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Pobres e felizes

por franciscofonseca, em 06.07.09

Nos últimos tempos, a imprensa nacional repetiu para quem quis ouvir: os portugueses são pobres, mas felizes. Esta conclusão surgiu de um estudo realizado por investigadores do ISCTE.

Assim este estudo conclui que Portugal é um país socialmente frágil, pouco capaz de se mobilizar individual e socialmente mas, estranhamente, com elevados níveis de satisfação e felicidade.

 

Por outro lado, este estudo refere que no nosso país vive-se um clima de desconfiança nos outros e nas instituições.

Isto é um sinal perigoso para a construção do futuro, pois quando não se confia nos outros dificilmente se constituem laços comuns de conforto ou de solidariedade.

Este facto é chocante, do ponto de vista das possibilidades de acção colectiva e de todos os desafios que Portugal terá que enfrentar no curto e longo prazo.

 

Para explicar esta felicidade e satisfação os portugueses recorrem muitas vezes a comparações temporais - “eu já vivi pior”, por outro, fazem comparações sociais - “ eu vivo mal, mas há quem viva pior”.

Temos em Portugal muitas populações com níveis de aspirações ainda francamente baixos, isto é, com expectativas que ainda não atingiram um nível suficiente para as pessoas sentirem outro tipo de necessidades, para serem mais exigentes com a sua qualidade de vida.

 

Se perguntarmos o que poderia melhorar a qualidade de vida dos portugueses as respostas são: mais dinheiro, mais saúde e encontrar emprego.

Trata-se de necessidades ainda muito primárias, tradicionais, muito dominadas pelos traços da privação e da precariedade nos rendimentos e da incerteza face ao futuro.

Mas sem dúvida alguma, quem faz um país é o seu povo. Seja para a o bem, seja para o mal.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 19:00

política que caminho

por franciscofonseca, em 22.06.09

 

Nos quatro cantos do mundo os sistemas políticos estão a entrar, com o passar do tempo, em colapso. Entre muitos factores, a corrupção, que cada vez cresce mais, pelas recentes descobertas e imaginando toda a que nunca se descobre, deixa a política a beira da inutilidade para a sociedade, pois acaba por criar novos problemas.

 

Mas a política desempenha inegavelmente um papel impar no caminho da civilidade, e sem ela não existe avanço humano. Neste sentido é preciso modernizá-la, fazê-la mais acessível para os cidadãos, e juntá-la mais eficientemente com os novos meios de comunicação que revolucionaram as últimas décadas, no sentido de ser mais perceptível para os comuns dos mortais.

 

O poder da comunicação é fundamental na política, sem comunicação qualquer política fica condenada ao fracasso. Se a política, por exemplo passar pela realização de congressos internacionais, para começar, as discussões deixariam de ser realizadas em mesas a portas fechadas nas instituições nacionais e internacionais, onde ninguém sabe o que se fala, e assim atingiria uma escala mais global e sem dúvida seria mais transparente e democrática.

 

Os próprios cidadãos acabariam por se entusiasmar mais com a política e a imiscuírem-se mais em todos os movimentos no âmbito político à escala mundial.

.

A longo prazo, a tendência é que o computador se torne uma ferramenta tão fundamental ao homem civilizado quanto a roupa.

 

A internet apresenta um leque quase infinito de opções para melhorar as relações humanas. E começar a pensar sobre o futuro da política hoje, vai ajudar a construir cada vez mais um futuro melhor e mais democrático.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 22:06

O mercado de estupefacientes continua em alta!

por franciscofonseca, em 27.12.08

O fenómeno da toxicodependência é, actualmente, um problema macro-social, no qual se encontram correlacionados factores individuais, familiares, económicos, políticos e civilizacionais.

É um dos problemas sociais mais graves do nosso tempo, visto que afecta directamente a sociedade, ou seja, mesmo aqueles que não têm uma relação directa com o problema, acabam por se ver envolvidos pela criminalidade a ele associada.

No tocante à relação da criminalidade com a droga, podemos dizer que a droga constitui, conjuntamente com o terrorismo e a delinquência económica, o principal fenómeno criminal da segunda metade do presente século.

Esta realidade do século passado mantêm-se perfeitamente actualizada no inicio deste.

De acordo com dados do Gabinete sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (UNDOC), o número de pessoas em todo o mundo que consomem drogas duras, consideradas mais nocivas para a saúde, é de aproximadamente 25 milhões, o equivalente a 0,5% da população mundial.

Actualmente, no mundo todo, “cerca de 200 milhões de pessoas – quase 5% da população, entre os 15 e os 64 anos – usam drogas ilícitas, pelo menos uma vez por ano, e, cerca de metade destes, usa drogas regularmente, pelo menos uma vez por mês. A droga mais consumida no mundo é a cannabis, maconha ou haxixe.

Cerca de 4% da população mundial, entre 15-64 anos, usa cannabis enquanto 1% usa estimulantes do grupo anfetamínico – cocaína e apiáceos.

O uso de heroína é um grave problema em grande parte do planeta: 75% dos países enfrentam problemas com o consumo da droga.

No total, os narcotraficantes têm 200 milhões de clientes em todo o mundo. A Clientela da droga mundial em 2005.

O enorme poder económico dos narcotraficantes, a sua ligação à economia legal, a penetração em áreas do poder político e económico e no sistema policial, permitem-lhes escapar facilmente ao controlo policial que, comparativamente, dispõe de fracos recursos.

Este flagelo continuará a fazer parte das nossas vidas e a arruinar milhares de vidas humanas diariamente!

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publicado às 15:59


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