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A nova guerra fria da espionagem eletrónica

por franciscofonseca, em 27.10.13

O escândalo de espionagem eletrónica encetado pelos Estados Unidos da América, contra os principais membros da ONU tem provocado as mais variadas reações no seio dos Estados e na comunidade internacional. O Mundo acordou devido as revelações feitas por Edward Snowden, ex-técnico da CIA e ex-consultor da Agência Nacional de Inteligência (NSA). A agência tem acesso a e-mails, serviços de chat, vídeos, fotos, downloads, senhas e dados armazenados dos usuários de nove empresas da internet: Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, PalTalk, YouTube, Skype, AOL e Apple, com o aval do Congresso dos EUA e da própria Casa Branca.

A NSA teve acesso a telefonemas, e-mails e mensagens do telemóvel de Dilma e dos principais assessores do governo brasileiro. Este escândalo causou extrema insegurança e desconfiança nas relações entre os países, uma vez que interfere diretamente no conceito de Soberania dos Estados. Mais recentemente foi revelado que a espionagem norte-americana chegou à chanceler alemã, Ângela Merkel. Esta prática é um atentado contra aos direitos dos indivíduos, bem como ameaça a soberania dos países, ferindo claramente o conceito de Soberania dos Estados.

Existem suspeitas fundamentadas que os Estados Unidos estão a vender hardware comprometido, com portas dos fundos secretas em chips, para ajudar no trabalho de espionagem. Se o hardware está comprometido de alguma forma, a segurança perde-se de uma forma brutal. Evitar ou detetar todas essas ameaças, evitando a inserção de portas dos fundos no hardware é uma tarefa quase impossível.

Muitos países já estão a utilizar técnicas de guerra cibernética para lançar ataques uns contra os outros e há necessidade de vigilância contínua para proteger sistemas críticos de computadores. O ciberespaço é disputado a cada hora, a cada dia, a cada minuto, a cada segundo. A internet reduziu as barreiras de acesso aos jogos da espionagem. A sua expansão eleva o risco de perturbações em infraestruturas, por exemplo em centrais nucleares e serviços financeiros.

Esta nova guerra fria tem múltiplos atores e objetivos diferentes da anterior. Agora os objetivos das nações passam por ampliar o seu poder no mundo e obter vantagens económicas para os governos e empresas. Sem sombra de dúvidas, que o propósito principal dos EUA não é o combate ao terrorismo, não é a segurança nacional, não é o combate a outros crimes como a pedofilia ou o tráfico de seres humanos. É para aumentar o seu poder no Mundo e tirar vantagens financeiras. Estamos em tempo de guerra e espião que engana espião tem mil anos de perdão.

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publicado às 11:28

A economia precisa de mais globalização

por franciscofonseca, em 21.10.13

A economia global está moribunda. Necessita de uma vitamina para revitalizar as empresas, aumentando as vendas e a produtividade. Isto conduziria a um acesso ao crédito mais facilitado, aumentando a diversidade e a qualidade dos bens, assim como, a redução dos preços. Esta vitamina chama-se globalização.

Contudo, após a crise económica de 2008 a tendência tem sido contrária, nalguns casos na construção de barreiras ao comércio livre. A tecnologia e a liberalização económica deixaram de estimular maiores volumes de capital, bens e pessoas a cruzar fronteiras. Mas como é do conhecimento geral, o protecionismo torna pior uma situação já por si nefasta.

Os fluxos de capitais globais caíram de 8 triliões de euros em 2007 para 2,6 triliões em 2012. Isto aconteceu em parte devido aos reguladores na América e na Europa tentarem proteger os seus sistemas financeiros, depois de alguns bancos acabarem em desastre. Estas medidas dotaram os sistemas financeiros de maior segurança relativamente ao contágio e as crises financeiras.

Mas os governos têm de se abrir financeiramente, a concorrência de bancos estrangeiros força os seus congéneres domésticos a competir mais seriamente. Todos os países que adotaram medidas protecionistas o crescimento desapareceu. Alguns países estão a contabilizar as perdas e a abrir os olhos e as fronteiras, no que respeita aos capitais estrangeiros.

Todavia, a globalização continua a depender da América, apesar da crescente influência da China. A china está a fazer uma transição de uma economia pobre para uma de classe média. A ideia popular de que a China está acima de tudo isto, que nunca terá um retrocesso, é uma miragem. Há muitas mudanças sociais, políticas e económicas que estão a ocorrer. Na minha opinião continua a ser a América a ter o poder para influenciar o mundo a abrir as suas portas.

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publicado às 18:49

A anarquia económica e social

por franciscofonseca, em 13.10.13

A Europa continua em plano inclinado, ignorando a verdadeira raiz dos problemas e a terapia da austeridade tem falhado em todos os quadrantes. O exemplo português serve bem para ilustrar esta anarquia economia e social. O Governo sob o chapéu da troika continua a cortar nos salários, nas despesas de capital, na saúde, e na educação, passando por cima da redução brutal das receitas correntes e dos juros.

Vivemos um tempo de retirada desorganizada dos direitos sociais e estamos a construir uma sociedade, onde cabem cada vez mais lutas sociais. Caminhamos no sentido de termos uma Europa dos ricos e uma Europa dos pobres, como mostram os números. As manifestações populares não enquadradas revelam a falta de confiança no poder instituído e nas leis.

No momento não temos todos de ser políticos mas, perante a situação, temos todos de fazer política em defesa própria. Numa sociedade onde falta o trabalho, falta dignidade. A decadência mundial do sistema económico, que nos levou a esta tragédia em que o ídolo é o dinheiro tem de ser ultrapassada. A Europa e o mundo precisam de um regresso aos valores essenciais: os humanos e não os financeiros.

A União Europeia sofre de um problema congénito, a que já fiz referência em outros posts. A União Económica e Monetária é uma utopia, pela simples razão, que uma união que arranca aos seus Estados-membros o poder soberano sobre a emissão de moeda e sobre o seu valor, sem criar uma soberania partilhada nos domínios fiscal, orçamental e de governação económica, é uma ilusão colossal.

Os tempos são de grandes disrupções impostas pelo globalismo. Os centros de poder que comandam a crise financeira, não têm cobertura jurídica, como é o caso do G20. O Conselho Económico e Social da ONU nunca foi convocado, ou seja, sendo a crise mundial, porque este não toma conta da situação. Possivelmente porque a 3ª Guerra Mundial já começou, como se lê num texto da autoria de Nixon, com a luta pela hegemonia, que ocorre hoje no mundo. Em tempos de guerra nunca pare de lutar.

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publicado às 15:31

A banca contínua com alzheimer

por franciscofonseca, em 30.09.13

A banca continua com os mesmos vícios que levaram à maior crise financeira desde a Grande Depressão. Poucas lições foram aprendidas e os lucros, os bónus, estão de volta para encher os bolsos dos banqueiros, sem que a comunidade internacional tome qualquer iniciativa, no sentido de reconstruir o edifício financeiro.

O que mudou com a crise financeira? Que erros foram corrigidos? Poderá haver uma nova crise? Os banqueiros vão continuar a colocar o lucro acima de tudo o resto? Que regulamentações foram implementadas? As agências de rating mudaram de estratégia? Porquê os bancos não podem falir como a maioria das empresas?

Muitas mais perguntas poderiam ser feitas. Mas o que mais interessa é encontrar as respostas. A meu ver, pouco ou nada mudou nas principais instituições financeiras. Mais, os modelos económicos contemporâneos não compreenderem o papel e o funcionamento dos mercados financeiros, nem a instabilidade das economias capitalistas.

Os Estados continuam a resgatar os vampiros, que continuam a destruir a economia, em vez de cravar-lhes uma estaca no coração. Estes vampiros sabem que serão sempre salvos pelos seus governos, assim, continuam-se a envolver em atividades arriscadas e pouco claras.

Ao longo de 14 trimestres seguidos, os lucros da banca têm vindo a aumentar consecutivamente. Enquanto os transgressores não forem punidos, enquanto a ganância continuar a sobrepor-se à ética e enquanto não se proceder a uma alteração profunda em termos culturais, não serão as normas ou as leis que evitarão uma nova e severa crise. Não creio que os banqueiros prevaricadores tenham sofrido alguma operação ao cérbero.

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publicado às 18:30

Merkel vai continuar a comandar a Europa

por franciscofonseca, em 22.09.13

Desde que a crise do euro estalou nos finais de 2009, a mulher mais poderosa do mundo, tem sofrido ataques de vários quadrantes. Merkel tem sido apologista de uma medicina inutilmente austera, que trouxe níveis de recessão ao continente europeu desnecessários e com resultados brutais na vida dos cidadãos e das empresas. O fracasso da criação de uma união bancária na zona euro deve-se a senhora Merkel.

Em termos políticos são poucos os que se conseguem igualar a Merkel em termos de popularidade e confiança. Por exemplo, Obama e David Cameron têm tido altos e baixos, enquanto François Hollande nem sequer ainda conseguiu levantar voo. Se olharmos friamente, o dedo de Merkel esteve presente na continuidade da Grécia no euro, no pagamento dos resgates pelos países do norte, nas reformas estruturais em Espanha e Portugal e na varredela de políticos como o italiano Silvio Berlusconi.

Durante a campanha Merkel raramente se referiu as questões domésticas, à Europa ou às políticas externas. A tónica foi falar sobre confiança, de que a Alemanha está a prosperar, o desemprego a diminuir e que esta não é a altura para grandes mudanças.

As últimas sondagens sugerem 40% de votos para o seu partido, sinal inequívoco que a mensagem funcionou. Merkel é, de longe, mais popular que o seu principal opositor, Peer Steinbrück. O que fará Merkel com esta mais que certa sua terceira reeleição? O seu instinto reformador tanto para o seu próprio país, como para o exterior, vai tornar as economias europeias mais competitivas.

Mas os europeus que se preparem, pois a chanceler pretende construir uma união financeira mais forte, impulsionar mais políticas liberais para completar o mercado único, reduzir o Estado social e diminuir a regulação. Em conclusão Merkel continuará a ser a política mais dominante da Europa e os seus desígnios serão seguidos pelos outros países, principalmente pelos Estados em crise financeira e intervencionados.

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publicado às 15:22

A nossa saúde refém do capitalismo

por franciscofonseca, em 09.09.13

Muito já se escreveu sobre a forma como a grandes empresas farmacêuticas gastam milhões de euros por ano, em avenças a médicos para promoverem os seus medicamentos. Os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada.

A lógica que está por detrás disto é que medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que se assemelha aos negócios dos grupos mafiosos.

Penso que a investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas. A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais, mas nós estamos a falar sobre a nossa saúde, as nossas vidas, as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.

O grave problema é que as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crónica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação. A dependência é o objetivo.

Mas por que razão as instituições governamentais não conseguem intervir nesta situação. A verdade é que no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos. Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as suas campanhas. Custa a acreditar que a nossa saúde seja tratada desta forma, mas é nesta dura e crua realidade em que vivemos.

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publicado às 18:57

Portugal em chamas é uma tragédia antiga

por franciscofonseca, em 30.08.13

No último mês Portugal tem estado em chamas. Uma tragédia bem conhecida de todos os portugueses, que se repete todos os anos nesta época do ano. Todos os anos após o desastre, as autoridades fazem o balanço, fazem-se estudos, criam-se comissões na Assembleia da República e prometem-se estratégias conducentes a evitar o caos do ano seguinte. Mas esta catástrofe é na minha opinião, em grande medida consentida. Os sucessivos Governos deste país têm adiado a implementação de políticas de prevenção e combate eficazes aos incêndios.

A limpeza das matas e o seu ordenamento continua por fazer, uma verdadeira aposta na sensibilização e educação dos portugueses nunca foi feita, a vigilância das matas é deficiente e os meios de prevenção e investigação dos crimes de fogo posto são escassos. A única política continua a ser a de apaga fogos com gente corajosa, valente e altruísta, mas com deficiente formação e meios escassos.

Por outro lado, as grandes negociatas que são feitas com a locação de meios aéreos, que rendem milhões de euros todos os anos, às empresas contratadas, são uma solução muito cara e discutível. Muitos países investem na modernização dos seus meios militares, nomeadamente, nas aeronaves das respetivas forças aéreas. Em Portugal, tenho conhecimento, que esse investimento foi feito, mas não está a ser rentabilizado.

Quando temos as nossas forças armadas a reclamar por novas missões na segurança interna, pode um país em grandes dificuldades financeiras desperdiçar estes meios extremamente eficientes e eficazes, no combate a este tipo de tragédias. Um Hércules C-130 da Força Aérea portuguesa equipado com um sistema aéreo de combate ao fogo pode lançar 12 mil litros de água numa área de 500 metros de extensão e 50 metros de largura. O trabalho do avião não só combate às chamas, como também resfria a temperatura do incêndio e permite o avanço dos bombeiros no solo com maior segurança.

Os helicópteros das forças armas podiam desempenhar, com maior eficiência e eficácia, o papel que está a ser desempenhado pelos das empresas privadas e que está a ser pago a preços astronómicos. Mas outros interesses se levantam. Por um lado, esta missão não seduz os militares, por outro, os lobbies que infiltram o Estado também não deixam que isso aconteça. O resultado é óbvio, a tragédia repete-se, com sacrifício de vidas humanas e incalculáveis perdas para o património florestal português.

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publicado às 22:09

O apartheid social em grande expansão

por franciscofonseca, em 24.08.13

Os sinais de que vivemos num apartheid social não são evidentes para a maioria das pessoas. Mas fazendo uma análise mais cuidada da dura realidade, que é muito mais trágica e escandalosa do que os dados do INE e do EUROSTAT sugerem, conseguimos vislumbrar sinais muito fortes, de que o apartheid social está-se a implementar na sociedade portuguesa e em muitos países europeus.

Muitos exemplos poderia aqui enumerar. Se olharmos para os hipermercados, cada vez mais vemos zonas diferenciadas, ou seja, espaços com produtos low cost para clientes pobres e espaços com produtos gourmet para clientes com elevado poder de compra. Nos centros das cidades, onde outrora habitava a esmagadora maioria da população, hoje, florescem guetos luxuosos onde só os mais afortunados têm o direito de entrar. 

Vejo cada vez mais pessoas despejadas e abandonadas nas ruas, sem saúde, sem medicação, sem assistência social, esgravatando o lixo à procura de alimentos. Por outro lado, assistimos ao florescimento de clinicas e hospitais de luxo, onde trabalham os melhores médicos, onde está instalada a melhor tecnologia de diagnóstico, enquanto isso, a rede hospitalar pública degrada-se e os cuidados prestados são cada vez mais paupérrimos.

Outro contraste, enquanto as desigualdades se acentuam, Portugal continua a ser o país que mais carros e casas de luxo se vendem, comparativamente à média dos países da União Europeia. As vendas de carros de gama baixa caíram abruptamente e os seus proprietários prolongam a sua vida útil recorrendo as oficinas de reparações rápidas.

Os governantes acenam com o crescimento económico para a resolução de todos os males, de que a nossa sociedade padece. Nada mais errado, pois o crescimento económico não diminui automaticamente a pobreza, nem resolve os graves problemas estruturais, nem a desordem e o caos social.

Necessitamos de uma educação centrada na dignidade humana, assente em valores estruturantes de uma sociedade próspera, desenvolvida e corporativa, completamente diferenciados daqueles que apenas servem os mercados financeiros, desregulados e gananciosos. É urgente que seja definida uma agenda de médio e longo prazo, fora do controlo das agendas partidárias, onde estejam inscritas as políticas públicas regeneradoras, para por termo ao apartheid social e que respeitem a Constituição.

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publicado às 12:08

Portugal é um país por explorar

por franciscofonseca, em 16.08.13

Portugal, país com longa tradição marítima, tem também, mais do que nunca, múltiplas razões (políticas, económicas, sociais, científicas) para continuar a considerar o mar como sector prioritário. A proposta portuguesa se vier a ser aprovada pelas Nações Unidas alarga a área sob jurisdição das 200 milhas marítimas, correspondente à atual Zona Económica Exclusiva (ZEE), para as 350 milhas. O que fará com que o país fique com a segunda maior plataforma mundial, a seguir aos Estados Unidos, tão grande como todo o continente europeu.

Assim, de acordo com as normas de direito internacional, Portugal tem direitos soberanos sobre a ZEE e sobre a Plataforma Continental para prospetar e explorar, conservar e gerir todos os recursos naturais vivos e não vivos, do fundo do mar e do seu subsolo, e das águas sobrejacentes, bem como sobre todas as outras atividades que tenham por fim o estudo e a exploração económica da zona.

A somar a isto tudo, o nosso país, ainda tem uma invejável rede hidrográfica com grandes reservas de água doce, as maiores reservas de cobre, tungsténio, lítio e urânio da europa. Temos ainda grandes reservas de ouro, prata, platina e gás natural.

Depois a maioria dos portugueses fala bem inglês, entendem espanhol, são educados e prestáveis, temos muito sol e grandes vinhos, tratamos bem os turistas, mas subestimamos as potencialidades do país e somos demasiado modestos e tímidos.

Mas, o mais grave é que temos falta de gente capaz de reverter os ciclos da crise quase crónica, de acabar com a burocracia que impede o real desenvolvimento do país. Temos falta de gente capaz para governar, que diga aos jovens que somos um país com futuro, que vale a pena investir, que a solução não passa por fugir para outro país. Sentidamente, o nosso país é cada vez mais invejado de todos os pontos de vista, a nível internacional, menos ao nível da governação.

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publicado às 18:25

A escravatura e as prisões económicas

por franciscofonseca, em 10.08.13

Atualmente, com o refúgio na “dívida” tudo se pode fazer, em nome do regaste dos bancos e do Estado. Mas, o que verdadeiramente importa é resgatar as famílias e as empresas. O governo português continua a implementar políticas para resgatar os bancos e o Estado, reestruturando a economia para servir os interesses da dívida. Penso que necessitámos exatamente do contrário, ou seja, reestruturar os bancos e o Estado para servir o bem comum dos cidadãos e só assim se conseguirá resolver o problema da dívida.

Esta escravatura moderna sequestrou as famílias e as empresas, para um limbo de sobre-endividamento crónico, onde o livre arbítrio político e bancário criaram prisões financeiras e económicas, que, na maioria das vezes acabam em tragédia humana. Para sair destas prisões é necessário quebrar os ciclos viciosos e viciados, arreigados em grupos de interesses muito fortes, que dominam a nossa sociedade.

É necessário criar uma consciência coletiva, de que este caminho não nos levará a bom porto, bem pelo contrário. A insolvência das empresas e das famílias, só contribuem para o aumento do empobrecimento do próprio Estado. Os políticos deste país já perceberam isso, mas também eles estão aprisionados, nas teias que infiltram o poder político e o próprio Estado.

Neste sentido, precisamos de construir uma sociedade, que ponha de lado os burguesismos bacocos, que deixe de branquear os crimes financeiros, que acabe com as incubadoras dos partidos políticos, donde saem os membros do poder central e local, sem qualquer experiencia de vida e completamente impreparados para governar.

Temos de sair deste colete-de-forças, deixar de olhar para a vida social e política com a indiferença de um encolher de ombros, típico da maioria dos portugueses e tomar consciência de que é necessário sermos intolerantes, com a condução dos destinos de Portugal. Todos juntos não vamos conseguir mudar o mundo, mas conseguiremos envoltos numa consciência coletiva construir uma sociedade mais inclusa, equitativa e verdadeiramente democrática.

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publicado às 12:36


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