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AMEAÇA TERRORISTA EUROPEIA

por franciscofonseca, em 02.11.10

 

A ameaça terrorista volta a pairar sobre o continente europeu. Várias operações antiterroristas foram levadas a cabo em França, Inglaterra, Alemanha e hoje na Grécia.

 

Sim, acredito firmemente que há uma ameaça terrorista na Europa. Na minha opinião esta ameaça não deve ser superestimada ou subestimada e principalmente no caso português, pois tem a responsabilidade de organizar a próxima cimeira da NATO, sem dúvida, um acontecimento de grande mediatismo mundial, que vai colocar Portugal sob o olhar atendo, dos principais grupos terroristas mundiais. Todos eles vão avaliar as vulnerabilidades do sistema de segurança português.

 

Espero bem, que não existam grandes vulnerabilidades, caso contrário podemos assistir a uma estocada arrepiante, nos princípios civilizacionais que a maioria dos países, que vão estar reunidos apregoam e defendem.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 20:09

Presente e futuro

por franciscofonseca, em 27.06.09

 

 

Muito se tem publicado sobre as intenções da Coreia do Norte, mas quase nunca acertando, sobre as possíveis evoluções da postura internacional. Quando todos esperavam que aproveitasse a disponibilidade da administração Obama para dialogar foi tomar precisamente o caminho contrário.

 

É necessário ao mundo perceber a lógica da insistência no desenvolvimento de um arsenal nuclear à custa de manter a população a passar fome, sob uma implacável ditadura e em regime de total isolamento com o exterior.

 

A grave crise em que o Irão está mergulhado, pela contestação popular das eleições presidenciais que, de modo inesperado, deram uma vitória esmagadora ao Presidente Ahmadinejad, está relacionada com uma estrutura política de Estado única no mundo. O Irão tem um sistema híbrido que combina a liderança religiosa islâmica com a liderança resultante de um processo democrático, mas garantindo que a componente religiosa prevalece, em qualquer circunstância, sobre a republicana.

 

O Irão tem um papel fundamental a desempenhar na situação do Afeganistão, e de estabilização de toda a zona do médio oriente.

 

África, que nas últimas décadas tem sido devastada por guerras civis, que colocam o continente africano numa situação humanitária extremamente difícil, necessita urgentemente de medidas estruturais na agricultura, no desenvolvimento social e na saúde. África Central talvez seja a parte do território onde a situação seja mais grave actualmente.

 

De outro lado a Europa em que Portugal está inserido não está exposta a qualquer ameaça credível de forças convencionais mas não está livre de quatro grandes tipos de riscos que, mesmo distantes, podem afectar a estabilidade de que necessita para ter progresso social e económico, e para cuja solução pode ser necessário o envolvimento directo dos europeus.

 

São os riscos da instabilidade e caos provenientes de áreas de insegurança crónica, onde persistem vulnerabilidades económicas, demográficas, ambientais e graves desigualdades sociais; são os riscos provenientes de zonas de conflito que continuam por resolver; são os riscos de estados falhados cujos governos não conseguem controlar a totalidade do território, proteger as minorias e manter a lei e a ordem e, finalmente, é o risco do terrorismo transnacional levado a cabo por actores não estatais.

 

Mais alguns casos de instabilidade poderia referir, mas estes afiguram-se-me como os principais, num mundo cada vez com mais contrastes sociais e civilizacionais, mas que todos nós acreditamos que se trata de um mundo desenvolvido! Eu não embarco nessa caravela do desenvolvimento.

 

Francisco Fonseca

 

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publicado às 17:00

A guerra assimétrica

por franciscofonseca, em 19.04.09

Durante os últimos três séculos, os estados entravam em conflito de acordo com princípios e métodos baseados em estratégias de guerra clássica, suportadas pelo conceito de compromisso hostil entre dois estados soberanos vistos como únicas entidades. Esta definição está agora obsoleta.

O dealbar deste terceiro milénio continua cheio de incertezas. Num mundo hoje marcado pela volatilidade identitária, as zonas de interesse estratégico fundamentais alteraram-se, e passaram a ser aquelas que são capazes de exportar a sua própria instabilidade.

A actual conjuntura internacional, onde o papel do Estado soberano está em crise, também se caracteriza pela flexibilização do conceito de fronteira e pela aceitação de situações de cidadanias múltiplas e de governança partilhada.

A superioridade tecnológica dos meios militares ocidentais, e principalmente americanos, induz qualquer adversário a refugiar-se em respostas assimétricas, socorrendo-se de métodos tradicionais, por vezes rudimentares, à mistura com meios de alta tecnologia disponíveis no mercado civil.

São inúmeros os exemplos, da operação Restore Hope na Somália, das operações da KFOR no Kosovo e mais recentemente as operações Enduring Freedoom, no Afeganistão e Operation Iraqi Freedoom, no Iraque.

Esta forma de enfrentar o poder convencional, está cada vez mais a expandir-se, pois o destaque dado pela imprensa internacional e a incapacidade de uma resposta adequada potenciam o aparecimento deste modus operandi.

Francisco Fonseca

 

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publicado às 21:25

Também temos as nossas grandezas

por franciscofonseca, em 26.03.09

 

 O Oceano Pacífico é o maior e o mais fundo oceano do mundo. O Português Fernão de Magalhães teve a honra de ser o primeiro europeu a ver este oceano, e deu-lhe o nome Mare Pacificum - conhecido agora por todo o mundo como oceano Pacífico.

 

Nestes tempos, Portugal tem a honra de estar 7.º lugar dos mais pacíficos do mundo.

Portugal tem sorte de não ter terrorismo de que se fale e de ter das melhores relações com o mundo.

                                                                                                                    

 A propósito, a aliança mais duradoura que existe no mundo é a de Portugal e de Inglaterra que já tem mais de 600 anos. Este era o quarto da Rainha.

 

  Este era o quarto de sua majestade, já na altura tinha muito bom gosto.

 

 

Esta era a sala dos banquetes, com que a corte Portuguesa brindava os seus convidados.

Hoje em dia, é utilizada pelos nossos dirigentes máximos, para dar grandes recepções, fazendo lembrar os banquetes de antigamente.

Temos de pensar em grande!

 

Francisco Fonseca

 

 

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publicado às 20:57

Objectivos e causas do Terrorismo actual

por franciscofonseca, em 22.12.08

Actualmente, um objectivo primordial do terrorismo, será a aniquilação dos valores da democracia, de acordo com a teoria da jihad global, desenvolvida pelo seu teórico mais fanático e um dos mais respeitados e venerados do islamismo radical, Sayyid Quttub, considerado o verdadeiro pai do violento jihadismo internacional.

Ao seu ódio desenfreado contra os governos filosocialistas e ímpios, juntava uma aversão sem limites contra os Estados Unidos, país onde viveu entre 1948 e 1950 e aprendeu a odiar o Ocidente.

Quttub considerava os Estados Unidos a mais perfeita encarnação do mal, pelo seu sentimento de igualdade, democracia, tolerância religiosa e, sobretudo, a permissividade, que para ele constituía a armadilha mais perigosa para um bom muçulmano.

As causas que motivam os actos terroristas podem ser multifacetadas: expulsão de estrangeiros, mudanças políticas, acção de retaliação e vingança, projecção local ou global, construção de uma imagem de poder, preservação do território, motivos religiosos, entre outras.

Sem dúvida que os princípios da sociedade democrática, quando efectivamente estruturados, apresentam poucas probabilidades de sofrer abalos com a acção terrorista; contudo, as jovens democracias estão sujeitas a retrocessos.

Os ataques aos países muçulmanos que começaram o processo de democratização, como a Turquia e a Indonésia, demonstram a incompatibilidade entre grupos radicais que recorrem a acções terroristas e, o regime de liberdade e respeito pelos direitos humanos.

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publicado às 13:40

Mega espaços urbanos anárquicos

por franciscofonseca, em 17.12.08

Estes espaços caracterizam-se por terem uma densidade populacional elevadíssima, onde impera a desordem, o caos social e, funcionam como incubadoras e campos férteis para o florescimento do terrorismo e da criminalidade violenta. Os Mega espaços são bastante carenciados de forma geral, mas em contextos especialmente degradados no Hemisfério do Sul, representam uma ameaça mortal.

Um "mega espaço urbano" é uma imensa e caótica aglomeração de blocos de torres, propriedades, escadas rolantes, mega-mercados, auto-estradas, aeroportos, poluição severa, favelas, crime excessivo e terrorismo.

Só para dar alguns exemplos onde se vê, claramente que este fenómeno teve e terá uma evolução catastrófica:

Em 1900, 10% das pessoas no mundo viviam em áreas urbanas.

Em 2000, 3 biliões de pessoas viviam em áreas urbanas.

Também em 2000, a todas as horas, há mais 60 pessoas em Manila, mais 47 pessoas em Nova Delhi e mais 21 pessoas em Lagos.

Em 2015, Mumbai e Tóquio cada terão 27 milhões pessoas.

Em 2030, 60% da população mundial vive em áreas urbanas.

Erupções de guerra e violência extrema nos megas espaços urbanos de países em desenvolvimento são noticiados quase diariamente na televisão. Assim, contam-se como áreas de tensão crescente lugares como Gaza (a Tira de Gaza está transformada numa favela gigantesca), Bagdad e Basra (no Iraque), Karachi, Rio de Janeiro e São Paulo.

Esta é a realidade que se desenvolveu e que as nações têm que enfrentar presentemente. A criminalidade violenta pode ser menos espectacular e ter menos interesse jornalístico que o terrorismo.

Mas a criminalidade em geral é uma ameaça real, quer para o mundo desenvolvido, quer para o mundo em desenvolvimento, sendo que os últimos têm uma imensa necessidade de paz e de estabilidade, para se tornarem mais desenvolvidos.

Caminharemos nós para a desertificação de grandes áreas do Globo, em detrimento da concentração, das pessoas nestes mega espaços urbanos, onde a pressão e a qualidade de vida são inversamente proporcionais.

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publicado às 16:48

Desenvolvimento versus Caos em África

por franciscofonseca, em 12.12.08

No perigoso mundo de hoje, as ameaças que temos pela frente são caracterizadas por crime, violência e terrorismo. Um líder militar, tribal ou fundamentalista fanático pode encabeçar, uma milícia ou uma rede terrorista ancorada na extorsão, tráfico de estupefacientes e de seres humanos.

Como exemplo temos, vários países na África subsariana, que mergulham numa espiral descendente, na qual as faltas de Nação e Estado são decisivas e onde gangs armados e guerrilhas sem ideologia proliferam. A guerra entre gangs ocorre periodicamente; o crime organizado desenvolve-se cada vez mais a par de uma cultura de impunidade galopante.

O desenvolvimento que alguns países começam a ter, no continente Africano, pode potenciar ainda mais estes movimentos criminosos e, num futuro próximo termos Estados sem poder capaz de fazer face a estes movimentos.Espero que a comunidade Internacional, que anda tão distraída com a crise económica e, com os problemas daí resultantes, não esqueça desta realidade cada vez mais actual!

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publicado às 18:19


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