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A geração que se segue

por franciscofonseca, em 28.03.09

O mundo está a viver o início de uma revolução com consequências sem precedentes na forma como as empresas inovam e produzem. Muitos dos problemas que nos afectam hoje, tem a sua origem na falta de percepção, por parte das organizações em se adaptarem as novas realidades, pois a mudança é rápida e requer muita agilidade de comportamentos e práticas.

Estamos na presença de revoluções ao nível demográfico, social e económico que estão já a ter lugar. Não tenho dúvidas que vão transformar o mundo e a própria vivência, quer a nível social, económico e ambiental.

Um dos factores para estas mudanças centra-se na Geração Net, nascida entre 1977 e 1997, é o primeiro grupo de pessoas jovens a estar totalmente imerso, desde o seu nascimento, num ambiente digital, hiper-estimulante e interactivo. Estes jovens representam mais de um quarto da população mundial e não demorará muito até que comecem a dominar a força de trabalho e o mercado.

Isto leva-nos a uma nova forma de encarar os recursos humanos, ou seja, repensar práticas como o recrutamento, as compensações, a formação, a supervisão, a motivação, o crescimento e a retenção.

A velha crença que é necessário atrair, desenvolver e reter os melhores e mais inteligentes no interior das organizações está completamente obsoleta.

As normas da Geração Net, - como a rapidez, a liberdade, o entretenimento e a colaboração entre pares - quando forem aplicadas ao mundo do trabalho, vão fornecer às empresas um conhecimento para a mudança que irá revolucionar essas mesmas práticas no interior das organizações.

Assim, estamos perante um novo paradigma, que quanto a meu ver nada tem de cinzento, nem de catastrófico, mas sim de inovação e mudança que vai despertar para as novas oportunidades agora existentes.

Estamos perante uma nova força motora, que está a transformar a humanidade a uma velocidade estonteante, que só quem conseguir percepcionar, vai ter hipótese de vivenciar esta nova sociedade do conhecimento acelerado.

Francisco Fonseca

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publicado às 17:37

A Reforma do Sector Público em Portugal

por franciscofonseca, em 21.03.09

Ontem regressei a minha Faculdade, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, para assistir, na companhia de um grande amigo, a uma conferência que teve como tema, o balanço da reforma do sector público em Portugal.

A conferência teve como oradores principais, o Professor Doutor Christopher Pollit da Universidade de Leuven, editor da International Review of Administrative Sciences e o Professor Catedrático Doutor Oliveira Rocha, Director do Departamento de Relações Internacionais e Administração Pública da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho.

Das intervenções destas duas autoridades Internacionais e Nacionais, ficamos a saber que a reforma da Administração Pública Portuguesa se encontra numa fase, em que não é possível avaliar o seu estado, nem quantificar as reformas.

Para Christopher Pollit os impactos da reforma modelada pelo “new public management” na sua generalidade assentam em legislação de pura retórica e, em nada beneficia as reformas de fundo.

Oliveira Rocha vai mais longe e refere que a legislação produzida está em estado de coma profundo, pois em termos das reformas necessárias, nada trouxe de novo, bem pelo contrário, confusão e distorção de funcionalidades.

Vamos ter de esperar, provavelmente mais uns anos para ver os resultados desta reforma iniciada em 2003, se é que vai haver resultados palpáveis, ou se tudo fica na mesma na quintinha dos senhores políticos.

Francisco Fonseca

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publicado às 16:57

O LUCRO DO NEGÓCIO SOCIAL

por franciscofonseca, em 29.01.09

Em muitos lugares do Mundo as crianças tem esta visão do futuro!

 Ao contrário dos negócios das multinacionais, que têm como objectivo principal maximizar os lucros e nos quais o que conta são os dividendos ganhos ao final do ano, num negócio social, o que se conta são as pessoas que dele beneficiaram.

Pretender ganhar dinheiro constitui uma parte muito significativa do ser humano, mas não o representa na sua totalidade.

Um ser humano no seu pleno e em meu entender, é muito mais do que isso, ou melhor deveria ser, mas infelizmente e cada vez mais vemos por esse mundo fora precisamente o contrário.

Na minha perspectiva grande parte dos problemas que assolam o mundo continuam sem solução, porque continuamos a interpretar o capitalismo de uma forma demasiado estreita, pois é necessário ilumina-lo e não acabar com ele.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 21:59

As Elites a beira da extinção

por franciscofonseca, em 19.12.08

 O debate sobre as Elites em Portugal, muitas opiniões tem suscitado nos mais variados quadrantes da sociedade portuguesa.

 

As Elites em qualquer sistema seja ele democrático ou nem por isso, revestem-se de importância crucial para uma evolução sustentada de um país.

 

As Elites Portuguesas estão a desaparecer, ficando Elites de duvidosa qualidade e as mais novas que estão a sair da geração Net, são de qualidade intelectual medíocre.

 

As Elites com boa qualidade procuram outras paragens onde podem estender seus horizontes, quer profissionais e pessoais, em alguns casos destacando-se pela sua capacidade, qualidade, arrojo nos mais variados sectores.

 

No meu ponto de vista, esta crise que vivemos agora, prende-se com o facto das Elites políticas, se fartaram de fazer demagogia, não tendo capacidade nem engenho para criar soluções, que passou do sistema financeiro à economia real e rapidamente está a passar do sistema económico para o sistema político e social.

 

Claro que o mal não é nosso, isto mais uma vez mas dos outros, antecipa algo que poderá acontecer na Europa a nível social nos próximos tempos e que obrigará o velho continente a tomar medidas, que mais uma vez vão afectar, em maior escala os mais desfavorecidos e protegidos pelo sistema social.

 

Eu sou daqueles que acredito, continuo a acreditar, mas em alguns vectores da condução da política mundial, começo a acreditar devagarinho.

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publicado às 21:58


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