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Na Europa a corrupção tende a agravar-se com a crise financeira. Existe uma forte correlação entre este fenómeno e os défices dos países do sul da Europa, que lideram o problema de endividamento e os que menos praticam uma cultura política de transparência.

Na Grécia, Itália, Portugal e Espanha a corrupção consiste com frequência em práticas que resultam da opacidade nas regras entre os grupos de pressão, de tráfico de influência e de relações muito estreitas entre o sector público e o privado. A permeabilidade entre empresas e governos favorece o abuso de poder, o desvio de fundos e a fraude, minando a estabilidade económica.

Nos países que passam por dificuldades financeiras, os abusos e a corrupção não estão controlados. Estes países padecem de uma grave carência de responsabilidade dos poderes públicos e revelam uma ineficácia, negligência e corrupção tão enraizadas que não é possível ignorar a relação entre a corrupção e as crises financeira e orçamental que se vive nestes países. Esta é a realidade nua e crua e que os lobbies sem controlo tudo farão para que assim continue.

Neste momento de grande incerteza a Europa necessita de uma cultura política de transparência para sair da crise económica. Existem demasiados governos que se furtam à sua responsabilidade na gestão das finanças públicas e dos concursos públicos.

Mas quando o problema não é a crise económica mas, pelo contrário, o fenómeno da corrupção prolífera graças à riqueza, ou seja, o modo descarado como as elites políticas e económicas desse país delapidam essa riqueza em prol de benefícios próprios. Falo de Angola, de facto dos países mais corruptos do mundo. Os mais corruptos têm toda a proteção política e jurídica para que não sejam responsabilizados pelos seus atos. É quase impossível uma empresa estrangeira investir hoje em Angola sem que tenha um sócio que seja membro do governo ou que esteja ligado à família presidencial. Há uma associação de tráfico de influências.

Os principais sinais deste fenómeno continuam enraizados na administração pública, onde impera a gorjeta, chamada gasosa, o tráfico de influências, a retórica da falta de verbas como forma de justificar a não concretização de projetos sociais, o nepotismo e os sinais exteriores de riqueza e, ainda, a regra do sócio, apelidada em Angola de cabritismo, e do amigo do partido. O sul da Europa aproxima-se perigosamente deste tipo de corrupção. Espero que este fenómeno seja passageiro, caso contrário será a ruína completa dos povos.

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publicado às 17:11

Biberão alemão no resgate espanhol

por franciscofonseca, em 10.06.12

O resgate espanhol comprova mais uma vez que existem países de segunda e de primeira, na forma de tratamento pelas instâncias europeias. A Irlanda que foi intervencionada em 2010 já afirmou que vai pedir a renegociação do seu plano de regaste, querendo para si as mesmas condições, já Portugal parece estar contente com o seu plano e não tenciona pedir qualquer renegociação, pois não tem poder nem força para o fazer.

A Espanha beneficiou bastante com o facto de ter aprendido com a experiência portuguesa e teve condições para negociar uma situação que é bastante mais vantajosa do que a que temos em Portugal. As garantias do governo espanhol devem passar pelo controlo do défice, pelo aumento dos impostos, nomeadamente do IVA.

Num momento como o atual de enorme tensão nos mercados da zona euro, este processo foi conduzido de forma a não manchar a reputação dos governantes de Madrid e acima de tudo não afundar ainda mais, a quinta maior economia europeia. A Alemanha tratou de forma diferente a Espanha, pois sabe que a austeridade no caso espanhol agravaria ainda mais o desemprego, que já é insustentável.

Este resgate disfarçado, pode abrir uma caixa de pandora nas relações dos governos europeus e também nos governos regionais espanhóis. Penso que outros países vão ponderar fazer pedidos nestes moldes, pois é uma forma interessante de injetar dinheiro fresco na economia e com custos reduzidos. Por outro lado, os governos regionais espanhóis podem ter aqui uma boa solução para saírem da bancarrota em que se encontram e conseguirem financiamento.

Espanha conseguiu libertar-se dos programas austeridade, que podem ter chegado ao fim. É previsível um novo dinamismo da economia e pode ser positivo para Portugal, pois a economia espanhola é uma das maiores destinatárias das exportações portuguesas. Veremos se a Espanha necessitar de mais dinheiro no futuro, se pode continuar a contar com o biberão alemão.

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publicado às 16:23

Resgate espanhol na mira dos mercados financeiros

por franciscofonseca, em 08.06.12

A Espanha está a tentar evitar um pedido de resgate que a pode equiparar à Irlanda, à Grécia e a Portugal, que tiveram de assinar um memorando de ajustamento financeiro com a troika. Seja qual for a modalidade, o pedido tem de ser feito pelo governo espanhol que tem de aceitar condições e dar garantias. Estima-se que os bancos espanhóis registem perdas aproximadas de 250 mil milhões de euros, devido aos problemas latentes detetados no mercado imobiliário. A dimensão do problema espanhol é três vezes superior ao cheque de 78 mil milhões de euros, passado a Portugal.

Outro grave problema com que Espanha se está a confrontar, tem a ver com as dívidas das regiões, à semelhança da Catalunha que já pediu ajuda financeira ao governo central, muitas outras estão na mesma situação. Os instrumentos europeus já estão prontos para o resgate espanhol, resta saber até quando irá resistir o governo.

As consequências negativas para Portugal do resgate espanhol são no âmbito económico. Com maior austeridade em Espanha, o consumo vai diminuir e as nossas exportações irão diminuir. Mas Portugal também vai beneficiar, nomeadamente, o sistema bancário português, com a assistência financeira aos bancos espanhóis, estes passarão a ter condições para honrarem os seus compromissos.

O furacão da crise espanhola poderá acelerar os mecanismos para pôr fim à crise da Zona Euro. A Europa necessita antes de mais, de uma união política e de uma união orçamental, no fundo mais Europa. A consolidação orçamental é fundamental para perspetivar o crescimento económico.

O endividamento da banca, das empresas e dos agregados familiares, o desemprego elevado, as medidas de austeridade orçamental destinadas a combater o aumento da dívida pública e a exposição da banca a dívidas soberanas, conjugada com uma economia fraca formam este ciclo vicioso, que continua a fazer as suas vítimas. A Espanha é a vítima que se segue dentro de momentos.

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publicado às 14:34

Quem estimula a economia é a classe média

por franciscofonseca, em 05.06.12

Esta ideia tem de ser disseminada. A classe média foi e continua a ser um pilar fundamental de uma sociedade próspera e desenvolvida. Este pilar é uma vantagem competitiva que deriva diretamente da força da classe média, a começar pelo seu poder de compra. Os mais ricos não fazem o suficiente para estimular a economia, esse poder está nas mãos da classe média, mas erradamente os governantes continuam a pensar que são os mais ricos que têm esse poder.

A classe média tem uma maior predisposição para gastar o rendimento disponível do que as famílias ricas, apesar das festas e dos aviões a jacto que os transportam para férias em sítios paradisíacos, não compram t-shirts, carros e refeições em restaurantes que sejam suficientes para fazer equivaler os gastos que ocorreriam se a sua fortuna fosse dividida entre milhares de famílias pobres. Neste domínio vários são os estudos sobre o que os economistas denominam como propensão marginal para o consumo, que apoiam esta teoria.

Ao contrário do que vejo todos os dias na imprensa nacional e internacional, a ser defendido, maior austeridade para a classe média e mais dinheiro para os bancos e as grandes empresas, ou seja, a solução do passado que nos conduziu até a crise. Não me restam dúvidas que tem de ser a classe média a puxar pelo crescimento, pois é ela que investe em dois dos mais importantes motores da economia: nas infraestruturas e no capital humano. São as classes médias que exigem boas estruturas de suporte e boas escolas, exemplos que incentivam o funcionamento geral da economia.

Está demonstrado que as classes médias são as incubadoras dos empreendedores de amanhã, pois estas oferecem uma boa combinação de tempo, recursos e motivação para investir nas competências e para ascender na escala da inovação. Geralmente sete em cada 10 empreendedores provêm de classe média. Por seu turno, aos filhos dos ricos, habituados aos seus confortos extremos, poderá faltar o incentivo necessário para aumentar ainda mais a fortuna de família e para subirem a escada económica, o principal motivador para os empreendedores do futuro.

A economia encontra-se em muito maus lençóis, se não vejamos, jovens que queriam ser médicos acabam a servir cafés ou caixas de supermercados. Uma jovem mulher que ambiciona ser professora acaba como baby-sitter, a ganhar uns trocos, enquanto espera que haja um lugar para si numa qualquer escola. Em Portugal e na Europa a economia está a sofrer simplesmente porque as pessoas não conseguem realizar todo o seu potencial e porque as políticas públicas são concebidas através de pressupostos e enfoques errados. É chegado o momento de arrepiar caminho.

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publicado às 20:00

A classe média a caminho da extinção em Portugal

por franciscofonseca, em 01.06.12

Hoje ouvi alguns iluminados economistas, próximos do governo, defenderem a redução dos salários em Portugal. Gente incompetente, com responsabilidades diretas na situação atual, que deveriam ser responsabilizados civil e criminalmente, por todas as atrocidades cometidas, mas que ainda se acham no direito de dar contributos ainda mais ruinosos. Os trabalhadores portugueses ganham 12€ por hora de trabalho, os espanhóis 21€, os franceses 36€, os alemães 30€, os belgas 39€, os gregos 17€, os irlandeses 27€,sendo a média dos 17 países da Zona Euro,  27€. Mas ainda há imbecis que acreditam que baixar salários é uma boa solução para aumentar a competitividade.

O fosso entre ricos e pobres em Portugal está cada vez mais acentuado: 20% da população rica a ganhar seis vezes mais do que os 20% mais pobres. Já para não falar que a classe média portuguesa corre sérios riscos de baixar de categoria, sendo nela também que recai a maior fatura da crise. A erosão da classe média e os efeitos nefastos que este desgaste possui no crescimento é um elemento comum a muitas economias europeias. Esta é a realidade muito perturbadora.

E, caso este declínio continue, os efeitos podem ser os seguintes: estradas e pontes cairão na degradação; as universidades entrarão em guerra para licenciar estudantes e os preparar para o mercado de trabalho; os gastos dos consumidores cairão em flecha; os pequenos negócios irão fechar e serão muito, muito poucos, aqueles que nascerão no seu lugar. Por fim, os milionários serão confrontados com menos clientes e com um número bem menor de potenciais contratados.

Nas duas últimas décadas, a globalização transformou muitos países, em sociedades de consumo exagerado, onde tudo se comprava e, especialmente, com dinheiro emprestado, mas este modelo colapsou com a crise financeira. Só podemos sair desta situação se aumentarmos os anos de escolaridade, a qualidade de educação, a excelência na gestão de recursos humanos, premiar o mérito e implementar uma política rigorosa de responsabilização. A par disso taxar os milionários da mesma forma e sem exceções, para poderem ser aumentados os salários. Estas são as principais medidas para sairmos da crise e não baixar os salários com defendem alguns energúmenos.

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publicado às 21:06

Economia global exige líderes globais

por franciscofonseca, em 27.05.12

Atualmente as maiores oportunidades de negócio, em conjunto com os maiores desafios que enfrentamos, são globais por natureza e, por isso, exigem líderes que sejam igualmente globais. O mundo necessita de verdadeiros líderes globais como construtores e articuladores, de recursos e de talentos ao longo de várias fronteiras políticas e culturais. Mentalidade positiva, empreendedorismo e cidadania são competências essenciais para os líderes globais.

A mentalidade global permite aos líderes relacionarem-se com os indivíduos e com as organizações em múltiplas esferas. O seu espírito empreendedor equipa-os de forma a criar valor através desses mesmos relacionamentos. E a sua noção de cidadania estimula-os a oferecer um contributo positivo às comunidades com as quais se envolvem. O relacionamento, a criação e o contributo constituem as três características por excelência que fazem, um líder global.

Contudo, os verdadeiros líderes globais são definidos não só pelos seus conhecimentos e relacionamentos terrenos, nem pelas oportunidades globais que vislumbram, mas sim pela forma como conseguem contribuir para o desenvolvimento dos contextos múltiplos nos quais operam. Os verdadeiros líderes globais não exploram uma comunidade para beneficiar uma outra. Encontram, ao invés, soluções para se a criação de um valor multidirecional. Não encaram os negócios como um jogo de soma zero, mas como um mecanismo para gerar prosperidade adicional.

Assim, desta forma a globalização tem vindo a trazer benefícios sem precedentes para muitos, mas não para todos. Centenas de milhões escaparam aos efeitos desumanizadores da fome e da pobreza. Mas são também centenas de milhões que continuam presos a estas armadilhas. E a nossa capacidade para construir uma economia global, verdadeiramente sustentável e inclusiva, irá depender de quão bem ajudarmos as novas gerações de líderes a tornarem-se globais.

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publicado às 21:46

A terceira revolução industrial já está em marcha

por franciscofonseca, em 16.05.12

As duas primeiras revoluções melhoraram o nível de vida geral das pessoas e tornaram-nas mais urbanas. A terceira revolução já está em marcha. A produção está tornar-se digital, e isso vai mudar drasticamente a forma de fazer negócios. Agora, um produto pode ser desenhado num computador e, pouco depois, ser impresso numa impressora 3D, tornando-se num objeto real.

Estes tipos de máquinas são muito versáteis e capazes de executar tarefas complexas, coisas com que a fábrica tradicional é incapaz, ou tem muita dificuldade, em lidar. E com o tempo, estas espantosas máquinas poderão ser capazes de fazer quase tudo, e em qualquer lugar, mesmo que seja na parte mais recôndita do mundo.

Mas também estamos a assistir à criação de novos materiais, mais leves, mais resistentes, e com maior durabilidade do que os do passado. A fibra de carbono, por exemplo, está a ganhar terreno ao aço e ao alumínio em vários tipos de produtos, quer se destinem a aeronaves, quer a bicicletas de montanha. A nanotecnologia permite a criação de objetos e máquinas numa escala diminuta. A engenharia genética está, por exemplo, a alterar geneticamente vírus para que possam ser utilizados num novo tipo de bateria.

Como em todas as outras revoluções, esta também será disruptiva. Os consumidores não vão ter dificuldades para se adaptarem à nova era de melhores produtos, entregues sem demora. Os governos, contudo, talvez tenham maior dificuldade em adaptar-se à lógica de troca de ideias online entre legiões de empreendedores e criadores, capazes de criar produtos e vendê-los no mercado global a partir de uma garagem.

O seu primeiro instinto tem sido sempre o de tentar proteger as indústrias e empresas que já existem, não as que estão a iniciar a sua atividade. A maioria dos governantes não só gasta milhões a apoiar aqueles que eles entendem que são os que vão prevalecer, como comungam ainda da crença romântica de que a indústria é superior aos serviços.

Nada disso faz qualquer sentido. As diferenças entre a produção e os serviços estão a esbater-se. Os governos sempre foram lentos a reconhecer o valor de projetos vencedores e revolucionários. Por isso, era bom que se concentrassem naquilo que é verdadeiramente essencial: apoiar a melhoria da qualificação da força de trabalho através de melhores escolas e estabelecer regras claras para o funcionamento de empresas de todo o tipo. Quanto ao resto, deixem isso ao critério dos revolucionários.

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publicado às 22:03

Hollande poderá impedir desunião europeia

por franciscofonseca, em 07.05.12

Os fundadores do euro pensaram que estavam a criar uma moeda capaz de rivalizar com o dólar americano, mas fizeram-no numa configuração, que os ingleses e americanos já tinham abandonado há muito. Assim, incapazes de desvalorizar as suas moedas, os países do euro em dificuldades tentam recuperar competitividade através de uma penosa desvalorização interna, isto é, pressionando a descida de salários e preços. A receita da austeridade está a conduzir ao aumento do desemprego e ao aumento da desconfiança entre os credores.

Estou certo, que a união monetária se mantem, devido ao receio de a situação se tornar caótica a nível económico e financeiro, e a uma escala sem precedentes. Mas até a data, ainda não foram tomadas medidas que estabilizem a moeda única de uma vez por todas. Isto quer dizer que a zona euro continua vulnerável a novas ondas de choque. Os mercados continuam inseguros quanto ao risco que representam, quer as dívidas soberanas de alguns países, quer o colapso total ou parcial da zona euro.

Definitivamente, o eixo franco-alemão rompeu-se. Hollande poderá trazer um novo equilíbrio para a Europa, ou seja, um equilíbrio entre as medidas cegas de austeridade de Angela Merkel e medidas de crescimento económico, que defende. Penso que pretenderá uma maior integração europeia, através de um conjunto de regras fiscais comuns, racionais, aceites e cumpridas por todos, e uma regulação comum a todos os países. Os mercados financeiros efetuam operações de alto risco diariamente, e a ausência de regras comuns é um obstáculo para a eficiência da moeda única.

Mas, o pior poderá mesmo acontecer, o desmembramento. Deverá ser pensado atempadamente, pois aumenta as hipóteses de se poder salvar das ruínas, aquele que foi o grande avanço na integração europeia, o mercado comum. Assim sendo, os governos da zona euro precisam de estar preparados para o inimaginável. Nenhum general que se preze abdica de preparar um plano para uma guerra previsível, por muito que lhe desagrade a ideia de a levar a cabo.

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publicado às 21:12

Uma turista britânica, durante uma sessão fotográfica com dois leopardos aparentemente dóceis, numa reserva na Africa do Sul, foi atacada por um deles, sem que nada o fizesse prever, quando pousava para tirar uma fotografia. Tudo aconteceu no dia do seu 60.º aniversário, que se transformou num pesadelo.

A turista foi socorrida pelo guia e pelo marido, sendo transportada ao hospital, com ferimentos na cabeça, estomago e pernas. Centenas de pessoas são mortas todos os anos por aninais selvagens. O homem cada vez mais ocupa e destrói os seus habitats naturais.

Ao longo da sua história, o ser humano tem-se utilizado dos animais de diferentes formas, evidenciando a sua importância e refletindo-se em atitudes de respeito, admiração e afeto. Contudo, algumas atitudes ligadas ao domínio, à exploração, ao medo e à aversão para com os animais selvagens têm gerado conflitos entre as populações humanas e a vida selvagem.

Esse conflito ocorre quando as necessidades e o comportamento da vida selvagem geram impactos negativos para os objetivos dos seres humanos ou quando os objetivos humanos geram impactos negativos para as necessidades da vida selvagem.

Normalmente, neste conflito a vida selvagem fica sempre em desvantagem. Centenas de espécies selvagens extinguem-se, todos os anos, devido à intervenção do homem na natureza. Depois, em compensação o homem cria estas reservas naturais, que são autênticos presídios da vida selvagem, que podem visitar em segurança, contemplar toda a beleza e expressar os seus sentimentos de admiração e afeto. Por vezes, as pessoas desafiam o instinto animal e as tragédias acontecem.

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publicado às 14:11

Portugal vive a mais de 150 anos em austeridade e tem tido vários programas de ajuda financeira exterior. Hoje, somos um protetorado, em que as políticas são ditadas pelo exterior, por gente desconhecida e de duvidosa qualidade técnica e científica. A fiscalização dessas mesmas políticas é feita também pelo exterior. Nunca houve um programa de austeridade bem-sucedido num país com uma história grande.

Os países ricos da europa exportam dinheiro e os países pobres exportam pessoas, está é a realidade da união europeia em que vivemos. Mas, devemos olhar para a história e tirar algumas ilações, como por exemplo, a união dos fracos, normalmente acaba por vencer os fortes.

A relação de confiança dos governos tem caído drasticamente e a maioria das lideranças europeias são pobres. A grande maioria dos políticos, na europa não estão preparados para lidar com a incerteza e a ultra complexidade dos tempos em que vivemos. A abordagem europeia é, sem dúvida, a menos assertiva. Penso que a Europa caminha para o abismo que culminará em suicídio.

Os governos dos 27 estados-membros da União Europeia estão a aplicar medidas de austeridade cegamente, sem qualquer medida dedicada ao crescimento económico. Mas, não é só na Grécia, Portugal, também no Reino Unido, na França e muitos outros países estão a sofrer com a austeridade, é como se fosse uma austeridade conjunta e as consequências económicas vão ser devastadoras. A austeridade combinada como os constrangimentos do euro é uma combinação que se vai revelar fatal.

Os altos níveis de desemprego, como o de Espanha que atinge 50 por cento nos jovens desde a crise de 2008, sem esperança de melhorias nos próximos tempos, acaba por destruir o capital humano. As lideranças europeias estão a criar jovens alienados. Os sinais vão-se multiplicando pela Europa, em que o ressurgimento de partidos extremistas e com grande expressividade eleitoral deveriam fazer refletir os principais líderes, caso contrário a história pode repetir-se.

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publicado às 22:26


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