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O jogo entre o A-Masry e o A-Ahly realizado em Port Said, no Egipto, terminou com uma invasão de campo, com os apoiantes das duas equipas a envolverem-se em violentos confrontos. O resultado provisório desta tragédia cifra-se em mais de 80 mortos, que morreram esmagados ou sufocados, e mil feridos. A equipa do A-Ahly é treinada pelo português Manuel José.

O contexto social atual do Egipto, a debilidade da segurança pública, a impreparação das forças polícias e a fúria dos adeptos conduziram ao caos completo. Helicópteros militares foram enviados para o local e procederam à evacuação de emergência do treinador português e da equipa do A-Ahly para o Cairo, que consentiu a sua primeira derrota no campeonato egípcio, por 3-1. Nada justifica esta barbárie.

Este trágico acontecimento deve fazer refletir as autoridades do futebol mundial. Estamos com o campeonato europeu à porta, a situação social e política da Europa também está envolta em muita agitação social e incerteza. No futebol português, muitas vezes os principais dirigentes extremam posições, ente si e fazem declarações que ajudam a incendiar os ânimos dos adeptos.

Esta catástrofe deve chamar a atenção todos os agentes do futebol mundial, por forma a mudarem radicalmente o seu discurso e as suas atitudes. Os próximos grandes eventos de futebol, europeu e mundial, devem servir para mudar completamente as mentalidades de todos os intervenientes deste fenómeno desportivo. O futebol deve ser visto como um espectáculo desportivo e um momento de diversão.

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publicado às 21:57

A volta dos que não foram ao Egipto

por franciscofonseca, em 02.02.11

 

Regressei hoje do Egipto, onde estive algumas horas no Cairo. Em conversa com gente bem informada sobre a realidade Egípcia, constatei que é um dos países mais populosos de África, com cerca de 84 milhões de habitantes, dos quais 24 milhões vivem no Cairo. Aproximadamente 40% da população vive com 1 dólar por dia, não existe classe média, enquanto outra parte vive luxuosamente. Os jovens com menos de 24 anos, bem formados são a maioria da população e vêem-se sem quaisquer perspectivas de futuro, sendo o motor desta revolução.

O presidente Hosni Mubarak não vai deixar o poder, pois tem muito a perder, as manifestações e os confrontos intensificam-se, agora entre apoiantes do regime e manifestantes que apelam à saída do presidente. Todos os centros comerciais do Cairo já foram incendiados, o principal museu do Egipto já foi pilhado, 10 mil presos foram libertados espalhando o caos durante a noite, assaltando residências e pilhando as lojas comerciais.

Os manifestantes revoltaram-se contra a polícia, o que levou estes a despiram a farda e juntaram-se aos manifestantes. No seio das forças armadas já aconteceram várias cisões, entre as principais chefias. A guarda presidencial já tomou medidas de reforço na defesa do palácio, mas o assalto final pode mesmo acontecer nos próximos dias, com um banho de sangue.

Esta corrente revolucionária que começou na Tunísia e contagiou o Egipto pode vir a contagiar outros países como a Síria, Jordânia, Arábia Saudita, Argélia, Marrocos e Líbia. Podemos estar na presença de um contágio sem precedentes no mundo árabe, sendo o principal perigo o surgimento de forças radicais e extremistas, que tomem o poder, à semelhança do que aconteceu no Irão.

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publicado às 18:01

 

Grande embaraço para a diplomacia dos Estados Unidos, o site WikiLeaks, responsável pela divulgação de outros documentos secretos, divulgou cerca 250 mil telegramas enviados pelos representantes diplomáticos de todo o Mundo, para o departamento de Estado dos Estados Unidos.

 

Muitas personalidades e líderes mundiais foram espiados. Até Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, não escapou, apesar de esta organização ser um território neutral onde a espionagem está proibida. Seguiram-se, Sarkosy, Angela Merkel, Putin, David Cameron, Berlusconni, entre outros. Sarkosy é considerado um político birrento, David Cameron um peso leve, Angela Merkel pouco flexível, Putin e Berlusconi gostam de festas selvagens. Até aqui nada de surpreendente, tudo isto é do conhecimento público.

 

Outra revelação explosiva refere, que um alguns estados árabes sunitas, entre os quais, Arábia Saudita, Emirados árabes Unidos e Egipto, pressionaram os Estados Unidos para uma intervenção militar no Irão, o que pode fazer estalar o verniz na situação do Médio Oriente. Num desses documentos o Rei Abdullah exorta os EUA para atacar o Irão.

 

As reacções tem sido prudentes, cautelosas, da maioria dos representantes políticos dos países visados, mas uma coisa é certa, as fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos perderão a confiança nos seus agentes. A secretária de Estado Hillary Clinton disse que este caso constitui um grave ataque contra os Estados Unidos e contra a comunidade internacional. Com certeza, que as relações de confiança entre as nações sai minada. Mas uma coisa é certa, se alguém ainda tinha dúvidas de quem controla o Mundo, economicamente, militarmente, socialmente e culturalmente, hoje ficou bem claro. O Mundo continua a ser unipolar, talvez um dia deixe de ser, mas esse dia está muito longe…pena que assim seja! Novo ataque está a ser preparado, agora contra a banca internacional.

 

Francisco Fonseca

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publicado às 19:09


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