicial alcançado nos anos 1960, seguiram-se uns conturbados anos 1970 e uns 1980 com concertos com um nível de produção inédita apresentados em longas digressões mundiais.

Contar a história completa deles é uma tarefa deveras complexa, talvez impossível. Seria necessário escrever livros, produzir filmes, pintar quadros e até encenar peças de teatro. Parabéns e continuem.

publicado por franciscofonseca às 14:59
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08
Jul 12

Volto a dedicar um post ao tema da corrupção, mas agora procurando elencar alguns caminhos para a combater. O fenómeno da corrupção é um problema humano, social, político, económico e ético e que, apesar de também se ter globalizado, não é inevitável. Além de mecanismos sociais para a prevenir, depende muito do sentido de justiça dos poderosos para a combater. Esta é uma verdade quer serviu o passado e que serve o presente.

A luta conta a corrupção é uma guerra sem fim à vista. Não existem soluções mágicas e os objetivos de luta contra a corrupção tem de estar na agenda política, quer a nível nacional, quer a nível internacional e felizmente parece que estão, e depois todas as instituições do Estado têm de colaborar nisso, nomeadamente na prevenção.

São necessários novos comportamentos com enfoque para práticas anticorrupção – de prevenção, de deteção e reação – mas também políticas que adotem novos modelos e ferramentas que visam combater este fenómeno, cada vez mais generalizado e com dimensões verdadeiramente astronómicas.

Por outro lado, é necessário a criação de uma cultura que nega a corrupção ou a fraude e que tenha a coragem de correr o risco de perder qualquer contrato, se tal significar hipotecar os nossos valores éticos. Isto significa uma busca pela excelência e, por consequência, a criação de uma cultura de não corrupção, que deverá ser partilhada por todos, por forma a gerar um ambiente de convivência saudável e de negócios limpo.

Mas o que gera a corrupção é o dinheiro. É tempo de acabar com as desculpas, não podem continuar a existir refúgios seguros para o dinheiro corrupto. Os maiores problemas que a luta contra a corrupção enfrenta são o segredo bancário e os paraísos fiscais. Muito do dinheiro sujo vai parar a contas na Suíça, porque tem sistemas bancários demasiado protecionistas e permissivos.

publicado por franciscofonseca às 20:22
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05
Jul 12

Em Portugal a crise demográfica e social é especialmente preocupante, tendo vindo a agravar-se com a crise económica que assola o mundo inteiro, e em particular todos os países da União Europeia. A crise demográfica é especialmente grave, no caso português, sendo necessárias medidas urgentes e contundentes por forma a corrigir uma situação atípica e altamente preocupante.

A população passiva esta a aumentar significativamente em relação a população ativa. Isto traz repercussões dramáticas, que vão desde as excessivas deduções para a segurança social, de forma a garantir as pensões e a disponibilidade de outros serviços sociais a toda a população, a sérios desequilíbrios nas estruturas de produção e consumo, assim como as ramificações nas áreas sociais e económicas que possuem uma estreita ligação com a idade, como são, por exemplo, o emprego, a educação, a habitação e os cuidados de saúde.

Neste sentido, a lista dos efeitos negativos é muito extensa: diminuição do número de pessoas que compõem a população ativa; envelhecimento progressivo dessa mesma população ativa; desequilíbrios que obrigam a alterações nas políticas de reforma; desequilíbrios no investimento e poupança a nível coletivo e familiar; diminuição do rendimento familiar disponível; aumento dos gastos em saúde; subutilização e redundância no sector da educação; primazia dos valores conservadores na política; desequilíbrios nas estruturas familiares; aumento da problemática de socialização intergeracional; fragilização das relações primárias de apoio; possível quebra do sistema de Segurança Social.

Espero que as autoridades políticas em Portugal tomem verdadeira consciência da gravidade da situação atual, e para além de aumentar a proteção e o apoio aos idosos, fomentem leis que facilitem e favoreçam a constituição de famílias e estimulem a natalidade. Só desta forma Portugal deixará de ocupar um dos últimos lugares no ranking mundial de natalidade, e os lugares cimeiros no que respeita ao envelhecimento da sua estrutura demográfica.

publicado por franciscofonseca às 17:04
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03
Jul 12

Muitas tradições horrendas, como a escravatura, casamento infantil ou o infanticídio no feminino continuam a ser práticas em muitos países que compõem o G20. O pior país para se nascer mulher é a Índia, onde as mulheres e as raparigas continuam a ser vendidas como objetos, a serem obrigadas a casar-se, em muitos casos, com apenas 10 anos, a serem queimadas vivas devido a disputas relacionadas com o seu dote e, no que respeita às mais jovens, a serem abusadas como escravas do trabalho doméstico.

Tanto ao nível legal como social, as mulheres na Arábia Saudita são cidadãs de segunda classe. Proibidas de conduzir, o que consiste num símbolo de enorme restrição no que respeita à mobilidade das mulheres, não existe qualquer lei que as proteja da violência doméstica e, em tribunal, o testemunho de um homem vale pelo de duas mulheres.

As mulheres indonésias sofrem atos de violência sexual todos os dias, sendo a violação a forma mais frequente dessa violência. Outras formas incluem o tráfico, o assédio e a exploração sexual, em conjunto com a tortura.

Apesar dos progressos inegáveis para as mulheres no que respeita a leis e participação política desde o final do apartheid, a África do Sul possui ainda uma das mais elevadas taxas de violência sexual com base no género do mundo.

No México as taxas de violência contra as mulheres são extremamente elevadas, sendo esta de natureza doméstica, sexual e relacionada com drogas. A china apresenta níveis de descriminação de género extraordinariamente elevados. A preferência pelo filho-homem tem igualmente sérias consequências no desenvolvimento social e económico do país. Milhões de raparigas são dadas como mortas e desparecidas devido a práticas de infanticídio.

A violência doméstica é uma prática disseminada na Rússia, país onde não existem leis de proteção para a mesma, sendo que não existe qualquer tipo de justiça para as vítimas. A prostituição não tem estatuto e as profissionais da área são frequentemente agredidas pela polícia. O tráfico de seres humanos é igualmente uma questão preocupante.

As mulheres e as raparigas na Turquia continuam a ser mortas em nome da honra ou da castidade, a serem forçadas a casamentos precoces ou a escravatura doméstica, sendo sujeitas a todos os tipos de violência. As mulheres são extremamente sub-representadas na força de trabalho e nos órgãos de decisão, ao mesmo tempo que o conservadorismo se torna cada vez mais usual na política, restringindo a liberdade das mulheres e reforçando os papéis de género tradicionais.

publicado por franciscofonseca às 22:01
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25
Jun 12

Existe uma ideologia que passa pelo neoliberalismo que está a empurrar as economias periféricas contra a parede. Os advogados da austeridade que preveem que os cortes da despesa trarão dividendos rápidos, na forma de uma confiança crescente e que terão pouco, se nenhum, efeito adverso no crescimento e no emprego estão completamente errados.

Os aumentos dos impostos e os cortes na despesa pública deprimirão ainda mais as economias, agravando o desemprego. Cortar na despesa numa economia muito deprimida leva a que qualquer poupança conseguida é parcialmente anulada com a redução das receitas, à medida que a economia decresce. Os recentes dados da execução orçamental demonstram isso mesmo, no caso português. Já entramos no ciclo vicioso.

Portugal através do seu governo continua a aplicar a política cega de reduzir a despesa pública quando existe um desemprego crescente, isto é um erro trágico, a estratégia correta seria criar empregos agora e reduzir défices depois.

A capitalização da banca não é sinonimo de que as empresas tenham acesso imediato ao crédito. A opinião e o mau estar sentidos na população com a recapitalização da banca, pode fraturar a europa e criar grandes clivagens entre os cidadãos e os bancários.

O problema da europa é que tem uma economia dependente do financiamento bancário, ao contrário do que se passa com os Estados Unidos, que tem uma economia muito mais independente do sistema bancário.

O empréstimo à banca espanhola aumenta a dívida do Estado espanhol e isso aumenta o risco para os privados, logo os mercados vão agravar os juros da dívida espanhola, que poderá obrigar Espanha a pedir um resgate para o próprio Estado.

Mas a grande dificuldade para a economia portuguesa passa pelo acesso ao crédito das empresas que é muito mais caro do que na Alemanha e isso cria um desequilíbrio estrutural gigantesco em termos de competitividade das empresas na economia. Mas, ainda há quem defenda que a solução para sermos mais competitivos passa pela redução de salários. Haja paciência e pachorra para ouvir estes indigentes mentais.

publicado por franciscofonseca às 19:10
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