Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

11
Jul 13

A crise política portuguesa vai na terceira demissão do primeiro-ministro. Primeiro o ministro das finanças demitiu o primeiro-ministro. Depois o ministro dos negócios estrangeiros demitiu o primeiro-ministro e ontem o Presidente da República demitiu mais uma vez o primeiro-ministro, mas o governo continua em plenas funções. Tinha razão Caius Julius Caesar (100 – 44 a.c) quando dizia que “Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar”.

Assistimos presentemente a desagregação das instituições partidárias e do sistema partidário e político, devido a irresponsabilidade dos partidos e a falta de apetência dos políticos para governar. A incompetência generalizada tomou conta da classe política e levou os governos portugueses a aceitar simplesmente o que a Alemanha dita, sem ideologia ou valores, com desprezo pelos parceiros europeus mais fracos e pela própria democracia.

Temos de resistir, não podemos viver como vassalos da troika e o nosso país já demonstrou que sabe resistir e tem instituições, ainda, como o Tribunal Constitucional que não embarca no vale tudo. Há vida para além da dívida portuguesa. Não podemos tolerar medidas de austeridade que vão contra a nossa matriz cultural, simplesmente porque estamos intervencionados financeiramente. Portugal em matéria económica tem de ter capacidade para decidir as condições em que consegue pagar o empréstimo internacional e assumir todos os compromissos, mas em tempo que seja exequível.

Penso que é chegada a hora, dos mais competentes e capazes se chegarem frente e darem o seu contributo em prol do país. Afirmar o país com uma voz própria, no seio da União Europeia e na cena internacional, em que exista uma estratégia de curto, médio e longo prazo bem definidas, no que diz respeito ao desenvolvimento tecnológico, competitividade e crescimento económico e que permita a Portugal gerar rendimento para pagar a dívida. Os fantasmas da saída do euro têm de ser postos de lado, pois a União Europeia nunca deixará sair Portugal do euro, pois isso causaria demasiado medo aos outros países.

publicado por franciscofonseca às 20:22
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02
Jul 13

O ministro das finanças portuguesas demitiu-se ontem, hoje demite-se o ministro dos negócios estrageiros, parceiro de coligação governamental, nada que já não fosse esperado. O elo mais forte do governo de Portugal e principal rosto da austeridade não aguentou a pressão dos outros ministros. O parceiro de coligação não concordou com a nomeação da futura ministra das finanças. O governo nos primeiros dois anos de governação perde os três principais pilares do primeiro-ministro. Nos próximos capítulos veremos como o primeiro-ministro perdeu o fio à meada e a sua impreparação para governar será cada vez mais gritante.

No plano europeu assistimos à indignação das instituições que foram escutadas e escrutinadas pelos serviços de informações norte-americanos. Muitos países já pediram explicações a Washington, mas a resposta chegará de forma diplomática e demonstrando que nenhuma transgressão foi feita. Milhares de operações deste género são levadas a cabo pelos Estados Unidos em toda a parte do globo. Manobras imorais mas não ilegais, que não são fraudes, mas sim pequenos lapsos, que não são transgressões mas apenas manipulações.

Assim, identificar comportamentos pouco éticos é cada vez mais difícil, apesar do enfoque na ética por parte dos principais líderes mundiais. Apesar destes apelos muitos são os exemplos da finança em envolvimento em transações com traficantes de droga e terroristas, nomeadamente de lavagem de dinheiro. Nestes meandros não há ética que vigore, nem reguladores que consigam evitar estes negócios obscuros.

Portugal e a Europa estão envoltos em comportamentos “imorais” mas não “ilegais”, como são exemplo o tráfico de influências no seio da União Europeia ou ainda as somas astronómicas arrecadadas pelos maiores grupos financeiros como resultado de acordos de transferência de pagamentos para outros países como forma de reduzir os seus impostos. Isto é imoral, mas não é ilegal. Também é imoral os bancos exigirem milhões de euros devido nos contratos “Swap”, ao Estado Português, mas é legal. É imoral os países mais ricos da Zona Euro financiarem-se quase a custo zero e os que estão em maiores dificuldades pagarem os juros mais altos do mercado, mas tudo isto é legal.

A desorientação interna e externa é colossal e muito dificilmente, nos tempos mais próximos, Portugal e a Europa encontrarão o fio à meada. Todos os sacrifícios porque passaram e estão a passar milhões de portugueses e milhões europeus serão inúteis, pois os abutres estão prontos para se alimentarem dos milhões de carcaças.

publicado por franciscofonseca às 18:23
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23
Mar 11

Portugal está a passar por uma profunda crise económico-financeira, a qual se junta agora, uma grave crise política. A crise económico-financeira resultou, sobretudo, de uma desgovernaça pública, onde princípios como as relações éticas, a conformidade, a transparência política e a prestação responsável de contas, aos portugueses foram violados. Só o cumprimento escrupuloso, destes princípios pode levar um país ao desenvolvimento e ao progresso. Esta tarefa tem de ser partilhada por todos os actores envolvidos, ou seja, políticos, dirigentes, instituições e a própria sociedade.

A crise política resultou principalmente da falta de transparência, na relação do Estado com os seus administrados. O acesso do cidadão à informação governamental tem de ser efectivo, pois só assim, se consegue mais democracia nas relações entre o Estado e a sociedade civil. Caso contrário, a corrupção alastra, devido as falhas do sistema democrático e as debilidades das instituições, como tem sucedido nos últimos tempos.

Relativamente, as relações entre o poder e a riqueza, verificamos que em Portugal, a velha teoria se aplica na perfeição, isto é, nos casos em que as oportunidades políticas excedem as económicas, os eleitos tendem a usar o poder para enriquecimento próprio e, nos casos em que as oportunidades económicas excedem as políticas, as pessoas são capazes de fazer uso da riqueza para comprar o poder político. Na minha opinião, muitos casos de corrupção surgem destes desequilíbrios, entre o poder e a riqueza.

Espero, muito sinceramente que, com estas duas profundas crises, Portugal se reestruture, para poder responder aos desafios da sociedade global, em que vivemos. Para isso é urgente redefinir a reforma do Estado, da Segurança Social, da Justiça, do Sistema Nacional de Saúde, da Defesa e da Segurança Interna. Mas a principal é sem dúvida a reforma política que terá de ocupar, um lugar de destaque na agenda das mudanças estruturais do nosso país, de forma, a corresponder aos anseios de todos os portugueses. Todos os partidos políticos têm de tomar consciência e fazer esforços, para que a reforma do sistema político, que está esgotado, seja concretizada. Caso contrário, podemos assistir a uma crise político-constitucional, que vai agravar, ainda mais, o risco de ingovernabilidade do país.

publicado por franciscofonseca às 20:15
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