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O Mundo na Contramão

por franciscofonseca, em 12.11.16

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Nos últimos meses, dois assuntos internacionais prenderam a minha atenção. A eleição do novo secretário das Nações Unidas e a eleição do novo presidente dos Estados Unidos da América. Muitos foram os comentários que fui lendo, dos mais variados quadrantes, quer nacionais, quer internacionais. Pensadores muito reconhecidos, comentadores ilustres, figuras com grande experiência em relações internacionais, enfim, quer António Guterres, quer Donald Trump não figuravam nas apostas principais.

Mas a realidade mostrou o contrário e ambos foram eleitos. Será que a realidade do Mundo em que vivemos se tornou impercetível para todo este colégio de sábios? Se assim for são boas notícias. O sinal é muito positivo pois os velhos ditames e matriz de análise associada serão ultrapassados. A probabilidade de acerto no futuro aumentará consideravelmente!

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publicado às 13:24

Portugal caminha em contramão

por franciscofonseca, em 28.12.12

O nosso país é pobre porque temos um estado falido e os portugueses não conseguem criar suficiente riqueza para desenvolver a economia. Passadas quase 4 décadas depois da revolução, Portugal nunca conseguiu transformar-se num país desenvolvido, apesar de ter tido boas oportunidades para o conseguir, pois teve acesso a novos mercados e capitais em condições vantajosas, mas tudo foi desperdiçado pelos sucessivos governos.

Portugal tem de ser mais competitivo e produtivo. Para aumentar as vendas para o exterior, ou se vende mais barato que os outros, ou se vende mais caro o que os outros não têm, nem podem fornecer, só assim se aumenta a competitividade. Para se vender para o exterior temos de ser altamente produtivos e isso só se consegue com alta incorporação tecnológica, que também não dispomos.

Mas outros problemas têm de ser resolvidos para atrair empresas. Temos de ser possuidores de mão-de-obra altamente qualificada, ainda escassa. Depois aumentar a celeridade e eficácia da justiça, um dos principais obstáculos ao desenvolvimento e limitar a evasão fiscal.

Nas últimas décadas instalou-se uma partidocracia em Portugal que foi irresponsável na condução dos destinos do país. O sistema político português tem partidos a mais, deputados a mais e uma Assembleia da República disfuncional donde nascem as leis que entorpecem e complicam a vida e a economia nacionais. Exemplo, as leis de privatização de grandes empresas que dão milhões de lucro e a nacionalização de outras que dão milhões de prejuízo.

Este caminho em que estamos só vai fazer aumentar a dívida pública, o desemprego e a pobreza do país. É necessário conservar as empresas rentáveis, aumentar a competitividade e a produtividade, aumentar o salário mínimo, taxar mais eficazmente os altos rendimentos, como o dos bancos, diminuir a pressão fiscal sobre os mais pobres, incentivar mais a exportações e o consumo interno, reduzir de forma acentuada os encargos do Estado com as parcerias público-privadas e baixar os impostos para as empresas. Só assim conseguiremos sair da contramão e evitar o desastre.

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publicado às 09:07

O mundo vai continuar na contramão

por franciscofonseca, em 26.12.11

Com a firme certeza que não será o fim do mundo em 2012, mas a tarefa que nós espera não será fácil. Os principais problemas que assolaram a humanidade neste incerto 2011 continuarão a manifestar-se, nomeadamente as perturbações na economia política global. A agenda global para 2012, quer a nível político, económico, ambiental e tecnológico está repleta de questões que exigem soluções globais.

O Ocidente em crise económica e a Ásia em crescimento rápido. No Médio Oriente várias alterações políticas perturbadoras estão em marcha. Quanto a África, o cenário continua o habitual tanto a nível económico como político e como enormes desafios humanitários. Espero que no próximo ano o mundo entenda os novos termos políticos, económicos que exigem novas abordagens e renovadas formas de relacionamentos num mundo globalizado.

O planeta continua a sofrer disrupções económicas. As crises das dívidas, os crescentes desequilíbrios nas trocas comerciais, o desemprego crescente e a distorção dos mercados financeiros são a prova, que a ordem imposta a seguir à segunda guerra mundial se tornou obsoleta e incapaz de lidar com questões e tendências complexas, inter-relacionadas e globais.

Na questão da escassez de recursos naturais e alterações climáticas, o mundo caminhará para um desastre económico, social e ambiental, devido ao impacto das condições climáticas extremas e do aumento da escassez dos recursos naturais como a água, a energia e os alimentos. A comunidade internacional deverá exercer a sua liderança no sentido de um compromisso renovado para as questões das emissões e da escassez de recursos.

A revolução digital ocupa um lugar no centro da sociedade humana. O cidadão digital está a influenciar a opinião pública, não só como consumidor mas também como produtor de informação. Todavia, esta explosão em termos de ativismo encerra alguns riscos: inflama o extremismo e a “desobediência” civil. O mundo digital está a desafiar a legitimidade das estruturas de governança existentes e a soberania dos Estados. Assim, novos modelos de governança para a Internet começarão a emergir.

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publicado às 14:20


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