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Direito à Greve na PSP

por franciscofonseca, em 08.09.10

Um sindicato da PSP fez um pré-aviso de greve e, coloca políticos, comentadores, dirigentes, e cidadãos num debate polémico, sobre o acesso a este direito dos profissionais da PSP.

Logo de seguida o Ministro de Estado e da Administração Interna mostrou-se profundamente convicto em relação ao direito à greve na PSP: “Sobre essa matéria, três ideias muito claras: nunca, jamais e em tempo algum”.

Pois, parecem-me três interessantes ideias, não tivessem sido , os profissionais da PSP, constituídos funcionários públicos.

Será que haverá nas funções da polícia, imperiosamente distintas, das funções daqueles que salvam vidas em hospitais, ou seja, médicos e enfermeiros. Ou não será a vida um valor tão ou mais importante que o direito à segurança dos cidadãos?

Será que os valores constitucionais já foram alterados e ninguém sabe, pode muito bem ter acontecido, pois a verborreia do legislador português sofre de incontinência a muitos anos!

Enfim, ai está mais um caso que vai fazer correr alguma tinta, bem ilustrativo do estado real da nação. Continuo convicto, que o País e a segurança dos cidadãos só têm a ganhar com o civilismo da PSP, como acontece em alguns países da Europa.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 23:01

Ensino superior sem propinas

por franciscofonseca, em 06.09.10

Portugal é um país de grandes contrastes sociais, onde o dinheiro dos contribuintes, que cada vez são menos, é gasto a boa maneira burguesa do antigamente.

O ensino universitário tem duas vertentes, o público e o privado. Em ambos os pais dos alunos ou os próprios alunos têm de pagar as propinas.

Mas, existem instituições de ensino superior público em Portugal, onde não se pagam propinas, bem pelo contrário, logo no 1.º ano começa-se a ganhar um vencimento, come-se e dorme-se à borla.

Um desses estabelecimentos de ensino, entre outros, denomina-se: Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, que ministra o Mestrado Integrado em Ciências Policiais e confere ao fim de 5 anos, o Grau em diploma de Mestre, aos jovens promissores de 22 anos.

Outra das grandes vantagens é que os senhores mestres têm automaticamente garantido, o seu emprego de longa duração, não necessitando de enfrentar a batalha da procura do primeiro emprego.

Senhores pais, pensem bem na hora de aconselhar os vossos filhos, livrem-se de encargos e já agora dos filhos!

Francisco Fonseca

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publicado às 18:59

O ABISMO LUSO

por franciscofonseca, em 16.06.10

Todos os dias assistimos a ameaças na imprensa, de que os especuladores vão atacar a dívida portuguesa. Que toda esta crise porque passamos é culpa dos especuladores. Em certa medida até concordo com esta visão, mas no caso português a culpa tem outros donos. Depois os especuladores limitam-se a aproveitar as oportunidades e, a realidade portuguesa é sem dúvida uma boa oportunidade. Mas, relativamente aos donos, em primeiro lugar os políticos. Mas, quero deixar bem vincado, que são quer os políticos mais antigos, quer os actuais. Quer aqueles que estão no poder como os que estão na oposição. Em conclusão temos políticos sem excepção, inaptos para exercer as funções para as quais são eleitos.

Os outros donos são os empresários portugueses. Assistimos, permanentemente a uma corrida aos subsídios, aos apoios, aos esquemas, à fuga aos impostos e principalmente a não assunção da responsabilidade social. Não haverá sociedades desenvolvidas, e prósperas sem que todos os seus constituintes tenham sempre presente, que é fundamental ter responsabilidade social.

Assim, vamos continuar a empurrar os problemas com a barriga até ao limite. Só espero que o abismo não seja o limite.

Francisco Fonseca

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publicado às 20:14

As equações fundamentais

por franciscofonseca, em 10.06.10

 

Alguém dizia que tudo na vida passa pela matemática. Nos tempos que vivemos, as contas são mais que muitas e os resultados por vezes divergem. Depende muito de quem as faz, pois a lógica de 2 mais 2 serem 4, está ultrapassada e outras lógicas surgem.

 

Neste Mundo cada vez mais vertiginoso, onde só se fala em crise e ninguém já se lembra dos milhões de seres humanos que passam fome. Mas existe uma equação para acabar com a fome: Comida = Terra + energia fóssil + água.

 

Depois, fala-se de manhã até a noite em economia, desde as conversas de café até aos corredores do poder. Mas existe também uma equação fundamental para se entender a economia: Economia = Produção + (moeda corrente x crédito) – custo(minerais + energia + água).

 

Por fim, os mais ilustres sabedores da economia antiga e da economia moderna, são da opinião que para o país sair da crise é necessário e urgente produzir mais riqueza. Também aqui existe uma equação que nos ajuda a entender melhor este fenómeno de produzir riqueza licita, pois a maior parte é produzida ilicitamente, dessa não vou aqui escrever a equação. Riqueza = Economia x geopolíticas.

 

Pensem nisto e depois digam de vossa justiça!

 

Francisco Fonseca

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publicado às 00:07

Presente e futuro

por franciscofonseca, em 15.02.10

 

Vivemos numa sociedade em cadência, empobrecida, desacreditada de tudo, insegura relativamente a todos os pilares estruturantes.

Estamos a perder princípios fundamentais, como a honestidade, o respeito pelo outro, a ética. Perdeu-se a vergonha definitivamente.

Estamos em aproximação final em direcção ao caos. O modelo actual, de democracia esta esgotado, partidos e parlamentos gastam as suas energias, no jogo de interesses, no tráfego de influências, nas negociatas em proveito próprio.

Esta é a realidade que temos no presente, que vamos ter no futuro, a não ser que metamos mão a obra. Não é possível mudar o passado, mas é possível dar um pontapé no presente e lutar por um futuro deferente.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 23:32

QUE TRISTE REALIDADE LUSA

por franciscofonseca, em 12.02.10

Que triste realidade Lusa. Temos muitos, mas muitos portugueses a viver com pensões de 200 ou menos euros por mês. A pergunta que se coloca é como seria a vida dos políticos, administradores, banqueiros com 450 euros por mês? Será que eles já imaginaram, alguma vez lhes passou pela cabeça! Acredito que nunca.

Depois, muitos acumulam reformas que podem chegar aos 20 mil euros, alguns dos quais apregoam todos os dias que as reformas tem de baixar, mas excepto as deles, pois já são direitos garantidos.

Portugal tem uma pobreza estruturada acima dos 40%, é outra coisa que me envergonha. Quando conhecemos a realidade do Portugal profundo e, ficamos a saber que existem pessoas que ainda não tem electricidade, nem assistência social, sinto mais uma vez vergonha!

Depois, temos todos os dias notícias, onde o patronato assume que o salário mínimo não pode subir, seria o caos para a economia, sejam sérios, arrepiem caminho meus senhores!

Temos cerca 100 jovens licenciados a sair do país por mês. Portugal enfrenta uma nova onda emigratória, quase comparável com os anos 60. Mas isto não é notícia. Mais uma vez sinto vergonha.

Esperanças perdidas, já ninguém acredita nas palavras ocas dos políticos, e o futuro deste país procura novos horizontes, fora de terras lusas.

Passamos um momento muito mau na sociedade portuguesa, seria bom que todos nós não aceitássemos que tudo fique na mesma.

A este propósito, Sophia de Mello Breyner disse que "Nada é mais triste que um ser humano mais acomodado”.

Temos de criar um sentimento colectivo de que assumir a realidade não é pessimismo, é antes de mais uma necessidade premente. Reduza-se os deputados, reduzia-se os assessores, os staffs. Os salários dos níveis mais elevados têm de descer, quer públicos quer privados.

Estamos muito próximo de uma ruptura social profunda, urge que políticos e empresários deixem de ser autistas e se dêem ao respeito dos portugueses. Necessitamos de exemplos vindo de cima. Peçam sacrifícios, mas sintam-nos também.

Vemos todos os dias, intelectuais, académicos, notáveis da nossa sociedade dizer que tudo está mal, mas ficam-se pelas palavras, passem aos actos meus senhores. Saiam desse comodismo mórbido, e deitem mãos a obra. Já ontem era muito tarde.

Não podemos continuar a empurrar mais o problema com a barriga.

Chegou a hora de mostrar de que massa os portugueses são feitos, caso contrário sou obrigado a dar razão ao administrador enviado por Napoleão, que disse “eles nem governam, nem se deixam governar”.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 21:47

Jornalistas e políticos em conflito

por franciscofonseca, em 01.02.10

 

 Hoje, ao ler o artigo do jornalista Mário Crespo, fiquei sem dúvidas que vamos ter mais um problemazinho para entreter as noites dos portuguesinhos. O “quarto poder” coloca os políticos em constante vigilância, pressão, pois estes passam a estar continuadamente expostos ao público em geral.

É fundamental compreender a relação de conflito entre os jornalistas e os políticos, para termos a noção correcta do funcionamento da politiquice nos nossos dias.

Esta relação é revestida de tensões e influências mútuas, que são naturais, quer do ponto de vista dos jornalistas, quer do ponto de vista dos políticos.

O Jornalista Paulo Nogueira refere que, a relação entre jornalistas e políticos é muito íntima: uns precisam dos outros. “A relação entre os grupos é curiosa, pois tentam manter-se próximos devido aos interesses que têm uns nos outros. Isso dá para o bem e para o mal. Por vezes há muita promiscuidade nessas relações”. O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, diz que “não deve haver promiscuidade nem subordinação de um sector em relação ao outro”, pois a importância da liberdade de imprensa e fundamental num sistema democrático, assim como “espírito crítico” dos meios de comunicação social em relação aos políticos.

O antigo ministro da Educação Marçal Grilo vai mais longe e, diz que a tentativa de manipular os jornalistas "é fatal", pois, "Quando o jornalista sente que o político o tenta ludibriar, o jornalista passa a ser o pior inimigo do político", referindo que, "ganha sempre o jornalista" e o politico "nunca recupera do erro que cometeu".

A jornalista, Susana Barros refere que jornalistas e políticos “sabem bem que não sobrevivem uns sem os outros, criando assim uma relação conflitual de dependência”.

Este mal-estar pode ficar-se a dever a “concepção dualista que alguns fazem dos meios de comunicação social: há os que vêem os media como inimigos a abater e os que acham que são instrumentos a utilizar”.

Assim, no nosso portugalzinho os políticos têm de ocupar terreno, dia após dia, ou desaparecem; o mesmo acontece com a informação, sendo hoje um produto como qualquer outro, objecto de compra e venda, proveitoso ou dispendioso, condenado assim que deixa de ser rentável. As leis do mercado são implacáveis.

Bem, vamos ver desta feita para que lado vai partir a corda.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 21:56

visão curta

por franciscofonseca, em 23.09.09

Faltam mais dois dias para terminar a campanha eleitoral. Os futuros decisores políticos, nada têm dito relativamente aos graves problemas sistémicos que atravessam o país. Por isso não posso deixar de manifestar preocupação e uma profunda tristeza. Até a data, nenhum deles abordou a questão que eu considero fundamental para o nosso futuro: o desenvolvimento sustentável.

 

Gostaria muito de ouvir quais as propostas em matéria de sustentabilidade do desenvolvimento. Apregoam-se medidas, promessas e intenções, mas todos esquecem que são os quadros normativos dos homens que têm de obedecer às leis da Natureza e não o inverso como tem acontecido.

Ainda hoje não somos capazes de entender o alcance dos sinais de alarme que são bens visíveis na nossa sociedade, pois insiste-se na visão de curto prazo e simplista. Tem sido aliás, devido a este tipo de visão que atravessa todos os sectores do Estado, sem excepção, que as ”soluções” do passado se tornaram problemas graves dos nossos dias.

Temo que a evolução da nossa economia e da sociedade, neste contexto persistente nesta visão redutora, nos conduza a desgraça colectiva. O desenvolvimento sustentando, requer mudanças radicais de atitudes e comportamentos a todos os níveis sociais, assim seria de esperar também dos candidatos.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 22:22

Défice de confiança

por franciscofonseca, em 12.07.09

Muito se fala e escreve sobre as relações entre superiores hierárquicos e subordinados, mas existência de confiança entre os membros de uma organização é o pilar fundamental para o seu êxito.

Uma atmosfera de confiança fomenta a cooperação e a participação, e consequentemente, a satisfação dos colaboradores é potencialmente maior, bem como é maior o compromisso com a organização e o rendimento individual e colectivo.

 

Existem comportamentos determinantes que podem gerar confiança por parte dos superiores hierárquicos. Considero que entre muitos, os principais passam pela, consistência no comportamento, ou seja, comportamento coerente ao longo do tempo, e em circunstâncias diferentes.

 

A integridade é outro factor fundamental, principalmente nas praticas, valores, palavras e acções do superior hierárquico.

 

A comunicação para com os subordinados é extremamente importante, pois a compartilha da informação, o ser oportuna e suficientemente detalhada e que explique as decisões tomadas, constitui um dos factores principais para a confiança.

 

Delegação é um factor fundamental para gerar confiança, quando não se delega é porque não existe confiança nos subordinados.

 

A consideração, quer dizer maior respeito pelos subordinados. Esta consideração revela-se no dia-a-dia, pela demonstração de sensibilidade pelas necessidades dos colaboradores, ou seja, o bem-estar do colaborador.

A confiança não se ganha com astúcia, pelo que se carrega nos ombros, mas com exemplaridade.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 23:01

sentido proibido

por franciscofonseca, em 09.07.09

Vivemos num mundo, sem dúvida em contra-mão, onde os problemas mundiais têm escala local e onde os problemas locais se podem transformar em problemas globais.

 

Vivemos num mundo, que em 2025 terá 8 mil milhões de habitantes, ou seja, temos um aumento de 35% de população no globo.

 

Vivemos num mundo de contrastes. Por um lado morrem 8 milhões de pessoas por ano com fome, cerca de 65% da população mundial vive em pobreza extrema e existem 160 milhões de crianças a trabalhar por esse mundo fora.

 

Vivemos num mundo em que, nos países desenvolvidos, cada um de nós tem vários telemóveis, vários computadores e “brinquedos” que nos ligam à tecnologia, mas que nos afastam da reflexão sobre os verdadeiros problemas do globo.

 

Vivemos num mundo onde o conceito de família está a mudar. O papel da mulher alterou-se, o papel do homem também. Isso implica alterações profundas no funcionamento da sociedade que está a ter dificuldades em se adaptar.

 

Vivemos num mundo em que, os partidos políticos são vistos como aquelas organizações mais afectadas pela corrupção.

 

Estes são alguns dos principais problemas que nos afectam a todos. São estes os temas que os nossos políticos deveriam debater seriamente. Mas para isso é necessário pessoas que acreditem no que fazem, que não têm de realizar favores a ninguém e que sintam verdadeiramente que podem fazer a mudança.

 

São estas utopias que fazem a diferença entre um político e um cidadão do mundo. Talvez hoje necessitemos de cidadãos do mundo a gerir os países de uma forma livre e sem ter as mãos atadas a interesses ou a ambições pessoais, e com uma visão global e aberta do mundo em que vivemos.

 

Estamos em contra-mão ou não? Ou será esta minha visão que vai em sentido contrário?

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 23:14


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