Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

30
Set 13

A banca continua com os mesmos vícios que levaram à maior crise financeira desde a Grande Depressão. Poucas lições foram aprendidas e os lucros, os bónus, estão de volta para encher os bolsos dos banqueiros, sem que a comunidade internacional tome qualquer iniciativa, no sentido de reconstruir o edifício financeiro.

O que mudou com a crise financeira? Que erros foram corrigidos? Poderá haver uma nova crise? Os banqueiros vão continuar a colocar o lucro acima de tudo o resto? Que regulamentações foram implementadas? As agências de rating mudaram de estratégia? Porquê os bancos não podem falir como a maioria das empresas?

Muitas mais perguntas poderiam ser feitas. Mas o que mais interessa é encontrar as respostas. A meu ver, pouco ou nada mudou nas principais instituições financeiras. Mais, os modelos económicos contemporâneos não compreenderem o papel e o funcionamento dos mercados financeiros, nem a instabilidade das economias capitalistas.

Os Estados continuam a resgatar os vampiros, que continuam a destruir a economia, em vez de cravar-lhes uma estaca no coração. Estes vampiros sabem que serão sempre salvos pelos seus governos, assim, continuam-se a envolver em atividades arriscadas e pouco claras.

Ao longo de 14 trimestres seguidos, os lucros da banca têm vindo a aumentar consecutivamente. Enquanto os transgressores não forem punidos, enquanto a ganância continuar a sobrepor-se à ética e enquanto não se proceder a uma alteração profunda em termos culturais, não serão as normas ou as leis que evitarão uma nova e severa crise. Não creio que os banqueiros prevaricadores tenham sofrido alguma operação ao cérbero.

publicado por franciscofonseca às 18:30
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27
Out 11

A cimeira europeia terminou altas horas da madrugada, os países da zona euro acordaram aumentar para um bilião de euros, o fundo europeu de estabilização para ajudar países como Portugal, Irlanda, Espanha e Itália. Outra medida acordada tem a ver com a recapitulação da banca, pois os bancos europeus perderam cerca de 100 mil milhões de euros, devido ao perdão de 50% da dívida grega.

No caso português o BCP e o BPI vão recorrer aos capitais do Estado para fazer a sua recapitulação, passando a ter o Estado como accionista. A CGD não pode recorrer a este fundo, terá o Ministro das finanças de encontrar cerca de 2 mil milhões de euros.

Mas a grande novidade, desta cimeira é que vamos ter de viver em austeridade nos próximos quinze a vinte anos, com os investidores a retraírem-se e a aumentar o risco em futuros empréstimos. A zona euro terá de caminhar para um orçamento comunitário e os mecanismos de controlo terão de ser mais apertados e eficazes, caso contrário tudo será inócuo.

A este respeito, deixo uma pequena história que achei deliciosa e partilho convosco: Certa tarde, um famoso banqueiro ia para casa, na sua enorme limousine, quando viu dois homens à beira da estrada a comer relva. Ordenou ao seu motorista que parasse e, saiu, perguntou a um deles: - Por que estão a comer relva? - Não temos dinheiro para comida - disse o pobre homem - Por isso temos que comer relva.
- Bem, então venham à minha casa, que  eu lhes darei de comer - disse o banqueiro.
- Obrigado, mas tenho mulher e dois filhos comigo. Estão ali, debaixo daquela árvore.
- Que venham também - disse novamente o banqueiro.

E, voltando-se para o outro homem, disse-lhe: - Você também pode vir.

O homem, com uma voz muito sumida disse: - Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos comigo!

- Pois que venham também - Respondeu o banqueiro. E entraram todos no enorme e luxuoso carro. Uma vez a caminho, um dos homens olhou timidamente o banqueiro e disse: - O senhor é muito bom, muito obrigado por nos levar a todos!

O banqueiro respondeu: - Meu caro, não tenha vergonha, fico muito feliz por fazê-lo! Vocês vão ficar encantados com a minha casa... A relva está com mais de 20 centímetros de altura!

Moral da história:

Quando tu achares que um banqueiro (ou banco) está a ajudar-te, não te iludas, pensa mais um pouco...pois eles são um dos grandes responsáveis por toda esta crise, mas apesar dos crimes cometidos têm sempre o Estado para lhes dar a mão, ou seja, os próprios contribuintes, que já muito exploram.

publicado por franciscofonseca às 15:14
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30
Dez 10

 

Os maiores escândalos na banca portuguesa aconteceram nos últimos quatro anos, no BCP, BPN e BPP, mostrando bem quem manda neste país. Em países onde o mercado bancário é levado a sério, muitos dos responsáveis já estariam julgados e presos. Quem não se lembra das manobras financeiras que estes senhores fizeram de muitos milhares de milhões de euros em ‘offshores’, apresentando ano após ano lucros astronómicos, fugindo sempre ao pagamento de impostos e tudo isto observado tranquilamente pelo Banco de Portugal, a quem compete a fiscalização e a denúncia destas irregularidades.

Desde que a maçonaria e o opus dei entraram na Política em Portugal o sistema financeiro ficou dominado pela grande família do bloco central. Vejamos as trocas constantes, que têm acontecido na presidência das administrações dos principais bancos. O problema é que estas manobras do poder não são percepcionadas pela maioria dos cidadãos, elas são pensadas, projectadas em círculos restritos de acesso condicionado, sempre de forma geométrica, ou seja, de régua, esquadro e compasso.

A maçonaria e o opus dei apostam no imediato, não olham para o amanhã, rapam tudo que podem, protegem os seus membros, mas esquecem os seus filhos, o dinheiro fala mais alto. Esta matriz vem da judaico-maçonaria Illuminati que controla a Banca internacional e verga os governos perante o sistema financeiro a seu belo prazer.

Seja este ou qualquer outro governo, que venha a governar Portugal, por mais vontade política reformista que tenha, sabe que vai ter a mesa posta, mas não pode comer o bolo todo, caso contrário os escândalos saltam para a praça pública. Isso não pode acontecer, pois colocaria muita gente no desemprego, da grandiosa parentela do bloco central.

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 16:29
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16
Nov 10

Os Srs. Mercados que ninguém sabe quem são, atacam cada vez mais os juros da dívida pública dos países da chamada economia dos PIIGS, ou seja, Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha (acrónimo depreciativo criado para denominar as cinco economias, e que em inglês tem sonoridade e escrita semelhante a “porcos”).

 

Irlanda recorre ao fundo de emergência europeu para financiar a Banca, podendo Portugal ser apanhado pela teoria da vacina, ou seja, sofrer uma intervenção sem pedir, mas as organizações acharem melhor fazer já uma intervenção, para resolver os problemas dos países, com elevado défice público.

 

Quem tem dinheiro manda, dita as regras, estabelece os critérios, sempre assim foi e continuará a ser, na economia mundial. Basta ver o que aconteceu na passada cimeira do G20, a China vai continuar a sua expansão económica e a definir o valor da sua moeda, apesar de alguns países estarem contra, nomeadamente os EUA.

 

Na Europa, Merkel dita as leis, dizendo que "se o euro falhar, então a Europa falhará". Será que existe alguém interessado em evitar o colapso?

 

Francisco Fonseca

publicado por franciscofonseca às 21:14
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28
Jan 10

A crise está ai e para ficar. Se não vejamos, a média dos défices do conjunto dos diferentes países europeus deverá chegar aos 6,7% do PIB, mais do dobro dos 3% previstos pelo pacto de estabilidade.

Não tenho qualquer dúvida, que esta situação vai obrigar à subida de impostos, à diminuição dos gastos com infra-estruturas e, ao corte de salários na função pública.

Urge a necessidade de encontrar um ponto de equilíbrio entre uma situação de debilidade do ritmo de recuperação da economia e o crescimento dos níveis de endividamento, principalmente para os países que estão numa situação extremamente delicada, como é o caso de Portugal.

Acompanham Portugal, a Itália, Irlanda, Grécia e Espanha. O receio de que estes países possam não ter capacidade para honrar os seus compromissos, levou as agências internacionais de rating a baixar o nível de confiança em relação a eles. E a consequência imediata dessa decisão foi o agravamento das condições para a obtenção de novos financiamentos. Nunca tive dúvidas que a incerteza é um veneno para a confiança dos mercados.

O crescente descontentamento dos eleitores pode refrear os planos dos políticos. Estão planeadas diversas greves na Grécia, os espanhóis recusam aceitar reduções nos apoios aos desempregados, e os trabalhadores irlandeses já tomaram conta das ruas em protesto contra as medidas propostas, em Portugal a agitação social vai começar.

Não sei onde vamos parar, nem sei se a Europa tem capacidade e politicas capazes de evitar as revoltas sociais, o desaparecimento da classe média, pois são estes que vão em primeira linha, pagar a factura que, o descontrolo, o desnorte e o devaneio dos mais poderosos, arrastou o mercado financeiro para o abismo em que se encontra.

Francisco Fonseca

 

publicado por franciscofonseca às 18:23
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