Blog de crítica e opiniões sobre as políticas que afetam negativamente a humanidade. O Homem na atualidade necessita urgentemente de arrepiar caminho, em busca de um novo Mundo!

30
Jun 15

Retalhos.jpgSerá que estamos a assistir ao último fôlego da Grécia? Eu não acredito e será uma grande surpresa se os credores internacionais deixarem que isso venha a suceder. A Grécia fora do euro provocará demasiados contágios e empurrará o euro - e a própria União - em queda direta para o abismo. Os credores vão assumir uma tal responsabilidade? Se o fizerem não vai existir almofada que ampare a queda de Portugal.

A Europa está sem rumo, sem lideranças capazes de tomar decisões difíceis em momentos de grande incerteza, como aquele que estamos a vivenciar. Se a Grécia sair da zona euro será o fracasso rotundo do chamado projeto europeu, da moeda única, da estafada lenga-lenga do espaço comunitário, democrático e solidário.

Penso que os gregos sabem o que estão a fazer e, como é conhecido, querem, maioritariamente, continuar no euro. Mesmo que futuramente se saia disto, continua a haver um problema que é a dívida. Não podemos esquecer que a dívida da Grécia é brutal e a dívida portuguesa é muito grande.

A memória coletiva da União Europeia e do seu povo está a perder-se, pois aqueles que fracassaram completamente a ver os danos, que a austeridade iria provocar, são os mesmos que estão agora a dar sermões sobre crescimento, simplesmente impressionante.

Senão vejamos, a austeridade em Portugal teve como resultado a expulsão de 300 mil filhos e atirou 1,5 milhões de pessoas para o desemprego. Nada será com dantes, disso ninguém tem dúvidas. O País enfrenta um problema gravíssimo de sustentabilidade de toda a sociedade, que obriga a uma transformação radical da sociedade ao nível político, social e da participação política, que imponha que os recursos públicos são para o usufruto das pessoas.

Não podemos continuar a viver sob o primado do capitalismo selvagem, ou seja, os países podem ir à falência, mas os bancos não. Este princípio de construção social é insustentável. Mais, uma sociedade de baixos salários e precariedade não garantem nenhuma forma de crescimento económico. Pelo contrário, há um desgaste grande na qualidade, na formação e na capacidade de trabalho das pessoas. Se nada mudar, o resultado será devastador e o país passará por um processo de decadência histórica irremediável. Espero que impere o bom senso de todas as partes e que o projeto de construção europeia saia fortalecido e não voltem os tempos da intolerância.

publicado por franciscofonseca às 06:28

16
Jul 11

O presidente Obama ao ver o tempo esgotar-se, para evitar que o país entre em incumprimento da dívida deu uma conferência de imprensa, na Casa Branca, onde apelou ao bom senso dos republicanos, para o aumento do tecto máximo de endividamento do país.

No seu discurso procurou desdramatizar a situação, afirmando que o “tempo urge” para aumentar o limite da dívida e fez uma comparação explosiva, ao afirmar que "Não somos a Grécia! Não somos Portugal!", pois os Estados Unidos não vão ser forçados a pedir nenhum empréstimo à EU, nem ao FMI, porque défice está controlado. Mas Obama esqueceu-se da Irlanda que apresenta um risco de incumprimento superior ao português, eu compreendo, isso seria politicamente muito embaraçoso.

O incumprimento seria uma grande humilhação para a maior economia do mundo, a que não se pode sujeitar, pois representaria uma calamidade para os mercados financeiros e para o sistema especulativo, deitando por terra os objectivos e a geoestratégia da administração norte americana, em relação ao euro.

Se o teto de endividamento vier a ser aumentado, será a 40ª vez que acontece desde 1980. A dívida dos Estados Unidos é superior à dívida de todos os países europeus. Cada dólar gasto pelos americanos, 40 cêntimos representam dívida contraída.

Obama sabe que tem de ter dólares para manter as guerras no Iraque, no Afeganistão, na Líbia, talvez no futuro no Irão e quem sabe até no Paquistão. É destas guerras que é gerado o lucro do sistema capitalista, a acumulação de capital resulta da espoliação de países indefesos, especialmente se tiverem petróleo e minerais valiosos para explorar.

Penso que os Estados Unidos estão no caminho da falência, mas não podem conter a sua agressividade bélica, pois isso aumentaria o risco da sua insolvência.

publicado por franciscofonseca às 12:27
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