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São poucas as empresas que, no ambiente atual, são capazes de atingir um crescimento lucrativo e sustentável. E, nos grandes negócios, o crescimento e a sobrevivência são sinónimos. Incapazes de capitalizar as suas perspetivas de crescimento, os outrora gigantes estão a definhar na teia da complexidade.

O obstáculo que as impede de atingir o seu crescimento não está relacionado com a escassez de oportunidades. O problema reside na complexidade interna, a qual é denominada como o assassino silencioso das organizações. E a estratégia reduz a complexidade. Fornece uma lente com a qual é possível estabelecer prioridades, no que respeita às oportunidades de crescimento e alinha os empregados e os recursos em torno de um objetivo comum.

A gestão estratégica é uma disciplina jovem e muito situacional. E é, pelo menos, tanto arte como ciência. Os líderes percecionam a estratégia de forma diferente. Na maioria das vezes, esta é o resultado de um processo deliberado. Contudo, o ritmo acelerado da inovação, o elevado grau de incerteza e a barreira de ameaças no mercado da atualidade exige uma abordagem mais emergente.

A estratégia não é gestão de crise. É a sua antítese. A gestão de crise ocorre quando não existe estratégia alguma ou quando esta fracassa. Assim, a primeira premissa de uma teoria da estratégia é que a estratégia tem de ser proactiva e antecipatória. A marca distintiva de uma estratégia é fazer uma escolha. Mas isso não significa que não existam ajustamentos. Uma estratégia coesa é flexível o suficiente para responder a condições que se alteram.

É comummente afirmado que a execução é mais importante do que a estratégia. Mas a verdade é que ambas são interdependentes. A estratégia sem execução é inútil e a execução sem estratégia, irresponsável. Os líderes capazes toleram a ambiguidade. Percebem o que é preciso preservar para manter a estabilidade e o que é necessário ser substituído para garantir o progresso. E, por essa razão, os melhores líderes são aqueles que são simultaneamente liberais e conservadores.

Não coloco a minha esperança nos governantes, mas nas empresas. São estas que criam emprego, devolvem a confiança aos trabalhadores, abrem novos mercados, inovam e criam oportunidades. Aos governantes devemos pedir que sejam sensíveis às necessidades dos cidadãos e facilitem as mudanças necessárias nas instituições, nas regulações e nas leis.

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publicado às 20:17

Ameaças, liberdades e a segurança mundial

por franciscofonseca, em 12.09.11

Ontem foi assinalado o 10º aniversário sobre os atentados terroristas de 11 de Setembro, de 2001, que mudaram o Mundo e principalmente a Nação dos Estados Unidos. Hoje, sem qualquer dúvida, vivemos num mundo caracterizado pela incerteza e circundado por diversas ameaças, que passam pela pobreza, as doenças infecciosas, a poluição a degradação do ambiente, as guerras civis e os conflitos entre Estados, a proliferação de armas nucleares, radiológicas, químicas e biológicas, o terrorismo, a criminalidade transnacional organizada.

A velocidade dos acontecimentos é cada vez mais acelerada. As guerras do Iraque, do Afeganistão estão em fase de estabilização vulnerável, não havendo previsões seguras, do que ainda poderá acontecer. As revoltas que estão a acontecer no mundo árabe, primeiro na Tunísia, Egipto, e mais recentemente na Líbia e na Síria poderão espalhar-se à Arábia Saudita e até ao próprio Irão. Os regimes totalitários ainda existentes vivem inseguros, com o medo da revolta popular. Já diz o velho ditado “o povo é quem mais ordena”.

A relação entre os direitos humanos e o Estado de direito tende a ser cada vez mais respeitada. Uma sociedade que não respeite os direitos humanos ou o Estado de direito, seja ela qual for e por melhor armada que esteja, manter-se-á vulnerável e o seu desenvolvimento, por mais dinâmico que seja, permanecerá precário. A este respeito tenho a certeza que os angolanos ainda vão escrever a sua própria história.

A geoestratégia mundial está em mudança, os Estados Unidos adoptam uma posição defensiva e de retaguarda, o que não deixa de ser uma novidade, nesta última década. A China cada vez mais influente no jogo estratégico condiciona toda a região asiática, incluindo o Japão. Veremos o que nos reserva o próximo decénio, mas não me restam dúvidas que as mudanças vão acontecer de forma ainda mais acelerada e surpreendente.

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publicado às 19:08

Estratégia e interdependência são necessárias

por franciscofonseca, em 22.01.09

 

Se não de uma forma, será de outra, mas é necessário sempre entendimento.

Mas aqui pelo menos houve parceria, mesmo entre ramos de forças bem diferentes, com competências também elas diferentes.

A estratégia para fazer face as ameaças que se vão deparar nos próximos tempos parece-me que tem de ser vista de uma forma concertada e interdependente.

Temos que considerar o presente como um todo onde emergem ameaças reais no mundo inteiro.

Nesta perspectiva as ameaças, estão em ligação estreita, vivem em interacção contínua, só perceptível através de uma análise estratégica, dado que as vulnerabilidades, se bem geridas, podem transformar-se em potencialidades e estas, se mal conduzidas, podem volver-se em vulnerabilidades.

Por exemplo, se nos focalizarmos somente no terrorismo dentro deste complexo magma criminal, estamos condenados a não entender nada sobre terrorismo.

Pelo contrário, se olharmos e pensarmos no terrorismo, como uma linha contínua do crime organizado podemos ter uma melhor compreensão do fenómeno; nós não devemos separar aspectos transversais da mesma realidade.

Todas as nossas observações levam-nos a concluir que existe uma real comunicação entre os diferentes actores neste perigoso mundo.

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publicado às 20:57


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