Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

14
Abr 13

A Alemanha colocou nos mercados, na passada segunda 3500 milhões de euros de dívida pública a seis meses, à taxa de juro média de 0,0002%, a mais baixa da história. A emissão do Bundesbank foi um sucesso, pois os alemães irão pagar de juros 3500 euros de juros a 6 meses, ou seja, uns trocos por uma batelada de dinheiro. Imaginem que o governo português pudesse ir buscar a mesma quantidade de dinheiro com os mesmos juros, o problema do Orçamento de Estado e da dívida portuguesa seria muito mais fácil de resolver e os portugueses não teriam de passar por estes sacríficos e por aqueles que ainda estão para vir.

Muito brevemente, Portugal irá aos mercados para colocar uma quantia de bilhetes do tesouro a 6 meses. Como a dívida portuguesa está a ser comprada por especuladores e tendo em conta as rendibilidades mais recentes das várias maturidades, os credores especulativos deverão exigir 1% de juros, isto é, pela mesma quantia alemã, os portugueses vão pagar 17,5 milhões de euros em juros a 6 meses. Isto quer dizer que pagaremos 5 mil vezes mais juros do que a Alemanha, pela mesma quantidade de dinheiro. Uma barbaridade, simplesmente surreal e impossível de prosseguir neste caminho.

No equilíbrio económico, para uns estarem bem, outros têm de estar mal, parece ser este o lema da zona euro. A chanceler Angela Merkel aproveita a crise da dívida e continua assim a financiar-se com custos mais baixos da sua história, conseguindo financiamentos quase gratuitos, quando os países do Sul da Europa e a Irlanda vivem em dificuldades financeiras. Dentro da União Europeia considero pornográfico e inaceitável que uns países possam financiar-se a 6% enquanto outros se financiam praticamente a 0%.

Estes episódios demonstram como a Zona Euro está fraturada internamente entre os países do euro forte, do norte da Europa e os periféricos, do euro fraco, cujo custo de acesso aos capitais de que necessitam não traduz o risco real de incumprimento que sobre eles paira devido principalmente à especulação que é exercida pelos mercados. Portugal está num fosso intransponível, pois o mesmo se passa em relação a banca comercial. Na mesma Zona Euro, a banca na Alemanha cobra por um milhão de euros juros de 1% e a banca portuguesa pelo mesmo milhão de euros cobra cinco vezes mais de juros. Qual é a empresa que estará interessada em investir em Portugal, onde o acesso ao capital é muito mais caro e os impostos mais elevados. Para que exista crescimento económico estas duas variantes terão de mudar radicalmente, caso contrário continuaremos a cavar o fosso. A união dos países periféricos contra esta petulância dos nórdicos é urgente, para acabar com este estado sentido imoral.

publicado por franciscofonseca às 22:44
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25
Out 12

Em 2012, a Alemanha vai ultrapassar a China no volume de excedente externo, colocando-se como o país líder mundial neste indicador (175 mil milhões de euros). A Alemanha acumulou excedentes externos de mais de 1 bilião de euros na última década. O estatuto de país "excedentário" tem sido visto como um instrumento de poder geopolítico e não é encarado, de modo algum, como uma expressão de importantes desequilíbrios que desestabilizam atualmente a zona euro e a União Europeia e que são uma ameaça para a economia alemã no longo prazo.

Em conflito estão as virtudes da exportação e os vícios dos défices. O problema é que num sistema fortemente interligado, como é a zona euro, os dois lados - excedente e défice - estão diretamente interligados.

Atualmente a Alemanha detém um nível de exportação elevado. Mas os trabalhadores alemães não ganharam nada de substancial em termos de rendimento numa década. Os lucros estão em níveis recorde, mas, como as empresas alemãs se globalizaram, o investimento saiu da economia alemã. O investimento em capital na economia alemã está em níveis mínimos recorde. Desde 2000, o investimento líquido na economia alemã em termos de percentagem do PIB está no nível mais baixo de sempre, historicamente registado, excluindo, naturalmente, o período da Grande Depressão. Estes são os calcanhares de Aquiles do modelo alemão.

Os países excedentários não ganham nada a longo prazo com a sua posição de recusa de cooperação com os deficitários. O sistema que permitiu a certos países acumularem excedentes está a caminho do ponto de colapso. Sem cooperação, sobretudo por parte dos países excedentários, um sistema rígido, como é hoje o da Zona Euro implica uma forte cooperação, ou, então, o melhor é quebrar o sistema de câmbios fixos.

A catástrofe económica alemã a que se chegou em 1933 e a intransigência da França sobre as reparações relativas à 1ª Guerra Mundial, catapultaram o partido Nazi para o poder e mergulharam, depois, a Europa em nova guerra. Este é o período da história alemã do século XX em que se devem procurar lições para hoje. Mas quer-me parecer que ninguém quer estudar essas lições históricas.

publicado por franciscofonseca às 19:44
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03
Set 11

A chanceler Angela Merkel desabafa e primeiro-ministro Passos Coelho manietado. Este governo prometeu que ia reformar tudo, mas a única coisa que fez até agora foi subir impostos. É fácil cortar, difícil é cortar cirurgicamente, onde existem as chamadas gorduras localizadas, mas por vezes difíceis de cortar, por se encontrarem bem camufladas, pelos lóbis e grupos de interesse, que capturaram os ministérios. Há muito tempo que o governo anda a tentar cortar, mas corta onde pode e não onde deve.

Os lóbis a que me refiro são a banca, a construção civil, os médicos, os professores, os funcionários públicos e algumas câmaras do país, que minam e interrompem o ciclo da implementação das políticas públicas, em Portugal são raras as políticas que cumprem o seu ciclo.

Angela Merkel durante a recepção a Passos Coelho abriu uma frente de batalha entre Berlim e os países do sul, ao afirmar que "na Grécia, Espanha e Portugal não se devia poder reformar mais cedo do que na Alemanha" ou "não podemos ter uma moeda única onde uns têm muitas férias e outros poucas". Estas afirmações não deixam dúvidas quanto aos objectivos da Alemanha, a solidariedade cada vez mais necessária, nos tempos que correm está a esgotar-se.

A minha esperança já se esfumou, pois o governo não vai ter coragem para reduzir o número de Câmaras Municipais, juntas de freguesias, tudo vai continuar na mesma e mais uma oportunidade vai passar, sem que as grandes reformas estruturais, de que o Estado português necessita urgentemente sejam levadas a cabo. Sem isso não se consegue cortar na despesa do Estado.

A única coisa que o primeiro-ministro tirou da cartola é errada. Compreendo que seja necessário subir impostos, mas não vai resolver literalmente nada, porque quando aumentamos os impostos a despesa também aumenta. Estes impostos vão destruir as empresas e desestruturar as famílias, no final fica tudo pior, ou seja, não há empresa e não há impostos, porque a empresa desapareceu e as famílias portuguesas acabam por falir financeiramente.

publicado por franciscofonseca às 18:49
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17
Ago 11

Os líderes das duas maiores economias da zona euro, durante a cimeira bilateral decidiram convidar o presidente do Conselho Europeu, Van Rompuy, para liderar um governo económico. Mais um rude golpe nas aspirações da Comissão Europeia, que defendia o reforço do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e a criação de obrigações europeias (eurobonds). Penso que Durão Barroso também é leitor deste blog, pois os meus posts dos dias 5 e 10 do mês de Julho falam exactamente sobre o que ele agora vem defender e propor. Sinto-me lisonjeado.

A conversa de Merkel e Sarkozy, em propor um governo económico, para reforçar a coordenação da planificação financeira na união monetária, só interessa mesmo aos alemães, pois estes são veementemente contra a emissão de obrigações europeias. Mas, a solução para crise da dívida pública dos países da zona euro, apesar de estes baronetes considerarem que ainda é cedo, passa mesmo pela emissão das euro-obrigações. Mas não só.

Já agora, pode ser que o presidente da Comissão Europeia também leia, a solução para esta crise terá de contemplar a reforma do sistema bancário. Os bancos da zona euro tornaram-se dos mais endividados do mundo, sendo necessária uma supervisão bancária apertada e poderosa, para acabar com a relação incestuosa entre bancos e agentes reguladores.

Os países endividados não vão conseguir pagar a dívida com estes juros pesados, a os países deficitários têm de poder renegociar a sua dívida, nas
mesmas condições que os países excedentários. Para isso terá de haver um compromisso entre a Europa das duas velocidades.

A Alemanha tem o futuro da Europa nas mãos, e sabe que as euro-obrigações poriam a solvabilidade da Alemanha em risco. O governo alemão tem ideias erradas sobre a política macroeconómica para a própria Alemanha e Europa. A Alemanha só tem uma balança comercial cronicamente superavitária, porque outros países têm défices elevados. Terá de existir uma flexibilização, da parte alemã, para com as regras, pelas quais os outros países se possam também reger, com as suas especificidades. Simultaneamente, a Alemanha terá de fazer uma profunda reflexão interna sobre o euro, caso o queira manter como moeda viável.

publicado por franciscofonseca às 20:36
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15
Nov 10

 

Será que o comunismo está a preparar-se para salvar o capitalismo? Esta pergunta a uns 10 anos atrás faria rir meio Mundo. Mas uma década passada tudo se alterou, vemos a poderosa China, interessada em comprar dívida pública, de alguns países capitalistas, como é o caso dos EUA, Alemanha, França, entre outros.

 

Alguns analistas consideram, que esta poderá bem ser, a tábua de salvação para os países com elevada dívida pública, assim como para às respectivas economias.

 

Muitos dirão que esta é uma boa notícia, vista no curto prazo, mas, na minha opinião, no médio e longo prazo, esta solução traduzir-se-á na completa falência de alguns destes países.

 

Brevemente, a segunda maior economia do Mundo, destronará os EUA e as leis de mercado, seguramente serão alteradas.

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 18:51
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música: Passáros do Sul

02
Nov 10

 

A ameaça terrorista volta a pairar sobre o continente europeu. Várias operações antiterroristas foram levadas a cabo em França, Inglaterra, Alemanha e hoje na Grécia.

 

Sim, acredito firmemente que há uma ameaça terrorista na Europa. Na minha opinião esta ameaça não deve ser superestimada ou subestimada e principalmente no caso português, pois tem a responsabilidade de organizar a próxima cimeira da NATO, sem dúvida, um acontecimento de grande mediatismo mundial, que vai colocar Portugal sob o olhar atendo, dos principais grupos terroristas mundiais. Todos eles vão avaliar as vulnerabilidades do sistema de segurança português.

 

Espero bem, que não existam grandes vulnerabilidades, caso contrário podemos assistir a uma estocada arrepiante, nos princípios civilizacionais que a maioria dos países, que vão estar reunidos apregoam e defendem.

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 20:09
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